O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), entregou na tarde desta terça-feira (27.5), a Escola Estadual Grácia Edmundo Zeferino, em Nova Santa Helena, a 599 km de Cuiabá. Com um investimento de R$ 4 milhões, o novo prédio foi entregue com as presenças da primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, e do secretário de Educação, Alan Porto.
Atualmente, a escola atende 421 estudantes, com oito salas de aula na sede e outras três salas anexas localizadas na Vila Pampas. Além disso, o complexo educacional inclui uma sala multifuncional, sala de professores, coordenadoria, amplo pátio, quadra poliesportiva e uma cozinha industrial para preparação da alimentação escolar.
Durante a solenidade de inauguração, Virginia Mendes pontuou que a nova estrutura não apenas garante melhores condições de aprendizado e de trabalho para os educadores, mas também reforça a importância de investir em espaços educativos adequados.
“A Escola Estadual Grácia Edmundo Zeferino passa a oferecer um ambiente moderno e acolhedor, fortalecendo o compromisso com a educação e com o futuro de Nova Santa Helena, que é a nossa preocupação”, complementou a primeira-dama.
Alan Porto destacou a importância do novo espaço para a educação de Nova Santa Helena. Segundo ele, essa entrega representa o compromisso do governo com a educação de qualidade e com o bem-estar de nossos estudantes e profissionais da educação.
“A Seduc entregou tudo aquilo que precisava para o estudante conquistar bons resultados, ter um bom ensino e uma boa aprendizagem. Então, é sobre isso, escola de qualidade, professores de qualidade, estudantes motivados para aprender e a educação de Mato Grosso se destacando no cenário nacional”, disse o secretário.
O deputado estadual Nininho agradeceu o empenho do Governo de Mato Grosso em construir tantas escolas em todas as regiões. “São muitas obras entregues e outras tantas em construção, inclusive com apoio da Assembleia Legislativa. A sociedade agradece”, falou o parlamentar.
“Participar da entrega desta escola a nossa cidade me encheu de alegria, pois, era um sonho antigo que o Estado tornou realidade. Muito obrigado”, concluiu o prefeito de Nova Santa Helena, Paulinho Bortolini.
Também participaram da solenidade, o vice-prefeito, Rafael Lima; secretário adjunto da Setasc, Klebson Gomes; o presidente da Câmara Municipal, vereador Ademir Dias, além e outras autoridades.
Na somatória total dos investimentos na infraestrutura escolar da rede estadual de ensino, de 2019 a maio de 2025, já foram entregues aos municípios 38 escolas novas, outras 49 unidades também novas estão em obras pelo Estado e há 9 escolas conveniadas com as licitações em andamento.
No mesmo período, a Seduc ainda entregou 84 escolas reformadas, outras 96 estão em obras e 9 escolas conveniadas aguardam licitação para início das obras de reforma. A comunidade escolar também recebeu 43 novas quadras poliesportivas e outras 17 estão em obras.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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