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Intensificação sustentável de pastagens ganha espaço no Coplacampo 2026 e reforça foco em produtividade e rentabilidade

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Planejamento estratégico é essencial para o sucesso da intensificação de pastagens

Iniciar um projeto de intensificação sustentável de pastagens exige mais do que boa vontade. O processo requer planejamento técnico, diagnóstico preciso e execução estruturada, fatores que determinam a viabilidade econômica e ambiental do sistema. De acordo com especialistas, seguir cada etapa de forma criteriosa é o caminho mais seguro para alcançar resultados consistentes e duradouros.

Durante o Coplacampo 2026, o tema será amplamente debatido em palestras e demonstrações técnicas. O engenheiro agrônomo Hemython Nascimento, doutor em Zootecnia e gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da SBS Green Seeds, abordará os fundamentos e boas práticas desse modelo de produção sustentável.

Segundo Nascimento, a ausência de planejamento é um dos principais erros cometidos pelos produtores. “Muitas vezes, o desejo por resultados rápidos leva à supressão de etapas essenciais, o que compromete a eficiência e o retorno do investimento”, alerta o especialista.

Diagnóstico e base técnica: pilares para uma intensificação eficiente

O primeiro passo de qualquer projeto é a escolha correta da espécie forrageira e o uso de sementes de alta qualidade fisiológica e genética. Em seguida, deve-se realizar um diagnóstico detalhado do sistema produtivo, avaliando o nível tecnológico da propriedade e o potencial de intensificação.

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Pesquisas apontam que intensificar de forma eficiente apenas 30% da área pode dobrar a produção de forragem, aumentando significativamente a capacidade de suporte do rebanho.

Outro ponto crítico é o controle de plantas daninhas, que interfere na oferta de alimento e na eficiência do pastejo. Além disso, a análise química do solo é indispensável para identificar deficiências e planejar correções, como calagem e reposição de fósforo e potássio. Esses cuidados garantem melhor desenvolvimento das pastagens e maior capacidade de rebrota.

Estrutura e manejo aprimoram a eficiência produtiva

Após a correção do solo e a implantação das pastagens, a etapa seguinte é a adequação da infraestrutura da propriedade. Isso inclui divisão de piquetes, posicionamento estratégico de cochos e treinamento da equipe de campo.

Com a estrutura operacional ajustada, é possível aprimorar o manejo do pastejo, reduzindo perdas e aumentando o aproveitamento da forragem. “Com a base técnica consolidada e a operação ajustada, a fazenda está pronta para avançar rumo à intensificação plena”, reforça Nascimento.

Adubação e tecnologias elevam a produtividade com sustentabilidade

A adubação nitrogenada planejada é um dos principais diferenciais no aumento da produtividade das pastagens. A definição das doses deve considerar análises experimentais e indicadores técnicos que orientem o manejo nutricional mais adequado.

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Para produtores que desejam atingir o teto produtivo, a adoção de tecnologias avançadas — como irrigação localizada, aumento controlado de nutrientes e uso de bioinsumos e bioestimulantes — pode potencializar os resultados, sem abrir mão da sustentabilidade.

“É possível aumentar a lucratividade e a eficiência sem comprometer o equilíbrio ambiental. Esse será o foco da nossa apresentação durante o Coplacampo, no dia 27 de fevereiro”, destaca o agrônomo.

Evento reúne inovação e negócios para o agronegócio nacional

Realizado em Piracicaba (SP), o Coplacampo 2026 consolida-se como um dos maiores eventos do agronegócio do interior paulista. A feira acontece de 23 a 27 de fevereiro, reunindo empresas líderes em insumos, máquinas, tecnologias e serviços para o campo.

Com mais expositores e novas áreas demonstrativas, o evento reforça sua missão de promover inovação, sustentabilidade e geração de negócios para o setor agropecuário.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%

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O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.

Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.

Compradores aguardam maior oferta da safrinha

Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.

A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.

Clima segue no radar dos agentes do mercado

As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.

O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.

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Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.

Relatório do USDA influencia expectativas globais

No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.

A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.

Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam

Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.

A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.

Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:

  • Alta de 57,9% na receita média diária;
  • Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
  • Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.

O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.

Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.

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Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:

  • Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
  • Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
  • Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
  • Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
  • Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.

A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.

Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses

O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.

Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.

Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.

Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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