Tecnologia

‘IMPA Tech Portas Abertas’ abre inscrições para alunos e famílias

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As inscrições para a primeira edição do “IMPA Tech Portas Abertas” estão abertas. Gratuito e aberto ao público, o evento será no sábado, 29 de novembro. A iniciativa busca aproximar estudantes do Ensino Médio do trabalho desenvolvido no bacharelado em Matemática da Tecnologia e Inovação, oferecendo aos visitantes a oportunidade de participar de experiências inovadoras. As inscrições são individuais e devem ser realizadas através da página do evento.

Os participantes serão recepcionados por um tour guiado pelas instalações do Porto Maravalley, como salas de aula, laboratórios de computação e física e biblioteca. Na sequência, a conversa “O que é o IMPA Tech?” abordará o dia a dia dos estudantes, como funciona a grade curricular, os benefícios oferecidos aos alunos e os diferenciais do programa. 

Entre as atrações da visita, estão as oficinas, comandadas pelos graduados do IMPA Tech, sobre as ênfases do bacharelado: Matemática, Ciência de Dados, Física e Ciência da Computação. Os visitantes poderão tirar suas dúvidas sobre as diferenças entre cada área, conhecer melhor as possibilidades de organização do curso e as perspectivas de carreira.

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“O diálogo do IMPA Tech com a sociedade é fundamental, pois permite que a comunidade conheça de perto a formação que oferecemos, as ações que desenvolvemos e tenha a oportunidade de esclarecer suas dúvidas pessoalmente. Esperamos que, a partir dessa aproximação, alunos do ensino básico possam se inspirar e, no futuro, se juntar a nós para usufruir da formação de excelência proporcionada pelo IMPA Tech”, destacou Nara Bobko, gerente acadêmica da graduação.

O IMPA Tech fica no Porto Maravalley, um polo estratégico de tecnologia na zona portuária do Rio de Janeiro. Ao lado de startups e empresas inovadoras, os estudantes se capacitam em um ambiente criativo e acolhedor. 

Como se inscrever

Para organizar o fluxo de inscritos, serão oferecidos dois turnos de visitação: às 8h30 e às 13h30, com 100 vagas por sessão. As inscrições são limitadas e estão abertas até 31 de outubro.

As escolas também podem participar voluntariamente, mas cada visitante deve se inscrever individualmente. O IMPA Tech está localizado na Av. Professor Pereira Reis, 76, Santo Cristo, Rio de Janeiro (acesso pela Rua Equador). Não haverá oferta de transporte ou estacionamento específico para inscritos no evento. Quaisquer dúvidas devem ser direcionadas para o e-mail [email protected].

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O evento “IMPA Tech Portas Abertas” é inspirado no sucesso do programa IMPA Portas Abertas, que acontece na sede do instituto, no Jardim Botânico. A iniciativa busca levar a matemática para além dos muros acadêmicos, promovendo experiências educativas, inclusivas e interativas.

Fonte: https://impa.br/notices/impa-tech-portas-abertas-abre-inscricoes-para-estudantes-e-familias/

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Tecnologia

MCTI defende fortalecimento da ciência e da soberania em política de minerais críticos

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Os minerais críticos vêm ganhando centralidade no cenário global. Os ingredientes invisíveis, ou terras raras, são a base material de tecnologias essenciais e viabilizam sistemas impulsionados pela transição energética e pela expansão de tecnologias digitais — de celulares a carros elétricos. O assunto está no debate central na agenda de ciência, tecnologia e, principalmente, inovação, além de ser estratégico para o desenvolvimento econômico e a soberania tecnológica do País. No Brasil, o tema avança no Congresso Nacional, com a proposta de criação de uma política nacional para o setor, citada no Projeto de Lei 2.780/2024.

A matéria em discussão estrutura uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A proposta busca fomentar a pesquisa, a indústria, a distribuição, o comércio e o consumo dos produtos gerados. Além disso, ela cria um Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE) — que ficaria vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) e destinado à formulação de diretrizes com vistas ao desenvolvimento do setor mineral brasileiro.

Para o MCTI, o projeto de lei é um primeiro passo. “O projeto cria um arcabouço mínimo, mas não aprofunda essa questão”, avalia o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Rodrigues. De acordo com o ministério, a inclusão de recursos para ciência e tecnologia é um dos pontos positivos do texto, como a previsão de investimento mínimo de 0,4% da receita bruta das empresas em pesquisa e inovação. “O projeto avança ao destinar recursos para ciência, tecnologia e inovação. Não é o valor que desejávamos, mas foi o possível dentro do consenso político”, afirmou.

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O MCTI entende que o desenvolvimento pleno da cadeia produtiva exigirá medidas adicionais. “Se o projeto for entendido como suficiente, a gente continua na situação atual”, alertou Rodrigues, ao destacar que o Brasil ainda enfrenta limitações estruturais para avançar nas etapas de maior valor agregado.

A avaliação da pasta é que o projeto em tramitação deve ser visto como ponto de partida para uma agenda mais ampla. “Ele não é o fim da discussão. É o início”, disse.

Para o ministério, a futura política nacional de minerais críticos deve incorporar de forma central a dimensão científica e tecnológica, com metas claras e integração com outras estratégias de desenvolvimento. A expectativa é que, a partir da aprovação do projeto, o debate avance para novas iniciativas capazes de consolidar uma cadeia produtiva mais robusta e menos dependente de tecnologias externas.

Minerais críticos

“Os minerais críticos são fundamentais na economia digital e na transição energética, com aplicações que vão de comunicação crítica a materiais de alto valor tecnológico”, explica Luiz Rodrigues.

Além do potencial geológico, o cenário internacional reforça a importância do tema. Atualmente, a cadeia global de minerais críticos — especialmente no caso das terras raras — é concentrada. “Esse mercado hoje é fortemente concentrado, especialmente na China, o que abre uma oportunidade para o Brasil se posicionar e avançar na cadeia produtiva”, disse.

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Apesar das oportunidades, o avanço do País no setor depende de superar gargalos tecnológicos. Segundo Rodrigues, o domínio das etapas mais sofisticadas de processamento ainda é restrito a poucos países, o que limita a capacidade de agregação de valor. Segundo a Agência Internacional de Energia (International Energy Agency, IEA), a China responde por cerca de 91% do refino global de terras raras e cerca de 94% da produção de ímãs permanentes, etapa final de alto valor. “Não é só uma questão de investimento. É preciso investir em ciência, tecnologia e inovação e construir arranjos que deem capacidade ao País de avançar no processamento”, destacou.

Entre os desafios apontados estão a necessidade de ampliar investimentos em pesquisa, fortalecer a articulação com a política industrial e desenvolver modelos institucionais capazes de viabilizar o processamento no País. “Sem ampliar o investimento em ciência, tecnologia e inovação e estruturar arranjos produtivos, não será possível avançar no processamento no Brasil”, afirmou.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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