Mato Grosso

Investigado por estupro de filha da ex-namorada é preso pela Polícia Civil em Sinop

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A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (23.1), em Sinop, um homem de 52 anos, suspeito de estupro de vulnerável e ameaça contra a filha de sua ex-namorada, uma menina de apenas seis anos.

A investigação teve início no dia 4 de dezembro de 2025, quando a mãe da vítima procurou a delegacia para relatar os abusos. Segundo o boletim de ocorrência, a mãe manteve um relacionamento com o suspeito por três meses, entre agosto e setembro de 2025. Nesse período, o suspeito teria aproveitado de momentos em que a mãe se ausentava da sala, como idas ao banheiro, para praticar atos libidinosos contra a vítima. A criança relatou que o suspeito passava a mão em suas pernas e partes íntimas.

Para garantir o silêncio da vítima, o homem utilizava táticas de terror psicológico e ameaças de morte contra a menina, dizendo que se ela contasse para a mãe iria matá-las e daria à criança um picolé envenenado.

A menina também relatou agressões físicas, como beliscões, para intimidá-la.

Escuta especializada

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O procedimento de Escuta Especializada foi determinante para o pedido de prisão. A vítima foi ouvida por uma psicóloga, em um ambiente protegido e humanizado, trazendo detalhes do abuso sofrido, confirmando a versão apresentada inicialmente pela mãe e fortalecendo a materialidade do crime.

Diante da gravidade dos fatos e do risco que o suspeito representava, a titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso (DEDMCAI) de Sinop, Renata Evangelista, representou pela prisão preventiva do suspeito, que foi deferida pelo Judiciário.

Ainda na fase inicial da denúncia, quando confrontado pela mãe, o suspeito chegou a negar o crime e tentou descredibilizá-la, enviando mensagens ameaçadoras: “Você é louca, você está mentindo… Se você mexer com isso, não vai ficar assim”.

O suspeito foi localizado e detido nesta sexta-feira (23.1). Ele será encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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