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Indicadores da 1ª temporada evidenciam fortalecimento de projeto do MPMT

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Idealizado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o projeto “Diálogos com a Sociedade” já conquistou números expressivos em 2025. A ação contempla a realização de um podcast sobre os mais variados temas de interesse social nas maiores cidades do estado, em diferentes épocas do ano, e campanhas de comunicação que são veiculadas gratuitamente, por meio de vídeos e spots (anúncios em áudio), na Rede Matogrossense de Comunicação (RMC) – TV e Rádio Centro América.Os temas contemplados entre março e abril deste ano foram: violência contra a mulher, perturbação do sossego e autismo. As veiculações dessas abordagens na TV Centro América alcançaram ampla visibilidade, somando mais de 309 milhões de visualizações em dois meses, sendo 157.355.802 em março e 152.360.717 em abril, com cobertura estadual (142 municípios de MT), reforçando o impacto e a abrangência das mensagens.Para o gerente de sustentabilidade da RMC, Cícero Mariano, “a parceria com o MPMT nas campanhas de interesse e causas comunitárias estão perfeitamente alinhadas com o propósito de informar, entreter e contribuir com o bem-estar e o desenvolvimento da comunidade, sempre atentos aos pilares da sustentabilidade, com um olhar humano para a redução das desigualdades em prol da formação de uma sociedade mais justa e igualitária, com diversidade, equidade e inclusão”.A primeira temporada do podcast promoveu várias entrevistas entre 10 de março e 11 de abril. Ao todo, 67 especialistas de diversas áreas participaram das discussões no Estúdio de Vidro, estruturado no Pantanal Shopping, em Cuiabá, em parceria com a Rádio CBN. Os dados da empresa mostram que o MPMT está no caminho certo ao inovar e buscar resultados além dos canais tradicionais.O Diálogos alcançou mais de 151,8 mil pessoas no Instagram da CBN Cuiabá, mais de 147 mil visualizações nas publicações e 473 curtidas e comentários. Já no YouTube, foram mais de 18,7 mil pessoas alcançadas, com 2,3 mil visualizações e mais de 252 horas de conteúdos assistidos. No site, foram 10,7 mil visualizações e 5.342 primeiras visitas.“Colocamos no ar temas de grande relevância para a sociedade, ouvindo autoridades e especialistas que contribuíram para o debate público. Agradeço ao Ministério Público pela parceria e confiança, e a todos que participaram conosco dessa jornada de informação e serviço à população. Seguimos firmes no compromisso com um jornalismo sério, ético, dinâmico e conectado com a sociedade”, disse a jornalista e apresentadora da CBN Cuiabá, Marcela Vasconcelos.Para o professor e comentarista político da CBN Cuiabá, João Edisom, fomentar o debate de temas relevantes é mais do que uma missão, mas um “compromisso com a cidadania ativa e a justiça social”. “‘Diálogos com a Sociedade’ não é apenas um projeto; é um marco civilizatório nas relações institucionais, sociais e pessoais. Em cada encontro surgiram novas ideias, soluções e, principalmente, esperança. As pontes que estamos construindo são sólidas e necessárias para uma sociedade mais justa e igualitária”, afirmou.No Instagram do MPMT (@mpemt) foram 31 postagens sobre a iniciativa no feed e 63 stories ao longo da primeira temporada, com mais de 53,8 mil pessoas alcançadas, mais de 2,1 mil curtidas, 249 compartilhamentos e 102 comentários, chegando a mais de 86,8 mil visualizações nos conteúdos.Outra importante conquista do projeto foi a veiculação de vídeos institucionais com a empresa Mídia On Bus, por meio de monitores de 21 polegadas instalados nos ônibus da Pantanal Transporte. A frota disponível para essa ação é composta por 40 veículos, garantindo significativa cobertura. Com essa estrutura, estima-se um impacto mensal de aproximadamente 800 mil passageiros por frota, com potencial considerável para atingir um grande número de pessoas diariamente em seus deslocamentos pela cidade.Já a veiculação em painéis de LED com a Mídia On Bus é realizada com a ajuda de quatro monitores estrategicamente posicionados em vias da capital que, juntos, impactam diariamente cerca de 41 mil veículos. Os locais de instalação são: avenida Fernando Corrêa, ao lado do Hotel Ibis; avenida Mato Grosso, esquina com a rua Presidente Marques; avenida Getúlio Vargas, esquina com a rua Marechal Rondon; e avenida José Monteiro de Figueiredo, próximo à Praça 8 de Abril. Essa distribuição garante uma abrangência que potencializa a proposta.Há, ainda, a divulgação de material publicitário nas redes sociais do Ministério Público, em outdoors localizados em pontos estratégicos de Cuiabá e em linhas de ônibus (busdoor) da capital. Parte dos anúncios em outdoors vem da parceria com a Gráfica Print.“É uma satisfação contribuir com iniciativas que têm impacto real na vida das pessoas. Apoiar o projeto ‘Diálogos com a Sociedade’ reforça nosso compromisso com ações que ampliam o acesso à informação e fortalecem a cidadania. É gratificante fazer parte de planejamentos que promovem debates relevantes e construtivos para a sociedade”, afirmou a gestora operacional da Print, Leia Amorim.Nas próximas temporadas, em Sinop e Rondonópolis, o projeto contará com o apoio do SBT. Depois, no fim do ano, a iniciativa irá para Várzea Grande. “Com essa ampliação, queremos buscar pautas de interesse local. O problema que aflige os moradores de um bairro de Cuiabá, por exemplo, é diferente do problema que atinge os moradores de um bairro de Várzea Grande. Cada lugar tem suas dificuldades, por isso queremos estar próximos das pessoas em diferentes polos do estado”, reforçou a subprocuradora-geral de Justiça Administrativa do MPMT, Januária Dorilêo.O “Diálogos com a Sociedade” se consolidou como um importante canal de comunicação entre o Ministério Público de Mato Grosso e a população, por meio da troca de saberes. Com a medida, o órgão reafirma seu papel educativo e sua responsabilidade com a verdade, atuando de forma transparente em defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos direitos fundamentais, especialmente daqueles que são mais vulneráveis ou que têm seus direitos ameaçados.O êxito dessa ideia conta com a participação essencial de empresas parceiras, como a Rede Matogrossense de Comunicação, Pantanal Shopping, CBN Cuiabá, Aprosoja, Energisa Mato Grosso, Águas Cuiabá, Amaggi, Unimed Mato Grosso, Bom Futuro, Aliança do Setor Produtivo, Bodytech Goiabeiras, Gráfica Print, Speed Label, Fort Atacadista, SBT, Shopping Sinop, entre outras.As entrevistas realizadas durante a primeira temporada do podcast estão integralmente disponíveis no canal oficial do MPMT no YouTube. Clique aqui e saiba mais.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Promotor afirma que Instagram de políticos é laboratório eleitoral

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“O maior laboratório de Direito Eleitoral é o Instagram dos políticos.” A afirmação foi feita pelo promotor de Justiça do Ministério Público do Ceará (MPCE) Igor Pereira Pinheiro durante a capacitação “Integridade em Foco: Intersecções entre Direito Eleitoral, Probidade Administrativa e Responsabilização Criminal”, na tarde desta quinta-feira (18). No painel “Ilícitos Penais e a Improbidade Administrativa: repercussão política e eleitoral”, o palestrante defendeu uma atuação mais estratégica, preventiva e proativa do Ministério Público no acompanhamento das eleições.Ao abordar a atuação ministerial em anos eleitorais, Igor Pereira Pinheiro alertou para a necessidade de os integrantes do Sistema de Justiça ampliarem o conhecimento sobre os tipos penais eleitorais. Segundo ele, o desconhecimento da legislação criminal eleitoral ainda representa um obstáculo para a identificação, investigação e responsabilização de condutas ilícitas durante o processo eleitoral.Na sequência, o promotor destacou que, entre os diversos crimes previstos na legislação, dois merecem atenção prioritária por terem como consequência a cassação do registro, diploma ou mandato. Um deles é o uso indevido de veículos oficiais nos 90 dias que antecedem a eleição. O outro é a distribuição de bens, prêmios, sorteios ou benefícios com a finalidade de promover candidaturas ou influenciar eleitores. Para ele, são práticas recorrentes, presentes em diferentes realidades municipais e que exigem atuação firme dos órgãos de controle.Sobre o tema, enfatizou que essas condutas muitas vezes passam despercebidas, apesar dos seus impactos sobre a lisura do pleito. “Quando a gente fala em crimes eleitorais que cassam diploma ou mandato, evidentemente que estamos diante de situações que deveriam ser prioritárias na nossa atuação fiscalizatória. São condutas que acontecem em todas as comarcas e que muitas vezes passam despercebidas”, afirmou.O palestrante também defendeu uma atuação preventiva, com o acompanhamento das movimentações políticas antes do início oficial da campanha eleitoral. Para ele, a fiscalização não deve se limitar ao período eleitoral, mas começar já na pré-campanha, quando surgem os primeiros sinais de promoção política e possíveis irregularidades. “A pré-campanha é um conceito fluido que depende muito mais do comportamento do pré-candidato do que da norma em si. A partir do momento em que alguém se apresenta como pré-candidato, passa a fazer reuniões, participar de eventos e buscar visibilidade política, ele atrai para si não apenas direitos, mas também todas as restrições e mecanismos de fiscalização previstos na legislação eleitoral”, argumentou.Dentro dessa perspectiva, o promotor de Justiça chamou atenção para a importância do monitoramento de redes sociais, eventos políticos e atos administrativos. Segundo ele, as plataformas digitais se transformaram em importantes ferramentas de investigação, permitindo identificar comportamentos, reunir provas e acompanhar a movimentação de agentes políticos de forma contínua. “O político e o pré-candidato precisam de exposição, precisam divulgar os atos que praticam. Se você tem uma rotina mínima de acompanhamento, consegue identificar comportamentos, registrar provas e perceber situações que muitas vezes ocorrem de forma totalmente aberta, porque já foram naturalizadas”, observou.Ao incentivar os membros do Ministério Público a adotarem uma postura mais ativa e investigativa, Igor Pinheiro defendeu que a atuação eficiente exige curiosidade, iniciativa e disposição para identificar irregularidades antes que produzam efeitos mais graves sobre o processo eleitoral. “Nós somos pagos para duvidar. Nós temos que desconfiar de tudo e de todos, porque só o curioso é que vai descobrir”, afirmou.O promotor ressaltou ainda que os resultados mais efetivos costumam surgir quando o acompanhamento das condutas começa ainda no período pré-eleitoral, permitindo a construção de um histórico de comportamentos capaz de demonstrar eventual abuso de poder. “Os dados mostram que os casos de maior sucesso são justamente aqueles que começam a ser acompanhados ainda no ano pré-eleitoral, permitindo demonstrar uma sequência de condutas e um padrão de comportamento”, reforçou.Ao tratar do uso da máquina pública para promoção política, Igor Pinheiro chamou atenção para o aumento da exposição de possíveis candidatos e para a utilização de perfis pessoais em redes sociais para divulgar ações institucionais. Na avaliação dele, muitas vezes os indícios de uma candidatura se manifestam antes mesmo de qualquer anúncio formal, exigindo atenção dos órgãos de fiscalização.“Na política, muitas vezes o não dito é um sim. Quando começam a apontar alguém como pré-candidato, quando essa pessoa passa a ter uma exposição que antes não tinha e quando há sinais concretos de movimentação política, cabe ao Ministério Público investigar, acompanhar e reunir elementos objetivos. Não podemos esperar que tudo esteja declarado formalmente para começar a fiscalizar”, destacou.O promotor também ressaltou que a fiscalização deve alcançar todos os atores políticos, independentemente de posicionamentos ideológicos ou partidários. Segundo ele, a atuação isonômica é fundamental para preservar a credibilidade institucional e afastar questionamentos sobre eventual perseguição ou seletividade. “A maior estratégia contra qualquer alegação de perseguição ou assédio processual é agir de forma igual contra todos. Se a conduta é irregular, ela deve ser investigada independentemente de quem a pratique. O Ministério Público não pode ter lado político; o lado do Ministério Público é o lado da legalidade”, enfatizou.Ao abordar a corrupção eleitoral, o painelista criticou a realização de acordos penais e defendeu uma postura mais rigorosa na responsabilização dos envolvidos. Para ele, o Ministério Público deve exercer protagonismo na proteção da integridade do processo eleitoral e atuar de forma efetiva na prevenção e repressão dessas práticas. Na avaliação do promotor, a baixa efetividade da repressão aos crimes eleitorais exige uma reflexão sobre as respostas adotadas pelo Sistema de Justiça. “Em um país que registra historicamente altos índices de corrupção eleitoral, o Ministério Público precisa refletir sobre a efetividade das suas respostas. Se o sistema já puniu pouco, se são raríssimos os casos de prisão e condenação efetiva, precisamos avaliar com muito cuidado até que ponto determinados acordos contribuem para a prevenção e para a credibilidade do processo democrático”, apontou.Por fim, o palestrante reiterou a defesa de uma atuação mais firme do Ministério Público diante dos crimes eleitorais e da corrupção política. “O MP tem que ser demandista sim, em algumas hipóteses graves. E nós estamos falando de corrupção eleitoral, de algo gravíssimo. Nós temos um déficit punitivo alarmante. Como é que você, num país que tem mais de cinco mil municípios, em que a Polícia Federal apreendeu mais de R$ 40 milhões só na última eleição por corrupção eleitoral, não tem um indivíduo condenado e preso? É um sistema totalmente sem efetividade”, finalizou.

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Fotos: Chico Ferreira.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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