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Inseticida etofenproxi se mostra eficaz contra bicho-mineiro do café, aponta pesquisa

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Pesquisa comprova eficácia do etofenproxi no manejo do bicho-mineiro

A entomologista Alessandra Vacari, com doutorado pela Unesp e pós-doutorado na Universidade da Califórnia, liderou estudos sobre os efeitos do inseticida etofenproxi no controle do bicho-mineiro do café (Leucoptera coffeella).

O agroquímico, comercializado no Brasil pela Sipcam Nichino Brasil sob a marca Trebon®, recebeu recentemente extensão de bula pelos órgãos reguladores para manejo dessa praga, considerada a mais difícil de controlar na cafeicultura nacional.

Bicho-mineiro causa perdas significativas nas lavouras

Segundo Alessandra Vacari, o bicho-mineiro, se não controlado, pode gerar perdas de até 70% na produção de café.

  • “O inseto se instala nas folhas com comportamento ‘minador’: as fêmeas depositam ovos sobre a superfície foliar, as larvas eclodem e entram no mesofilo para se alimentar, causando injúrias e reduzindo a capacidade fotossintética das plantas”, explica.

A pesquisadora ressalta que o comportamento protegido das larvas no interior da folha dificulta o controle com inseticidas convencionais.

Etofenproxi quebra o ciclo da praga e reduz ovos

A pesquisa conduzida pela cientista mostrou que o etofenproxi apresenta até 100% de eficácia no controle do bicho-mineiro, atuando principalmente sobre os adultos da praga.

“O inseticida reduz a longevidade dos adultos de cinco para dois dias em média, interrompendo a produção de novas gerações”, afirma Alessandra. Além disso, observou-se redução significativa na quantidade de ovos depositados pelas mariposas nas folhas, evitando a eclosão de novas larvas.

O efeito prolongado da solução foi registrado entre sete e 21 dias após a aplicação, garantindo controle contínuo da praga.

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Seletividade preserva inimigos naturais

Outro diferencial do etofenproxi é a seletividade, que permite preservar inimigos naturais do bicho-mineiro, como o crisopídeo (Chrysoperla externa), amplamente utilizado no controle biológico da praga nos cafezais brasileiros.

“O inseticida combina alta eficiência com proteção à biodiversidade útil do campo, fortalecendo estratégias integradas de manejo”, destaca Alessandra Vacari.

Aplicação estratégica e versatilidade do produto

Segundo Marcelo Palazim, coordenador de marketing da Sipcam Nichino, o Trebon® é comercializado em toda a região produtora de café do Brasil.

Além do bicho-mineiro, a solução também está indicada para o manejo da broca-do-café (Hypothenemus hampei), oferecendo aos produtores uma ferramenta versátil para proteger a produtividade das lavouras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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