Política Nacional

Impedimento de bloqueio de recursos destinados ao INPI avança

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A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) aprovou na quarta-feira (20) projeto que impede a limitação de empenho e movimentação financeira de despesas do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). O PLP 143/2019, da Câmara dos Deputados, recebeu parecer favorável do senador Confúcio Moura (MDB-RO) e segue para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

O projeto altera a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para incluir os gastos do INPI na relação das despesas que não podem ser cortadas. Atualmente, os encargos que estão nesse rol são pagamento de dívidas, investimentos em inovação e desenvolvimento científico e tecnológico e pagamentos considerados prioritários pela lei de diretrizes orçamentárias (LDO). 

Criado em 1970, o INPI é uma autarquia federal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). É responsável por aplicar as normas que regulam a propriedade industrial no país e oferece serviços como o registro de marcas e desenhos industriais, concessão de patentes e averbação de contratos de franquia e transferência de tecnologia.

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Para o relator, o projeto contribui para melhorar a qualidade dos serviços prestados pelo INPI. “O INPI deve ser considerado estratégico e de grande importância para o desenvolvimento econômico e social do país. Prejuízos ao seu orçamento resultam em perdas econômicas e atraso tecnológico nacional, em uma época tão competitiva, o que deve ser combatido e tempestivamente remediado”, defende Confúcio.

O senador também considera que o projeto vai incentivar o Poder Executivo a planejar e controlar melhor receitas e despesas. Na discussão da matéria, Confúcio destacou a importância da LRF, mas argumentou que a norma precisa ser “flexibilizada” ao longo do tempo.

— Esse tema aqui é fundamental: a pesquisa científica e a propriedade intelectual. A gente tanto sofre e é humilhado em relação a muitos países do mundo. Quando se compara o desenvolvimento do nosso país na pesquisa, a gente fica assim até de cabeça baixa devido à diferença que nós temos em relação aos países que prestigiam a ciência — disse o senador.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Hermes Klann: Fim da 6×1 pode elevar custos e pressionar inflação

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O senador Hermes Klann (PL-SC), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (9), criticou a proposta de emenda à Constituição que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada semanal para 40 horas sem redução salarial (PEC 221/2019). Segundo o parlamentar, a medida pode aumentar custos para as empresas, pressionar a inflação e reduzir a competitividade da economia brasileira. Além disso, ele argumentou que a realidade de setores como comércio, indústria, agronegócio e saúde exige soluções diferentes para a organização das jornadas de trabalho.

Segundo Hermes Klann, a busca por melhores condições de vida para os trabalhadores é legítima, mas deve estar associada ao aumento da produtividade, à geração de empregos e ao crescimento econômico. 

— O Brasil já convive com uma das legislações trabalhistas mais complexas e custosas do mundo. Precisamos simplificar, modernizar e aumentar nossa competitividade, e não criar mais rigidez. O nosso mercado de trabalho é diverso. A realidade de um hospital não é a mesma do comércio. Por isso, não faz sentido impor uma única regra para todos os setores da economia. O que funciona para uma atividade pode ser inviável para outra — disse.

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Como alternativa, o senador defende a PEC 12/2026, proposta de emenda à Constituição que prevê um modelo flexível de contratação. Ela permitiria ao trabalhador optar entre as regras atuais da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um sistema de remuneração calculado com base nas horas efetivamente prestadas, mediante acordo entre empregado e empregador. De acordo com essa PEC, o pagamento passaria a corresponder ao tempo de trabalho realizado.

— O Brasil não precisa de medidas que aumentem custos, pressionem a inflação e reduzam a competitividade das nossas empresas. O Brasil precisa de produtividade, investimento, geração de empregos e liberdade econômica. Empresas fortes geram empregos fortes; empregos fortes geram salários melhores; salários melhores geram qualidade de vida verdadeira — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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