Educação

Instituições federais ganham destaque no Prêmio Jabuti 2025

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Instituições federais ligadas ao Ministério da Educação (MEC) tiveram destaque na premiação da segunda edição do Prêmio Jabuti Acadêmico. A cerimônia aconteceu no último dia 5, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. As 26 obras premiadas foram divididas entre os eixos Ciência e Cultura, e Prêmios Especiais, com menos categorias que na última edição. Nove trabalhos foram escritos por acadêmicos das universidades federais e um egresso de instituto federal. A premiação recebeu mais de duas mil inscrições.  

A Universidade Federal da Bahia (UFBA) recebeu três vencedores. Na categoria Enfermagem, Farmácia, Saúde Coletiva e Serviço Social, o professor Naomar de Almeida Filho ficou em primeiro lugar com o título Epidemiologia no Pós-Pandemia: de ciência tímida a ciência emergente. O ex-reitor João Carlos Salles publicou Gatos, peixes e elefantes: a gramática dos acordos profundos, e se destacou na categoria Filosofia.  O título Modernismo Negro, de Jorge Augusto, por sua vez, venceu a categoria Letras, Linguística e Estudos Literários.  

As professoras Aline Ferreira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Úrsula Viana, da Universidade Federal Fluminense (UFF), foram reconhecidas pela publicação Nutrição inclusiva: diversidade e inclusão em alimentação e nutrição, na categoria Ciência de Alimentos e Nutrição. O trabalho contou com a coautoria de Thaís Borges, doutoranda da UFRJ. Já a obra Existo, logo penso: histórias de um cérebro inquieto foi escrita por Roberto Lent, acadêmico da UFRJ, que venceu na categoria Divulgação Científica. A instituição recebeu dois premiados, no total.  

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Na categoria Ciência da Computação, André Vignatti, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), ficou em primeiro lugar. Ele publicou a obra A Máquina da Natureza: uma perspectiva cronológica da ciência da computação teórica. Em Ciências Agrárias e Ciências Ambientais, a obra Agricultura de Precisão: um novo olhar na era digital foi premiada. Um dos coautores é Luciano Gebler, professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Na categoria Engenharias, todos os autores premiados são docentes da Universidade Federal do ABC (UFABC), com exceção de Giovano Candiani, que é professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). 

Egresso do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), o vencedor da categoria Ilustração, dentro do eixo Prêmios Especiais, foi Wilian Souza dos Santos. A publicação tem o título História da Ciência Ilustrada vol. 1.  

Prêmio Jabuti Acadêmico 2025 É a segunda vez que o maior reconhecimento literário nacional se dirige exclusivamente ao meio acadêmico. Na edição deste ano, cada título só pôde ser inscrito em uma categoria, com liberdade para a categoria Ilustração.  Outra novidade foi a categoria Tradução, que destacou livros inéditos traduzidos para o português. Ao todo, 78 jurados escolheram as obras vencedoras, que foram reduzidas de 29, número da edição 2024, para 26 obras agraciadas. Seguindo o objetivo de destacar contribuições significativas para a ciência brasileira, o prêmio tem o apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC).  Acesse a lista completa de produções vencedoras no site do prêmio.   

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)  

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

CNE orienta redes de ensino sobre organização do calendário escolar durante a Copa do Mundo Feminina de 2027

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A Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou, por unanimidade, o Parecer CNE/CEB nº 7/2026, que dispõe sobre a aplicação do artigo 67 da Lei nº 15.421/2026 e a organização dos calendários escolares das redes pública e privada para o ano letivo de 2027. O documento orienta os sistemas de ensino sobre a organização dos calendários escolares em razão da realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 no Brasil, programada para ocorrer entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027. 

A manifestação atende a consultas encaminhadas ao colegiado por entidades representativas do setor educacional e de gestores municipais e estaduais, como Foncede, Undime, Anec e FNP. 

Impacto local – Nos municípios que receberão partidas da Copa e nas regiões metropolitanas ou áreas diretamente impactadas pela realização do Mundial, os sistemas de ensino deverão promover os ajustes necessários nos calendários escolares, considerando as particularidades locais e o calendário oficial da competição. 

A orientação também prevê autonomia para estados e municípios que não serão diretamente impactados pelos jogos. Nesses locais, os sistemas de ensino poderão decidir pela adoção, total ou parcial, das medidas previstas na legislação, de acordo com suas realidades e necessidades educacionais. 

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A orientação permite, portanto, que a organização do calendário escolar considere o impacto efetivo da competição em cada território. Nas oito cidades-sede e áreas diretamente envolvidas com os jogos, os sistemas de ensino deverão considerar a programação da Copa no planejamento das atividades escolares. Nas demais localidades, caberá às redes avaliarem as medidas mais adequadas à sua realidade. 

As cidades-sede são Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. 

Compatibilização com a LDB – O posicionamento do CNE fundamenta-se no artigo 23, § 2º, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei nº 9.394/1996), que faculta aos sistemas de ensino a adaptação do calendário às peculiaridades locais. O colegiado reforça que os ajustes temporários para 2027 devem abranger os cursos de qualificação e de educação profissional técnica de nível médio, assegurando rigorosamente o cumprimento do número mínimo anual de dias letivos e da carga horária estabelecida na legislação educacional. 

Trâmite e vigência – A súmula do Parecer CNE/CEB nº 7/2026 foi publicada no Diário Oficial da União. Para que o parecer passe a produzir efeitos formais em âmbito nacional, o ato aguarda a homologação por parte do Ministério da Educação (MEC). 

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Precedente da Copa de 2014  A orientação para 2027 segue um procedimento já adotado pelo CNE na preparação para a Copa do Mundo de 2014, também realizada no Brasil. 

Em 5 de dezembro de 2012, o CNE aprovou o Parecer CNE/CEB nº 21/2012, que tratou dos ajustes dos calendários escolares durante o período da Copa do Mundo FIFA 2014.  

Naquele ano, as redes de ensino também adotaram diferentes formas de organização. Algumas ampliaram o período de férias para abranger a competição, enquanto outras optaram pela suspensão das aulas nos horários ou dias de jogos. 

Assessoria de Comunicação Social dos Ministérios da Educação e do Esporte, com informações do CNE  

Fonte: Ministério da Educação

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