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Inscrições abertas para o 2º Fórum Bioinsumos no Agro em São Paulo

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Credenciamento gratuito já disponível

Estão abertas as inscrições para o 2º Fórum Bioinsumos no Agro, que acontece no dia 9 de outubro, no Auditório da Ocesp, em São Paulo. A participação é gratuita e o credenciamento pode ser feito pelo site oficial forumbioinsumosnoagro.com.br, na aba “inscrições”. As vagas são limitadas.

Promovido pela Embrapa, Sistema Ocesp e Sociedade Rural Brasileira (SRB), com organização da Araiby, o evento tem início às 13h30 com o credenciamento.

Programação do 2º Fórum Bioinsumos no Agro

A agenda inclui debates estratégicos para o fortalecimento do uso de bioinsumos no agronegócio nacional. Entre os destaques da programação estão:

  • Painel 1: Prioridades para o desenvolvimento sustentável;
  • Painel 2: Modelos de Negócios, Gestão e Marketing;
  • Mesa-redonda: Regulamentação – Questões relevantes e perspectivas sobre a Lei dos Bioinsumos.
Autoridades e especialistas confirmados

O encontro reunirá representantes do setor público, privado e da academia. Estão confirmados:

  • Carlos Goulart, secretário do Mapa;
  • Guilherme Piai, secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de SP;
  • Alberto Amorim, secretário-executivo da Agricultura e Abastecimento do Estado de SP;
  • Roberto Rodrigues, professor Emérito da FGV e Envoy do Agro Brasileiro na COP 30;
  • Jacyr Costa, presidente do Conselho Consultivo do Fórum e do Cosag/Fiesp;
  • Sergio Bortolozzo, presidente da SRB;
  • Marcelo de Godoy, presidente da Abinbio;
  • Roberto Levrero, presidente da Abisolo;
  • Eduardo Martins, presidente do GAAS;
  • Matheus Kfouri Marino, presidente da Coopercitrus;
  • Amália Borsari, diretora de Bioinsumos da CropLife Brasil;
  • Eduardo Bastos, diretor do IEAg/ABAG;
  • Marco Vinholi, diretor do Sebrae-SP;
  • João Adrien, vice-presidente da SRB;
  • Roberto Betancourt, vice-presidente da Cosag/Fiesp;
  • José Luiz Tejon, jornalista;
  • Camila Macedo Soares, sócia-diretora da Biomarketing.
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Apoio institucional e patrocínio

O fórum conta com apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo e de entidades relevantes do setor, como ABAG, Abinbio, Abisolo, CropLife Brasil, Fipe, Sebrae-SP e Sindiveg.

O evento tem patrocínio de Auro Ruschel, Ocesp, Abinbio, Faesp/Senai e Itaú BBA.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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