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Instituto Chico Mendes nomeia 350 novos servidores que irão atuar na sede e em unidades de conservação

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O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Pires, nomeou, nesta segunda-feira, 350 novos servidores da carreira de especialista em meio ambiente, prevista na Lei 10.410. A portaria com a nomeação — ICMBio nº 3.115, de 8 de agosto de 2025 — foi publicada no Diário Oficial da União.   

Do total, 120 são analistas administrativos e 230 analistas ambientais, que reforçarão equipes de unidades de conservação e sedes administrativas em todas as regiões do país, atuando em áreas como administração, fiscalização, gestão territorial, educação ambiental, criação de unidades etc.  

Os novos servidores que chegam ao Instituto possuem diversas formações, origens e trajetórias, que chegam para enriquecer ainda mais a pluralidade do corpo técnico, considerada uma das grandes riquezas do ICMBio. 

Em carta enviada aos novos servidores, Pires destacou o significado da contratação. Segundo ele, o ICMBio enfrentou, nos últimos anos, um processo de enfraquecimento institucional, marcado pela redução do quadro de pessoal. “Cada novo servidor é resultado de um esforço coletivo, que envolveu a liderança da ministra Marina Silva, o compromisso do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e o empenho da direção do Instituto, da qual tenho orgulho de participar”, afirmou. 

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O ingresso dos novos servidores é uma etapa essencial – ainda que parcial – do processo de recomposição da força de trabalho e de consolidação da capacidade institucional do Instituto. É um passo firme da restauração institucional, tanto no que diz respeito à força de trabalho, quanto ao pleno exercício do papel estratégico que o ICMBio exerce na política ambiental brasileira. 

Os nomeados devem se apresentar às sedes indicadas entre 11 de agosto e 10 de setembro de 2025, munidos dos exames médicos exigidos na portaria. Os novos servidores participarão do Curso de Formação, nas modalidades a distância e presencial, para nivelar conhecimentos e receber orientações sobre o Instituto.  

“Esta não é apenas uma boa notícia do ponto de vista administrativo. É, sobretudo, uma chance de reacender, em cada servidor, aquilo que nos move por dentro: a paixão pela natureza, o compromisso com o serviço público, o desejo de fazer a diferença e a esperança de um país mais justo e sustentável”, reforçou Pires.

(Com informações do ICMBio)

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Dependência de fertilizantes importados acende alerta no agronegócio brasileiro, diz Massari Fértil

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A combinação de tensões geopolíticas, oscilações cambiais e disputas globais por insumos estratégicos tem aumentado a pressão sobre as cadeias produtivas em todo o mundo. No Brasil, esse cenário evidencia uma fragilidade estrutural do agronegócio: a alta dependência de fertilizantes importados.

Para a Massari Fértil e a Morro Verde, empresas especializadas em soluções para a agricultura tropical, o momento exige uma resposta estratégica voltada à redução de riscos e ao fortalecimento da autonomia produtiva do setor.

Brasil depende de importações para suprir 80% dos fertilizantes

Atualmente, cerca de 80% dos fertilizantes utilizados no Brasil são importados, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Essa concentração do abastecimento em poucos mercados, como Rússia, Canadá, China e Marrocos, aumenta a exposição do país a restrições comerciais, sanções econômicas e instabilidades logísticas.

O impacto dessa dependência recai diretamente sobre os custos de produção, a previsibilidade das safras e a competitividade do produtor rural brasileiro.

Fertilizantes são essenciais para culturas estratégicas do agro

Os fertilizantes são insumos fundamentais para culturas como soja, milho, café e cana-de-açúcar, que representam parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio.

Sua atuação começa nas fases iniciais do plantio e influencia diretamente a produtividade final das lavouras, tornando o setor altamente sensível a qualquer ruptura no fornecimento. Episódios recentes, como a guerra no Leste Europeu e os impactos logísticos pós-pandemia, reforçaram essa vulnerabilidade.

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Especialistas apontam necessidade de revisão estrutural do setor

De acordo com o CEO da Massari, Sérgio Saurin, o cenário atual exige uma revisão estrutural na estratégia do agronegócio brasileiro.

Segundo ele, embora o país tenha se consolidado como potência global, parte desse crescimento foi sustentada por insumos externos, o que hoje se mostra um fator de risco.

O executivo defende a ampliação da produção nacional de fertilizantes como forma de reduzir a dependência externa e aumentar a segurança do setor.

Custos logísticos e câmbio ampliam desafios para o produtor

Além da dependência de importações, fatores como o aumento do frete marítimo, a concentração da oferta global e as variações cambiais tornam o planejamento agrícola mais complexo.

Em períodos de crise, esses elementos podem comprometer o acesso a insumos essenciais, pressionar margens de lucro e gerar instabilidade em toda a cadeia produtiva.

Brasil possui potencial para expandir produção nacional

O Brasil reúne condições favoráveis para ampliar sua produção de fertilizantes. O país possui reservas relevantes de minerais estratégicos, como fosfato e potássio, além de conhecimento técnico consolidado em agricultura tropical.

Estudos da Embrapa indicam que o território nacional tem potencial para expandir significativamente a produção de insumos agrícolas, desde que haja avanços em infraestrutura, segurança jurídica e estímulo a investimentos.

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Desafio é transformar potencial em capacidade produtiva

Para Sérgio Saurin, o principal desafio está em transformar esse potencial em produção efetiva. Ele destaca a necessidade de um ambiente regulatório mais previsível, maior incentivo ao investimento privado e melhor integração entre os elos da cadeia produtiva.

Produção local pode reforçar sustentabilidade e inovação no agro

O fortalecimento da indústria nacional de fertilizantes também está ligado a agendas de inovação e sustentabilidade. O desenvolvimento de soluções adaptadas aos solos tropicais pode aumentar a eficiência agronômica, reduzir perdas e ampliar práticas agrícolas mais sustentáveis.

Além disso, contribui para diminuir a dependência de produtos importados e padronizados.

Caminho é de transição gradual, aponta setor

Embora a substituição total das importações não seja viável no curto prazo, iniciativas de produção local e diversificação de fornecedores já indicam uma mudança gradual no setor.

Para a Massari Fértil e a Morro Verde, acelerar esse processo é fundamental para aumentar a resiliência do agronegócio brasileiro diante de um cenário global considerado cada vez mais instável.

Segundo o executivo, o país tem condições de estruturar uma cadeia de fertilizantes mais robusta, com maior segurança de abastecimento, estabilidade de custos e ganho de competitividade no longo prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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