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IBPecan realiza live para discutir os impactos da Reforma Tributária no agronegócio

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O Instituto Brasileiro de Pecaniculultura (IBPecan) promoverá no dia 24 de fevereiro, às 19h30, uma live no YouTube voltada a debater os principais impactos da Reforma Tributária sobre o agronegócio brasileiro. O encontro tem como objetivo esclarecer os efeitos práticos das mudanças fiscais e contábeis que atingem diretamente a gestão das propriedades rurais em meio ao novo modelo de arrecadação e fiscalização do país.

Evento vai detalhar mudanças e novos desafios fiscais para o agro

O debate ocorre em um momento de transição no sistema tributário nacional, com a implementação de medidas que alteram critérios de apuração, obrigações acessórias e mecanismos de controle de dados pelo Fisco.

A proposta da transmissão é mostrar como as novas regras podem afetar o dia a dia administrativo dos produtores rurais, além de orientar sobre ações preventivas para evitar riscos fiscais e garantir a regularidade das operações do setor.

Especialistas analisam Reforma Tributária, Imposto de Renda e Livro Caixa Digital

A abertura da live será conduzida por Maurício Voltz, consultor tributário da CCA Consultores Associados. Segundo ele, o debate vai além da discussão sobre alíquotas.

“Além da Reforma Tributária aplicável ao agro, vamos abordar o Imposto de Renda do produtor rural, o Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR) e os cruzamentos de dados que a Receita Federal vem intensificando no setor. Também serão analisados os riscos decorrentes da falta de adequação às novas exigências legais”, destacou Voltz.

Contabilidade e gestão financeira ganham papel estratégico

Na sequência, André Monticelli, contador e sócio da Ativo Serviços Empresariais, apresentará as principais mudanças nos procedimentos contábeis exigidos pelo novo sistema tributário. Ele alerta que a falta de planejamento pode elevar significativamente os custos do produtor.

“O produtor rural que não se organizar tende a arcar com custos maiores. A Reforma Tributária não trata apenas de alíquotas, mas envolve alterações em cadastros, créditos tributários e obrigações acessórias. É fundamental compreender como essas mudanças afetam o custo de produção e o fluxo de caixa”, explicou.

Planejamento jurídico é essencial para preservar patrimônio

Encerrando o encontro, Marcelo Monticelli, advogado tributarista e sócio da Monticelli & Tortorelli Advogados, abordará os reflexos patrimoniais da Reforma Tributária e a importância do planejamento jurídico e sucessório nas empresas rurais.

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De acordo com ele, o momento exige uma postura estratégica diante das novas exigências legais.

“Embora fatores externos estejam fora do controle do produtor, a gestão do negócio e a evolução patrimonial das famílias precisam ser acompanhadas de perto. Esses dois desafios estão diretamente ameaçados por um tema que impactará o caixa das empresas e o patrimônio familiar”, afirmou o especialista.

Transmissão é aberta ao público e voltada a profissionais do setor

O evento é gratuito e aberto a produtores rurais, contadores, advogados e demais profissionais do agronegócio interessados em compreender as mudanças trazidas pela Reforma Tributária.

A transmissão será realizada no canal oficial do IBPecan no YouTube

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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