Agro News

Inoculação Radicular na Soja Garante Maior Produtividade e Sustentabilidade na Safrinha de Milho

Publicado

A inoculação radicular da soja, também conhecida como aplicação de bioinsumos nas raízes, vem se consolidando como uma das técnicas mais eficazes para aumentar a produtividade e reduzir custos na agricultura brasileira. A prática consiste em aplicar bactérias benéficas diretamente nas sementes ou no sulco de plantio, favorecendo a fixação biológica de nitrogênio (FBN) e o desenvolvimento do sistema radicular desde os estágios iniciais da cultura.

Entre as principais bactérias utilizadas estão o Bradyrhizobium, responsável por fixar o nitrogênio atmosférico nas raízes da soja, e o Azospirillum, que estimula o crescimento das raízes e o aproveitamento de nutrientes no solo.

De acordo com Fellipe Parreira, responsável por Portfólio e Acesso no Grupo GIROAgro, a adoção dessa estratégia melhora o desempenho da soja e traz benefícios diretos para a safrinha de milho, especialmente nas regiões do Centro-Oeste brasileiro, onde o sistema de rotação soja-milho é predominante.

“A Fixação Biológica de Nitrogênio é um dos pilares da eficiência da soja. Quando a inoculação é bem conduzida, a planta acessa naturalmente o nitrogênio do ar, desenvolve um sistema radicular mais robusto e se torna mais estável e produtiva”, explica Parreira.

Fixação Biológica de Nitrogênio: Eficiência e Redução de Custos

Estudos da Embrapa Soja apontam que uma inoculação bem realizada pode suprir até 80% da necessidade de nitrogênio da planta, reduzindo significativamente o uso de fertilizantes químicos. O resultado é uma economia de até 30% nos custos de produção e um ganho médio de 8% na produtividade anual da soja.

Leia mais:  Mercado da Soja: Clima, Logística e Expectativas do USDA Movimentam o Setor em Meio ao Cenário Econômico Brasileiro

Com raízes mais desenvolvidas, a planta aumenta sua eficiência na absorção de água e nutrientes, como fósforo, e se torna mais resistente a períodos de seca e a solos com baixa fertilidade. Além disso, o processo ativa microrganismos benéficos no solo, melhorando sua estrutura e fertilidade para as próximas safras.

Efeito Residual e Benefícios na Safrinha de Milho

Os benefícios da inoculação na soja se estendem à cultura seguinte. Em áreas de sucessão soja-milho, o resíduo de bioinsumos no solo contribui para raízes mais ramificadas e eficientes no milho plantado no inverno, resultando em melhor aproveitamento de nutrientes e água.

Pesquisas indicam que o uso combinado de Bradyrhizobium e Azospirillum pode gerar incremento médio de 5,6 sacas de milho por hectare, além de aumentar os teores de fósforo, cálcio e magnésio nas folhas. Esse efeito residual permite reduzir a adubação nitrogenada em cobertura em até 25%, além de elevar o lucro líquido em cerca de R$ 390 por hectare.

Boas Práticas e Sustentabilidade no Uso de Bioinsumos

Para alcançar o máximo potencial da inoculação, especialistas recomendam realizar a aplicação diretamente nas sementes ou no sulco de plantio, garantindo a colonização rápida das raízes. É essencial manter o pH do solo equilibrado, boas condições de umidade e doses adequadas de inoculantes, principalmente em áreas com maior risco climático.

Leia mais:  Sachês biodegradáveis de amido prometem revolucionar a liberação controlada de fertilizantes e reduzir impacto ambiental

Essa prática contribui para uma agricultura mais sustentável, reduzindo a dependência de insumos químicos e fortalecendo o conceito de economia circular no agronegócio, ao mesmo tempo em que melhora o desempenho das culturas subsequentes.

“Combinar inoculantes de forma correta, com boas condições de solo e manejo adequado, garante resultados consistentes e sustentáveis tanto para a soja quanto para o milho”, reforça Parreira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

publicidade

Agro News

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

Publicado

Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

Leia mais:  Dourado: sempre em frente contra as correntezas fluviais

A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

Leia mais:  Mercado da Soja: Clima, Logística e Expectativas do USDA Movimentam o Setor em Meio ao Cenário Econômico Brasileiro
Continue lendo

Mais Lidas da Semana