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Ibovespa se mantém próximo de recordes enquanto bolsas globais operam com cautela diante de tensões geopolíticas

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Cenário global: bolsas operam com cautela diante de tensões geopolíticas

Os mercados financeiros internacionais registraram um dia de cautela nesta quinta-feira (09), refletindo o aumento das tensões no Oriente Médio e a incerteza sobre um possível cessar-fogo duradouro.

Na Ásia, os principais índices encerraram o pregão em sua maioria no campo negativo. O índice de Xangai caiu 0,72%, enquanto o CSI300 recuou 0,64%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, registrou baixa de 0,54%.

O movimento foi influenciado pela escalada recente do conflito na região. Ataques intensificados envolvendo Israel e o Líbano, além da possibilidade de retaliação por parte do Irã, elevaram o grau de aversão ao risco entre investidores. A instabilidade também coloca em dúvida a continuidade das negociações de paz com os Estados Unidos.

Analistas destacam que, embora o mercado ainda mantenha relativa resiliência, sinais de fragilidade no cessar-fogo já começam a aparecer, o que mantém os investidores em alerta.

Desempenho das bolsas asiáticas

Além da China e de Hong Kong, outros mercados asiáticos também apresentaram desempenho misto:

  • Japão: o índice Nikkei recuou 0,73%
  • Coreia do Sul: o Kospi caiu 1,61%
  • Taiwan: o Taiex avançou 0,29%
  • Singapura: o Straits Times caiu 0,31%
  • Austrália: o S&P/ASX 200 subiu 0,24%

O cenário reflete a falta de direção única, com investidores alternando entre cautela e oportunidades pontuais.

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Expectativas econômicas: foco na China

Outro fator que contribui para a postura mais defensiva dos mercados é a expectativa em relação aos dados de inflação da China referentes ao primeiro trimestre, que serão divulgados nos próximos dias.

Os números devem oferecer sinais mais claros sobre o nível de recuperação da demanda interna do país, considerada um dos principais motores do crescimento global.

Ibovespa mantém força e se aproxima de máximas históricas

Na contramão do cenário externo, o mercado brasileiro segue mostrando resiliência. O Ibovespa opera próximo de seus recordes históricos em abril de 2026, frequentemente acima dos 190 mil pontos.

O desempenho positivo é sustentado principalmente por ações de grande peso no índice, como Vale e Petrobras, além de um ambiente macroeconômico mais favorável.

Juros e dólar favorecem o mercado brasileiro

Dois fatores têm sido decisivos para o bom desempenho da bolsa brasileira:

  • Expectativa de queda da Selic: o mercado projeta um ciclo de afrouxamento monetário, o que tende a estimular investimentos em renda variável.
  • Dólar em queda: a moeda norte-americana vem sendo negociada próxima de R$ 5,10, favorecendo a entrada de capital estrangeiro e reduzindo pressões inflacionárias.

Esse cenário aumenta a atratividade da bolsa brasileira frente a outros mercados emergentes.

Destaques do pregão: blue chips sustentam alta

Entre as ações mais relevantes do mercado:

  • Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) continuam sendo os principais pilares do índice, impulsionadas por commodities e fluxo internacional.
  • Hapvida (HAPV3) aparece entre os destaques positivos recentes, refletindo movimentos específicos do setor de saúde.
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O protagonismo das chamadas “blue chips” tem sido fundamental para manter o Ibovespa em patamares elevados.

Bolsa brasileira acumula forte valorização em 2026

O ano de 2026 tem sido marcado por um desempenho expressivo do mercado acionário brasileiro. Em alguns momentos, o Ibovespa já acumula valorização superior a 19% no ano.

A combinação de fatores internos — como inflação controlada e perspectiva de juros menores — com o fluxo externo tem favorecido esse movimento de alta.

Panorama global: equilíbrio entre risco e oportunidade

Apesar da volatilidade no cenário internacional, os mercados seguem relativamente estáveis, com investidores monitorando de perto os desdobramentos geopolíticos e indicadores econômicos.

Enquanto isso, o Brasil se destaca como um dos principais destinos de capital, beneficiado por fundamentos mais sólidos no curto prazo.

A tendência para os próximos dias é de manutenção da cautela no exterior, enquanto o mercado brasileiro pode continuar testando novas máximas, desde que o ambiente global não se deteriore de forma mais intensa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesca e aquicultura geram empregos em todo o país

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Em média, o brasileiro consome 12 quilos de pescado por ano. O número é ainda maior em alguns estados como Ceará, Pernambuco e Amazonas, onde o consumo pode passar de 40 quilos por pessoa ao ano. Esse consumo só é possível porque contamos com uma longa cadeia produtiva, que envolve pescadores industriais e artesanais, armadores de pesca, aquicultores e uma indústria robusta, responsável pelo beneficiamento.

Atualmente, são mais de 1 milhão de pescadores profissionais registrados, sendo que mais de 507 mil mulheres. Na aquicultura, apenas em Águas da União, são 1.422 contratos vigentes, que geral 4.126 empregos diretos e outros mais de 16 mil indiretos.

Esses trabalhadores são responsáveis por mais de 1.780 milhão de toneladas de pescado ao ano (águas continentais e marinhas). Na aquicultura, são mais de 3,1 milhões de toneladas ao ano. Entre os produtos mais procurados estão o camarão, a tilápia, o tambaqui e outras espécies de peixes.

Mas o setor ainda pode ser fortalecido e gerar ainda mais empregos por meio do aumento do consumo. Em entrevista recente ao programa “Bom Dia, Ministro”, do Canal Gov, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, ressaltou a importância de incentivar o consumo pescado pelos brasileiros. “Estamos trabalhando para que a população deixe de comer peixe apenas no Natal e na Semana Santa, datas em que o consumo é principalmente de espécies estrangeiras, como o bacalhau”.

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Ele também destacou a necessidade de políticas públicas para melhorar a rastreabilidade e a confiabilidade dos produtos de origem da pesca e aquicultura. “A gente precisa garantir que o pescado chegue com qualidade na mesa do nosso consumidor”.

Para o secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, a atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura tem contribuído para o reconhecimento e a valorização dos trabalhadores do setor pesqueiro. “As nossas ações se conectam para ampliar a potencialidade do mundo do trabalho da pesca artesanal, que é associado ao modo de vida, à segurança alimentar e aos aspectos éticos e raciais nos territórios pesqueiros”, declarou.

A diretora do Departamento de Aquicultura em Águas da União, Juliana Lopes, exaltou o trabalho e a dedicação de todos que trabalham na pesca e aquicultura. “Neste Dia do Trabalhador, vamos celebrar quem faz das águas o seu sustento e a sua missão. Homens e mulheres que movimentam a economia, que alimentam o Brasil e que mantêm viva a tradição da pesca e da aquicultura. Por trás de cada produção, existe dedicação, resistência, resiliência e muito amor pelo que se faz”.

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Acesse nosso Boletim e Painel da Estatística Pesqueira e Aquícola e saiba mais sobre o perfil dos trabalhadores e trabalhadoras das águas do Brasil.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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