Política Nacional

Humberto Costa celebra inauguração de fábrica de hemoderivados em Pernambuco

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Nesta quarta-feira (13), o senador Humberto Costa (PT-PE) comemorou a inauguração de uma fábrica da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) no município de Goiana (PE). Para ele, a inauguração é um marco da soberania nacional, da ciência aplicada e do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

A unidade inaugurada nesta quinta-feira (14) será a maior fábrica de medicamentso hemoderivados da América Latina, com 17 prédios e capacidade de processar até 500 mil litros de plasma por ano. Para Humberto, o investimento de R$ 1,9 bilhão insere o estado de Pernambuco e o Brasil no mapa global da indústria farmacêutica de alta tecnologia.

— Estamos falando de uma conquista que unirá ciência, tecnologia, compromisso social e visão estratégica — disse.

Humberto afirmou que a nova instalação permitirá que o Brasil processe integralmente o plasma coletado em território nacional. Para ele, isso significa a autossuficiência na produção de medicamentos vitais e insumos indispensáveis para pacientes do SUS.

O senador parabenizou o compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por retomar investimentos na Hemobrás após o que chamou de “boicotes” em governos passados. A empresa foi criada em 2004, durante a gestão de Humberto Costa no Ministério da Saúde.

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Lúrya Rocha, sob supervisão de Rodrigo Baptista.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Comissão aprova direitos para pacientes com doença em estágio avançado

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A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que estabelece os direitos de pessoas com doença em estágio avançado. O texto também regulamenta as diretivas antecipadas de vontade (DAV), conhecidas como testamento vital.

A comissão aprovou o substitutivo da relatora, deputada Flávia Morais (PDT-GO), para os projetos de lei 4175/24, do deputado Flávio Nogueira (PT-PI), e para o apensado (PL 3993/25).

A proposta define DAV como a decisão do paciente sobre quais tratamentos quer ou não receber caso não consiga se comunicar. Pelo texto, a pessoa pode recusar tratamentos que não tragam benefício ou que apenas prolonguem sua vida de forma artificial. O objetivo é reduzir o sofrimento e preservar a dignidade do paciente.

O projeto, no entanto, proíbe a eutanásia e o suicídio assistido.

Cuidados paliativos
O texto aprovado também garante ao paciente acesso a cuidados paliativos, focados em aliviar a dor e o sofrimento. Esses cuidados, pelo projeto, podem ser feitos no hospital ou em casa, conforme a escolha do paciente. O paciente deverá ser assistido por equipe multiprofissional e receber suporte psicológico, social e espiritual, se desejar.

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A proposta prevê ainda o direito a receber informações claras sobre sua saúde e de indicar uma pessoa de confiança para ajudar nas decisões médicas.

Para que as diretivas sejam aplicadas, conforme o projeto, pelo menos dois médicos devem confirmar que a pessoa está em fase final de vida.

“Ao virar lei, o projeto contribuirá para garantir segurança jurídica a pacientes, famílias e profissionais de saúde, além de reduzir conflitos éticos e emocionais no final da vida e de fortalecer uma cultura de cuidado centrada na pessoa e no respeito às suas escolhas”, disse a relatora.

Flávia Morais acrescentou que as novas regras representam “um avanço civilizatório ao consolidar o direito à autodeterminação e à dignidade no contexto do cuidado em saúde”.

Por fim, a proposta cria um registro nacional de diretivas antecipadas para facilitar o acesso dos profissionais de saúde às decisões dos pacientes. Esses profissionais poderão alegar objeção de consciência para não cumprir as diretivas, mas o serviço de saúde deverá providenciar um substituto para garantir a continuidade do cuidado.

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Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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