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IAC lança novas variedades de cana e amendoim com foco em produtividade e mecanização

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O Instituto Agronômico de Campinas (IAC-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, apresentou durante a Agrishow 2026 três novas cultivares voltadas ao fortalecimento do agronegócio brasileiro. As novidades incluem duas variedades de cana-de-açúcar e uma nova cultivar de amendoim, desenvolvidas para ampliar produtividade, eficiência operacional e adaptação ao cultivo mecanizado.

Novas variedades de cana reforçam competitividade do setor sucroenergético

Entre os destaques estão as cultivares de cana-de-açúcar IAC07-2361 e IAC09-6166, lançadas pelo programa Cana IAC, referência em inovação genética para o setor sucroenergético.

A variedade IAC07-2361 foi desenvolvida com foco em alta produtividade, rusticidade e baixo índice de florescimento — característica estratégica para preservar a qualidade da matéria-prima destinada à indústria. Segundo o instituto, a cultivar também apresenta excelente desempenho em sistemas de plantio e colheita mecanizada.

Já a IAC09-6166 se destaca pelo elevado potencial produtivo, ampla adaptação a diferentes ambientes agrícolas e longo período de utilização industrial. A nova variedade foi criada para otimizar a eficiência operacional no campo e melhorar a qualidade da cana processada pelas usinas.

De acordo com Mauro Xavier, diretor do Centro de Cana do IAC, as duas variedades se complementam no sistema produtivo.

“A IAC07-2361 possui alta produtividade, enquanto a IAC09-6166 apresenta longo período útil industrial. Essas cultivares ampliam as opções disponíveis ao produtor e ajudam o setor a alcançar maior eficiência”, destacou.

Programa Cana IAC impulsiona produtividade no estado de São Paulo

O programa Cana IAC completa 30 anos de atuação e teve papel importante na evolução da produtividade do setor sucroenergético paulista nas últimas décadas.

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São Paulo lidera a produção nacional de cana-de-açúcar, concentrando cerca de 55% da área cultivada no Brasil. A cultura também representa o principal produto exportado pelo agronegócio paulista.

Segundo dados apresentados pelo instituto, o impacto das tecnologias desenvolvidas pelo IAC contribuiu para um aumento de 47,4% na produtividade da cana entre 1980 e 2025.

Nova variedade de amendoim aposta em ciclo curto e alto rendimento

Além das novidades na cana-de-açúcar, o IAC apresentou a cultivar de amendoim IAC OL7, voltada ao aumento da eficiência produtiva e da competitividade da cadeia da leguminosa.

A nova variedade possui ciclo precoce, entre 120 e 130 dias, e potencial produtivo de até 7 mil quilos por hectare de amendoim em casca.

Segundo o pesquisador Marcos Michelotto, especialista na cadeia produtiva do amendoim, a cultivar atende às exigências dos mercados nacional e internacional.

“Essa variedade reúne características importantes para a indústria e para exportação, aliando ciclo curto e elevado potencial produtivo. A expectativa é de ampla aceitação pelos produtores”, afirmou.

São Paulo lidera produção e exportação de amendoim no Brasil

O estado de São Paulo responde atualmente por cerca de 86% da produção nacional de amendoim, consolidando-se como principal polo da cultura no país.

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Além do avanço na produção, as exportações da cadeia também seguem em crescimento. Em 2025, o estado comercializou mais de 180 mil toneladas da leguminosa, movimentando aproximadamente R$ 222 milhões — alta de 26% em comparação ao mesmo período de 2024.

As novas cultivares reforçam a estratégia do IAC de ampliar a competitividade do agro paulista por meio de inovação genética, mecanização e ganhos de produtividade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar volta a subir acima de R$ 5 na abertura e mercado acompanha tensão externa e cenário político no Brasil

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O mercado financeiro brasileiro iniciou esta terça-feira (19) em clima de cautela, com o dólar retomando força frente ao real e o Ibovespa operando pressionado pelo ambiente externo e pelas incertezas políticas domésticas.

Na abertura do pregão, o dólar à vista avançava cerca de 0,43%, sendo negociado na faixa de R$ 5,02, após encerrar a sessão anterior abaixo do patamar psicológico de R$ 5,00. Já os contratos futuros da moeda norte-americana também registravam valorização na B3, refletindo a maior aversão ao risco dos investidores.

O movimento acompanha a valorização global do dólar diante das preocupações envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã, além da continuidade das tensões geopolíticas no Oriente Médio, fatores que elevam a busca internacional por ativos considerados mais seguros.

No cenário doméstico, investidores seguem monitorando os desdobramentos políticos e eleitorais no Brasil. Uma nova pesquisa eleitoral divulgada nesta manhã mostrou mudanças no cenário da disputa presidencial, aumentando a volatilidade nos ativos brasileiros e ampliando a cautela no mercado financeiro.

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O Banco Central também entrou no radar dos operadores ao anunciar leilão de 50 mil contratos de swap cambial tradicional para a rolagem do vencimento de junho, estratégia utilizada para dar liquidez ao mercado e suavizar movimentos bruscos no câmbio.

Ibovespa sente pressão do exterior e da política

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abriu a sessão em compasso de espera após fechar o pregão anterior em leve queda de 0,17%, aos 176.976 pontos. No acumulado do mês, o índice ainda apresenta retração superior a 5%, embora mantenha valorização próxima de 10% em 2026.

Além do cenário político interno, os investidores acompanham o desempenho das bolsas internacionais. Em Wall Street, os índices futuros operavam em baixa nesta manhã, pressionados principalmente pelo setor de tecnologia e pelo aumento das tensões globais.

As commodities também seguem no foco do mercado. O petróleo Brent recuava no exterior, mas ainda permanece em níveis elevados, acima dos US$ 110 por barril, sustentando preocupações com inflação global e impacto nos custos de produção e logística.

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Dólar acumula queda no ano, apesar da volatilidade recente

Mesmo com a alta desta terça-feira, o dólar ainda acumula queda próxima de 9% frente ao real em 2026, refletindo o diferencial de juros do Brasil, a entrada de capital estrangeiro e o desempenho das commodities ao longo do ano.

Confira os principais indicadores atualizados do mercado:

  • Dólar
    • Cotação na abertura: cerca de R$ 5,02
    • Acumulado da semana: -1,37%
    • Acumulado do mês: +0,93%
    • Acumulado do ano: -8,94%
  • Ibovespa
    • Último fechamento: 176.976 pontos
    • Acumulado da semana: -0,17%
    • Acumulado do mês: -5,52%
    • Acumulado do ano: +9,84%

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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