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Itália debate mudanças na cidadania que atingem brasileiros

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Itália debate mudanças na cidadania que atingem brasileiros
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Itália debate mudanças na cidadania que atingem brasileiros

Nesta terça-feira (20), a Câmara da Itália se reuniu para debater um projeto de lei que limita a concessão da cidadania a descendentes de italianos nascidos no exterior, como brasileiros. O decreto, já em vigor desde 28 de março, precisa ser aprovado pelo Parlamento até o fim de maio para manter sua validade.

A proposta, aprovada pelo Senado no dia 15 de maio, restringe o direito à cidadania apenas a filhos e netos de italianos, em dois casos específicos:

Se o pai, mãe, avô ou avó nasceu na Itália;
Se o ascendente com cidadania italiana nasceu fora do país, mas residiu na Itália por pelo menos dois anos antes do nascimento do descendente.


Antes do decreto, a legislação italiana permitia o reconhecimento da cidadania sem limite de gerações, desde que fosse comprovado o vínculo com um ancestral vivo após a criação do Reino da Itália, em 1861. Com a mudança, bisnetos e trinetos de italianos — como muitos brasileiros — podem perder o direito à cidadania.

Os consulados italianos já suspenderam novos agendamentos para solicitações nessa modalidade, exigindo que os pedidos sejam feitos judicialmente. Processos iniciados antes de 28 de março não são afetados.

O governo italiano, liderado pelo partido Fratelli d’Italia, justifica a medida como necessária para “segurança nacional” e para conter um “fluxo descontrolado” de pedidos. Em 2023, o consulado no Rio de Janeiro registrou 20 mil reconhecimentos de cidadania, ante 14 mil em 2022.

Fonte: Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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