Policial

Informação sobre operação vaza e PM consegue na Justiça HC preventivo para evitar prisão

Publicado

A defesa do tenente-coronel Marcos Eduardo Paccola, patrocinada pelo advogado Ricardo Monteiro, afirmou que informações sobre a operação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) que prendeu policiais militares nesta quarta-feira (21) vazou há algumas semanas. Ele conseguiu na Justiça de Mato Grosso, na madrugada de hoje, um Habeas Corpus preventivo (salvo-conduto), evitando o cumprimento do mandado de prisão emitido contra o coronel.

Leia mais:
Gaeco cumpre quatro mandados de prisões contra policiais militares em Cuiabá

O advogado impetrou um habeas corpus com pedido liminar, junto ao gabinete do desembargador Sebastião Barbosa Farias, visando evitar a prisão decretada pelo juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Criminal da Justiça Militar de Cuiabá, após ter informações sobre a operação deflagrada hoje.

No pedido ele relata que “corre nos bastidores” da PM que a qualquer momento poderia ocorrer a prisão de Paccola, e ainda que o militar “vem sofrendo constantes ameaças verossímeis de prisão e busca e apreensão”.

“Faz duas semanas que estão pregando um terror dentro da Polícia Militar, conversas de que oficiais seriam presos, e isso vem aumentando, aumentando, até que no início desta semana chegou ao ponto de aparecerem nomes, que seriam presos, diante disso, como apareceu do Marcos Paccola, não nos restou outra alternativa senão impetrar um habeas corpus preventivo”, disse o advogado em entrevista.

Leia mais:  Polícia Militar prende homem por tráfico de drogas em casa no Bairro Altos da Serra

Uma equipe do Gaeco teria ido à Sinop, na manhã de hoje, cumprir o mandado contra Paccola, mas não obtiveram sucesso, já que o salvo-conduto já havia sido concedido. O advogado disse que circulou informação de que, pelo trabalho da perícia que atua na Operação Assepsia, teria prova material contra Paccola e ainda, segundo ele, a prisão seria midiática.

“Adus que se tem notícia de que a perícia do telefone do tenente Cleber S. Ferreira, preso preventivamente na operação denominada ‘Assepsia’, traria prova material de ato ilegal cometido pelo paciente, que teria sido denunciado pelo Ministério Público Estadual […] assevera que, em verdade, a prisão, se efetivada em face do paciente, revestir-se-á de grave ilegalidade, e irá atender exclusivamente aos anseios daqueles que desejam usá-la para projeção midiática”, citou o desembargador em trecho da decisão.

A defesa de Paccola disse também que o responsável pelos fatos irá assumir sua responsabilidade e garantiu que o coronel está disposto a colaborar com as investigações e por isso não seria necessária a prisão.

“Neste momento processual, após uma análise superficial dos autos, entendo estarem presentes os requisitos para o deferimento do pedido formulado pelo Impetrante, uma vez que, em razão do histórico do militar paciente, que, inclusive, prestou relevantes serviços à segurança do Estado de Mato Groso, não há, por hora, motivo plausível para qualquer tipo de segregação”.

O desembargador Sebastião Barbosa Faria então deferiu parcialmente o pedido da defesa do coronel, concedendo a ele o salvo-conduto que impediu o cumprimento da prisão na manhã de hoje. A decisão foi proferida às 2h27 da madrugada.

Leia mais:  Rotam apreende 19 tabletes de entorpecentes e prende suspeito por tráfico em Aripuanã

“Cumpre ressaltar, ainda, que a prisão se justifica somente em razão de suposta gravidade, mas também pelo risco de frustração das investigçaões e da elucidação acerca da autoria e materialidade delitivas, o que não se verifica ‘à priori’”.

O caso

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (21), uma operação com o objetivo de cumprir quatro mandados de prisão contra oficiais da Polícia Militar, em Cuiabá.

As informações iniciais apontam para uma suposta venda ilegal de armas por parte dos acusados. De acordo com informações apuradas pela reportagem do Olhar Direto, são alvos o tenente-coronel Marcos Eduardo Paccola, tenente Cleber Ferreira, tenente Thiago Satiro e o tenente Alessandro Parreira de Jesus Parreira. O PM Ferreira foi alvo no último dia 25 de junho de uma operação conjunta que levou à prisão envolvidos com um esquema que garantia a entrada de celulares na Penitenciária Central do Estado (PCE).

Segundo consta, os alvos são investigados por um esquema de adulteração de numeração de armamentos na Superintendência de Apoio Logístico e Patrimônio (Salp) dentro do Comando Geral da PM.
Fonte: Olhar Juridico

Comentários Facebook
publicidade

Policial

Polícia Militar prende homem por porte ilegal de arma de fogo e apreende munições

Publicado

Um homem de 32 anos foi preso em flagrante, na madrugada desta segunda-feira (29.6), por policiais militares do 8º Comando Regional, com uma arma de fogo e munições, no município de Aripuanã.

As equipes da 10ª Companhia Independente flagraram o condutor de uma caminhonete L-200, em atitude suspeita, em um posto de combustível. Ao perceber aproximação dos militares, ele tentou fugir, sendo detido em seguida.

Em busca veicular, os policiais localizaram um revólver calibre .38, carregado com seis munições, escondido dentro de uma mala de roupas, acondicionada em um coldre de couro.

As equipes também encontraram dez cartuchos de calibre .20. O suspeito foi conduzido à delegacia para registro do boletim de ocorrência.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: PM MT – MT

Comentários Facebook
Leia mais:  Autor de dois homicídios tem prisão cumprida pela Polícia Civil em Rondonópolis
Continue lendo

Mais Lidas da Semana