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INMET realiza evento em Brasília em comemoração ao Dia Meteorológico Mundial

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O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) realizou, nesta segunda-feira (23), em Brasília, um evento institucional em comemoração ao Dia Meteorológico Mundial. A cerimônia reuniu autoridades, especialistas e convidados para destacar a importância da meteorologia para a sociedade e o desenvolvimento de atividades estratégicas para o país.

Celebrado anualmente em 23 de março, o Dia Meteorológico Mundial marca a criação da Organização Meteorológica Mundial (OMM), em 1950, e reforça a relevância da cooperação internacional no monitoramento do tempo e do clima.

Em 2026, o tema “Observando o hoje, protegendo o amanhã” evidencia o papel das observações meteorológicas e a atuação contínua dos meteorologistas na geração de informações qualificadas para a sociedade.

Programação

A programação contou com a participação de autoridades da Casa Civil, do Departamento de Proteção e Socorro (DPS), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), além da exibição de mensagem institucional da Organização Meteorológica Mundial (OMM), que destacou a importância da meteorologia para a proteção de vidas e para o planejamento de setores estratégicos, como agricultura, transporte, energia e gestão de riscos.

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Também foram apresentadas iniciativas do INMET, como o Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (SISDAGRO), ferramenta que auxilia produtores rurais na tomada de decisões com base em informações meteorológicas, além das novas instalações da Sala de Situação Operacional do Instituto.

Importância da meteorologia

Durante o evento, foi ressaltado que a atuação da meteorologia abrange desde o planejamento e a instalação de estações meteorológicas até a análise de dados, a elaboração e validação de modelos numéricos de previsão do tempo, além da produção de previsões e estudos climáticos.

As informações geradas subsidiam a emissão de avisos meteorológicos, contribuindo para a prevenção de desastres naturais, a redução de riscos à população e o apoio à tomada de decisão em setores estratégicos da economia.

O evento reforçou ainda o papel do INMET como referência nacional na produção de informações meteorológicas, destacando avanços recentes, como a ampliação da rede de estações meteorológicas automáticas e o ingresso de novos servidores em 2025 e no início de 2026.

A celebração do Dia Meteorológico Mundial reafirma o compromisso com a ciência, a inovação e a proteção da vida, evidenciando que observar o presente é fundamental para garantir um futuro mais seguro e sustentável.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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