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IA e automação impulsionam eficiência na moagem de trigo

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No painel “Do dado ao valor: IA e automação inovando a indústria do trigo”, moderado por Fernando Gibotti, vice-presidente de Varejo e Indústria da Rock Encantech, especialistas discutiram como a tecnologia tem aumentado a eficiência operacional e a flexibilidade das plantas industriais.

Segundo Edson Palorca, gerente de vendas da Haver & Boecker Latinoamericana, a IA já permite a automação de processos, como carregamento a granel, ensacadeiras e selagem de embalagens, trazendo redução de perdas e ganhos concretos para o setor. Já Érica Briones, da Inovação Ninja, reforçou que a ferramenta deve ser usada de forma estratégica para otimizar vendas, logística e precificação, destacando que a IA potencializa a inteligência humana.

Mudanças no comportamento do consumidor moldam a farinha do futuro

O painel “A farinha de trigo no novo mercado de panificação” abordou como novos hábitos de consumo impactam a produção e comercialização de farinhas.

Didier Rosada, da Uptown Bakeries/Red Brick Consulting, destacou que os consumidores estão cada vez mais atentos à saúde, sustentabilidade e personalização. Já Pery Carvalho, da Bioalimentos Consultoria, apresentou o modelo dos “Dois Ds” — diversidade e disponibilidade — indicando que farinhas do futuro serão mais tipificadas e customizadas, atendendo desde padarias artesanais até indústrias automatizadas.

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Brasil lidera mercado global de padarias independentes

Dados inéditos apresentados por Alexandre Neves, da Seven, mostram que o Brasil possui 70.235 padarias independentes, faturando cerca de US$ 5,12 bilhões ao ano. Entre 2021 e 2024, o setor teve crescimento anual de 10,2%, com previsão de 4,3% nos próximos três anos.

O Sudeste lidera em relevância, seguido pelo Nordeste e Sul. Padarias continuam essenciais no cotidiano brasileiro, reforçando sua importância estratégica dentro do food service.

Perspectivas para o mercado de trigo no Brasil e no mundo

No painel final, especialistas discutiram fatores que influenciam os preços e a competitividade do trigo.

Pablo Maluenda, consultor, apontou que supersafras globais e guerra comercial entre EUA e China pressionam os preços internacionais para baixo, enquanto a recuperação dependerá de acordos geopolíticos. Elcio Bento, da Safras&Mercado, destacou que os preços internos acompanham referências de importação, influenciadas por cotação externa e câmbio.

Segundo Jorge Lemainski, da Embrapa Trigo, o Brasil possui condições para alcançar autossuficiência e ampliar sua competitividade. Ele reforçou que o trigo nacional pode contribuir para a segurança alimentar global e atuar como uma opção descarbonizante, com impactos positivos econômicos, ambientais e sociais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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