Agro News

Hughes e Soil Tecnologia promovem conectividade inteligente para irrigação no Oeste Baiano

Publicado

A Hughes do Brasil, subsidiária da Hughes Network Systems, e a startup Soil Tecnologia uniram forças para levar conectividade e automação a sistemas de irrigação agrícola em regiões remotas do país. O foco inicial do projeto é o Extremo Oeste Baiano, que concentra cerca de 10% de todos os pivôs centrais de irrigação do Brasil.

Segundo dados da Hughes, aproximadamente 90% dos pivôs no país operam offline, o que compromete a eficiência da irrigação e aumenta perdas de água, energia e produtividade. A parceria busca solucionar essas lacunas por meio de tecnologias de telemetria e Internet das Coisas (IoT).

Extremo Oeste Baiano concentra grande parte da irrigação nacional

A região do Oeste Baiano, especialmente municípios como Luís Eduardo Magalhães, São Desidério e Barreiras, abriga mais de 2.800 pivôs centrais em 330 mil hectares irrigados. Nos últimos dois anos, o crescimento acumulado da irrigação na região foi de 40%, quase três vezes a média nacional, tornando-se um polo estratégico para expansão do setor.

Leia mais:  Produtor mantém resistência em reduzir preços do milho, apesar de maior oferta

A ausência de automação obriga os produtores a percorrerem grandes distâncias para operar os sistemas manualmente. Problemas como entupimento de bombas ou falhas elétricas geralmente são identificados tardiamente, prejudicando a produtividade e gerando desperdícios.

Tecnologia via satélite conecta pivôs e permite monitoramento remoto

A Hughes utiliza terminais de satélite avançados para viabilizar a conectividade em áreas sem infraestrutura terrestre. A tecnologia permite que os produtores monitorem o manejo da irrigação pelo celular, integrando sensores e dados operacionais em tempo real.

“Nossa solução transforma a irrigação em um processo inteligente e sustentável, otimizando recursos hídricos e reduzindo desperdícios”, afirma Ricardo Amaral, Vice-Presidente de Vendas e Marketing de Enterprise da Hughes do Brasil.

O aplicativo da Soil Tecnologia oferece relatórios detalhados sobre consumo de água e energia, área irrigada e desempenho de cada pivô. O sistema ainda envia notificações imediatas caso algum equipamento pare de funcionar, permitindo ajustes rápidos e decisões baseadas em dados precisos.

Produtividade, economia e sustentabilidade para o campo

Igor Mendes, sócio fundador da Soil Tecnologia, destaca que a conectividade permite ao produtor utilizar telemetria para aumentar a produtividade, reduzir desperdícios e tomar decisões mais eficientes, mesmo à distância. “Essa revolução tecnológica tem potencial para transformar a forma como a irrigação é gerida em todo o Brasil”, afirma.

Leia mais:  Pescadores artesanais e marisqueiras de Ilha Grande (RJ) participam de ação para regularização do RGP

Para fortalecer o relacionamento com os produtores, a Soil Tecnologia inaugurou escritório e equipe de vendas em Luís Eduardo Magalhães, consolidando a presença da empresa no principal polo de irrigação do país.

Crescimento da irrigação no Brasil

De acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Brasil possui atualmente 2,2 milhões de hectares irrigados por cerca de 34 mil pivôs centrais. Nos últimos dois anos, o país registrou aumento de 14% em novos equipamentos — o maior crescimento desde 1985.

O Oeste Baiano, com ritmo de expansão de 20% ao ano, se destaca como motor desse crescimento, reforçando o potencial da parceria Hughes-Soil em levar conectividade e eficiência à agricultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Crédito rural para a agricultura empresarial soma R$ 28,2 bilhões no primeiro mês da safra 2026/2027

Publicado

A agricultura empresarial contratou R$ 28,2 bilhões em crédito rural em julho de 2026, primeiro mês da safra 2026/2027. O levantamento reúne operações realizadas por produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e pelos demais produtores, com base em dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil, e das registradoras de títulos, no caso das Cédulas de Produto Rural (CPR).

As CPR responderam por R$ 18,8 bilhões das operações contratadas no mês, o equivalente a 66,6% do total. O custeio convencional somou R$ 6,5 bilhões, correspondente a 23% das contratações.

Custeio, comercialização e industrialização

No custeio da produção, o Pronamp respondeu por R$ 3,5 bilhões, o equivalente a 53,5% do total destinado à modalidade. Os demais produtores empresariais contrataram R$ 3 bilhões, ou 46,5%.

As operações de comercialização da produção agropecuária somaram R$ 1,5 bilhão em julho. Já a industrialização, que contempla o processamento e a agregação de valor aos produtos agropecuários, registrou R$ 891 milhões.

Os programas de investimento, destinados a itens como máquinas, equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas, registraram R$ 118,1 milhões em aplicações no primeiro mês da safra. Entre os programas, foram contratados R$ 56 milhões pelo RenovAgro e R$ 31 milhões pelo Pronamp Investimento.

Leia mais:  Tecnologia e sustentabilidade impulsionam o agronegócio no estado

Operações por porte do produtor

Fora do Pronamp, os médios e grandes produtores contrataram R$ 5,9 bilhões, correspondentes a 21% do total concedido no mês. No Pronamp, foram registrados R$ 3,5 bilhões em operações, equivalentes a 12,4% do total.

Ao todo, foram realizados 26.034 contratos de crédito rural pela agricultura empresarial em julho. Desse número, 12.940 foram operações de CPR.

Crédito por região

O Sul registrou o maior volume de crédito entre as regiões em julho, com R$ 3,6 bilhões e 6.887 contratos. Na sequência aparecem o Sudeste, com R$ 2,5 bilhões, e o Centro-Oeste, com R$ 2,2 bilhões. O Nordeste registrou R$ 678 milhões, enquanto o Norte teve R$ 400 milhões em concessões.

O levantamento também mostra diferenças no tíquete médio das operações, que corresponde ao valor médio de cada contrato. No Centro-Oeste, o valor chegou a R$ 1,25 milhão por contrato. No Sul, o tíquete médio foi de R$ 529 mil.

Fontes de recursos

Entre as fontes controladas utilizadas no financiamento do crédito rural, os Recursos Obrigatórios foram responsáveis por R$ 3,9 bilhões, o equivalente a 69,8% do total dessas fontes. Os Recursos Obrigatórios correspondem à parcela dos depósitos à vista que as instituições financeiras devem direcionar ao crédito rural.

Leia mais:  Produtor mantém resistência em reduzir preços do milho, apesar de maior oferta

Entre as fontes não controladas, a LCA Livre foi a principal fonte de captação de recursos privados, com R$ 3,4 bilhões destinados ao crédito rural.

Recursos equalizáveis

Para a safra 2026/2027, a programação orçamentária de recursos equalizáveis soma R$ 97,6 bilhões, conforme a Portaria MF nº 2.170/2026. Os recursos equalizáveis são destinados a linhas de crédito com taxas de juros controladas pelo governo federal, e o diferencial em relação às taxas de mercado é coberto pelo Tesouro Nacional.

No primeiro mês da safra, R$ 1,3 bilhão dos recursos equalizáveis programados foi concedido.

Entre os programas de investimento equalizáveis, foram contratados R$ 56,1 milhões pelo RenovAgro, R$ 20,7 milhões pelo Pronamp e R$ 17,6 milhões pelo Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA).

Nas operações equalizáveis de investimento, o Banco do Brasil respondeu por 86,8% das concessões do mês, seguido pelo Sicredi, com 12,8%. Nas linhas equalizáveis de custeio e comercialização, o Banco do Brasil concentrou 68,9% das concessões, seguido por Cresol (11%), Sicredi (10%) e Credicoamo (8,9%).

Acesse aqui o documento. 

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana