Política Nacional

Izalci Lucas pede investigação sobre operações do BRB com o Master

Publicado

O senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou, em pronunciamento no Plenário na quarta-feira (4), que Banco de Brasília (BRB) enfrenta um grave problema financeiro e pediu investigação sobre investimentos realizados pela instituição. Segundo ele, operações que somam cerca de R$ 12 bilhões com o Banco Master, que teve a liquidação decretada pelo Banco Central, teriam sido feitas sem as garantias necessárias, o que, na avaliação do parlamentar, compromete a liquidez do banco e pode exigir medidas emergenciais para recompor o capital.

Izalci relatou que esteve recentemente no banco para buscar esclarecimentos junto à direção da instituição e afirmou que os investimentos teriam sido realizados por meio de mecanismos que dispensaram autorização do conselho. Ele também criticou proposta enviada à Câmara Legislativa do Distrito Federal para criação de um fundo imobiliário com a finalidade de captar recursos para capitalizar o banco.

— Vivemos, aqui no Distrito Federal, o maior escândalo da história da capital da República, que é o do BRB. Como um banco faz um investimento de R$ 12,2 bilhões sem checar se tem documento, se tem garantia? — questionou.

Leia mais:  Comissão aprova prioridade absoluta para processos judiciais de pacientes com câncer

O senador afirmou ainda que o Banco Central teria estabelecido prazo para que o banco recomponha seu capital, estimado por ele em cerca de R$ 8 bilhões. Segundo Izalci, caso não haja solução, a instituição poderia enfrentar medidas como liquidação ou federalização. Ele destacou que o BRB é responsável pelo pagamento de diversos programas sociais do governo distrital, o que, segundo ele, aumenta a preocupação com a situação financeira da instituição.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Comentários Facebook
publicidade

Política Nacional

Comissão aprova projeto que acelera desconto de máquinas novas nos impostos

Publicado

A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que permite às empresas descontar do imposto devido, em até dois anos, o valor gasto na compra de máquinas e equipamentos novos. Hoje, esse desconto é feito, em geral, ao longo de dez anos.

A proposta vale para empresas tributadas pelo regime do lucro real que comprarem máquinas e equipamentos novos a partir de 1º de janeiro de 2026.

O projeto cria o Regime Especial de Depreciação Acelerada (Reda). Pela regra, as empresas poderão descontar 50% do valor do equipamento no ano da compra ou da instalação e os outros 50% no ano seguinte, independentemente da vida útil do bem. Na prática, o valor da depreciação entra como despesa na contabilidade da empresa, reduzindo o lucro real e, consequentemente, o imposto a pagar.

Os valores são descontados da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Leia mais:  Penas mais duras a crimes praticados com violência vão a Plenário

O benefício vale apenas para máquinas e equipamentos novos utilizados em atividades industriais e agroindustriais, como fabricação, montagem, beneficiamento, secagem, torrefação, moagem, pasteurização, refrigeração e empacotamento.

Atualmente, alguns setores já contam com o benefício, como a fabricação de alimentos, produtos têxteis, madeira, químicos, metalurgia, obras de infraestrutura, entre outros.

Autor do Projeto de Lei 473/26, o deputado Diego Garcia (União-PR) destacou ainda que a lei em vigor opta por incentivos setoriais, com alta dependência do poder regulatório do governo federal. “A indústria brasileira como um todo, não apenas setores pontualmente selecionados, clama por um ambiente de negócios estável e previsível”, argumentou.

O relator da proposta, deputado Beto Richa (PSDB-PR) , afirmou que a medida melhora o fluxo de caixa das empresas e cria condições para ampliar os investimentos em modernização. “A medida favorece o fluxo de caixa empresarial e cria um ambiente mais propício à ampliação da capacidade produtiva, à modernização industrial e à geração de emprego”, disse.

A comissão aprovou a versão do relator, que incluiu um limite para que o total descontado não ultrapasse o custo de compra de máquinas/equipamentos. O texto prevê ainda uma avaliação periódica do benefício fiscal. Segundo Richa, as mudanças aumentam a responsabilidade, a transparência e a eficiência na gestão dos recursos públicos.

Leia mais:  Comissão debate vencimento de registros de armas e impacto para colecionadores

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana