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Inflação da OCDE permanece em 4,1% em agosto com alta nos preços de alimentos e energia

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O índice de preços ao consumidor (CPI) dos países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) registrou alta de 4,1% em agosto, na comparação anual, mantendo o mesmo patamar de julho.

O levantamento indica que, em agosto, a inflação aumentou em 15 dos 38 países da OCDE, diminuiu em 13 e permaneceu estável ou praticamente estável em 10 países. A Costa Rica apresentou intensificação da deflação, enquanto a Suíça manteve a inflação próxima de zero. Entre os países com maior pressão inflacionária, a Colômbia e a Estônia registraram taxas acima de 5%, e a Turquia segue com inflação superior a 30%.

Alimentos e energia pressionam inflação global

O subíndice de alimentos teve alta de 5%, enquanto o de energia avançou 0,7%. O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, subiu 4,3%, indicando que a alta de preços está presente também em outros setores da economia.

Panorama por região e principais economias

Entre os grandes blocos e países, os índices anuais de agosto foram:

  • Estados Unidos: 2,9%
  • Zona do Euro: 2,0%
  • Reino Unido: 4,1%
  • Japão: 2,7%
  • Países do G7: 2,7%
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Os dados refletem variações significativas entre as economias, destacando diferenças estruturais e efeitos de políticas monetárias locais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

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Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

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Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

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Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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