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Indústria aquecida impulsiona preços da carne suína no mercado interno

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Alta nos preços da carne suína

A semana foi marcada por valorização no quilo vivo e nos principais cortes de carne suína no atacado. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, o ritmo de negócios com o animal vivo apresentou boa fluidez, com a indústria ativa nas compras e perspectiva positiva tanto para o consumo quanto para a reposição entre atacado e varejo.

Oferta ajustada e demanda fortalecida

Segundo Maia, a oferta de suínos vivos deve ficar ainda mais ajustada no curto prazo, favorecendo novas altas nas cotações. Ele acrescenta que a demanda tende a ser impulsionada pela maior capitalização das famílias, resultado do pagamento de salários e da proximidade do Dia dos Pais, que será comemorado no próximo fim de semana.

Concorrência com a carne de frango

O analista destaca, no entanto, que a segunda quinzena do mês pode ser pressionada pelo desempenho mais fraco dos cortes de frango, com preços estagnados, o que pode afetar a atratividade da carne suína no mercado interno.

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Exportações em ritmo forte

Apesar do cenário, as exportações brasileiras de carne suína seguem em ritmo elevado, ajudando a reduzir a oferta interna.

Variação semanal de preços

Levantamento da Safras & Mercado mostra que o preço médio do quilo do suíno vivo no país subiu de R$ 7,37 para R$ 7,64 na semana. No atacado, o preço médio do pernil avançou de R$ 13,01 para R$ 13,44, enquanto a carcaça passou de R$ 11,79 para R$ 12,28.

Cotações por estado
  • São Paulo: arroba suína de R$ 152,00 para R$ 160,00.
  • Rio Grande do Sul: integração estável em R$ 6,60; interior de R$ 7,60 para R$ 7,95.
  • Santa Catarina: integração estável em R$ 6,60; interior de R$ 7,55 para R$ 7,90.
  • Paraná: mercado livre de R$ 7,60 para R$ 7,95; integração estável em R$ 6,65.
  • Mato Grosso do Sul: Campo Grande de R$ 7,25 para R$ 7,60; integração estável em R$ 6,60.
  • Goiás: de R$ 7,50 para R$ 8,10.
  • Minas Gerais: interior de R$ 8,10 para R$ 8,50; mercado independente de R$ 8,20 para R$ 8,70.
  • Mato Grosso: Rondonópolis de R$ 7,30 para R$ 7,60; integração estável em R$ 7,05.
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Desempenho das exportações

Em julho (23 dias úteis), o Brasil exportou 113,015 mil toneladas de carne suína “in natura”, com receita de US$ 297,746 milhões — média diária de US$ 12,945 milhões. O preço médio foi de US$ 2.634,6 por tonelada.

Comparado a julho de 2024, houve alta de 3,6% no valor médio diário, queda de 5,2% na quantidade média diária e aumento de 9,3% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Rio Grande do Sul regulamenta Programa de Regularização Ambiental e cria novas oportunidades para produtores rurais

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O Governo do Rio Grande do Sul oficializou a regulamentação do Programa de Regularização Ambiental (PRA) por meio do Decreto Estadual nº 58.804/2026. A medida estabelece as regras para a adequação ambiental de imóveis rurais que apresentam passivos em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, trazendo maior segurança jurídica aos produtores e proprietários rurais do estado.

A regulamentação atende às diretrizes previstas no Código Florestal Brasileiro (Lei nº 12.651/2012), que determinou a criação de programas estaduais voltados à regularização ambiental das propriedades rurais. O instrumento também segue os parâmetros definidos pelos Decretos Federais nº 7.830/2012 e nº 8.235/2014.

Decreto amplia alternativas para regularização ambiental

De acordo com o advogado Roberto Bastos Ghigino, da HBS Advogados, a nova norma estabelece mecanismos que facilitam a adequação ambiental dos imóveis rurais e amplia as possibilidades de compensação previstas na legislação.

Entre os principais avanços estão a compensação de Reserva Legal, a possibilidade de computar áreas de preservação permanente no cálculo do percentual de Reserva Legal e a criação do regime de Reserva Legal em condomínio.

Segundo especialistas, essas medidas oferecem maior flexibilidade para que os produtores cumpram as exigências ambientais sem comprometer a viabilidade econômica das propriedades.

Compensação de Reserva Legal ganha novas modalidades

O decreto detalha as formas de compensação de Reserva Legal disponíveis aos proprietários rurais gaúchos. Entre as alternativas previstas estão:

  • Aquisição de Cotas de Reserva Ambiental (CRA);
  • Arrendamento de áreas sob regime de servidão ambiental;
  • Doação de áreas localizadas em Unidades de Conservação de domínio público;
  • Utilização de áreas excedentes de Reserva Legal em imóveis da mesma titularidade ou de terceiros.
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Para serem utilizadas na compensação, as áreas deverão estar inseridas no mesmo bioma e apresentar vegetação nativa conservada, em regeneração ou em processo de recomposição ambiental.

A regulamentação também permite que proprietários com excedentes de vegetação nativa transformem essas áreas em ativos ambientais, criando novas oportunidades econômicas dentro do mercado de regularização ambiental.

Inscrição no CAR será requisito para adesão ao programa

A participação no Programa de Regularização Ambiental exige que o imóvel esteja previamente inscrito no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Após a validação do cadastro e a identificação dos passivos ambientais existentes, o proprietário ou possuidor rural terá prazo de até um ano, contado a partir da notificação emitida pelo órgão ambiental competente, para formalizar sua adesão ao PRA.

A medida busca garantir que o processo de regularização ocorra de forma organizada e alinhada às exigências ambientais estabelecidas pela legislação.

Suspensão de sanções para passivos anteriores a 2008

Outro ponto relevante da regulamentação é a possibilidade de suspensão das sanções administrativas relacionadas à supressão irregular de vegetação ocorrida antes de 22 de julho de 2008.

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Para obter esse benefício, o produtor deverá aderir ao Programa de Regularização Ambiental e cumprir integralmente os compromissos assumidos para recuperação, recomposição ou compensação das áreas degradadas.

A previsão segue os critérios já estabelecidos pelo Código Florestal e busca incentivar a regularização voluntária dos passivos ambientais históricos.

Segurança jurídica e valorização dos ativos ambientais

A regulamentação do PRA é vista como um avanço importante para o setor agropecuário gaúcho, especialmente por oferecer regras claras para a regularização ambiental das propriedades rurais.

Além de ampliar a previsibilidade jurídica para produtores e investidores, a nova legislação fortalece o mercado de ativos ambientais ao permitir que áreas preservadas acima dos limites exigidos pela lei sejam utilizadas em processos de compensação.

Na avaliação de especialistas, o programa contribui para conciliar produção agropecuária, preservação ambiental e geração de valor econômico, incentivando práticas sustentáveis e fortalecendo o desenvolvimento do agronegócio no Rio Grande do Sul.

Com a entrada em vigor do decreto, os produtores passam a contar com um instrumento estruturado para regularizar passivos ambientais, preservar recursos naturais e adequar suas propriedades às exigências da legislação ambiental brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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