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Janja, Anielle Franco e André de Paula visitam marisqueiras em PE e AL

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O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, esteve nesta semana nos estados de Pernambuco e Alagoas acompanhando a primeira-dama Janja Lula da Silva em uma visita a comunidades de marisqueiras da região. Também estiveram presentes a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e o ministro dos Transportes, Renan Filho.

Na terça-feira (12/08), pela manhã, o ministro visitou a Creche Municipal Tia Nai, em Igarassu (PE). Ele foi acompanhado por marisqueiras que deixam seus filhos no local, dialogando com elas sobre políticas públicas para as mulheres.

Em seguida, a comitiva esteve na Colônia de Pesca Z10, em Itapissuma (PE). Além de um bate-papo com as marisqueiras, eles assistiram ao documentário Pescadora de Direitos e conheceram a Biofábrica para processamento dos resíduos de mariscos, que faz parte de um projeto realizado pelo MPA, em parceria com o Instituto Federal do Espírito Santo (IFES).

Também foram entregues computadores a representantes das colônias, a partir de uma parceria com o Programa Computadores para Inclusão, do Ministério das Comunicações (MCom). No total, foram entregues 100 computadores para diversas colônias, incluindo a Z10. “Esses computadores que estão sendo entregues agora, eles são objeto de trabalho de jovens daqui que recuperam e deixam as máquinas novas, é um trabalho belíssimo”, exaltou André de Paula.

Representante das marisqueiras, Joana Mousinho, uma das ganhadoras do Prêmio Mulheres das Águas, agradeceu a presença dos representantes do Governo e falou sobre a importância dos computadores para a comunidade. “É uma honra receber esse presente, que não é só um presente, é o resultado de uma luta, de muita determinação. Esses computadores vão ajudar na obtenção das nossas carteiras de pescadores (RGP) e na nossa documentação, ajudando bastante a nossa comunidade”, declarou.

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Políticas públicas transformadoras

Sobre o projeto de beneficiamento e a Biofábrica, o ministro ressaltou a importância econômica, social e ambiental do projeto. “Isso tinha um impacto na saúde, um impacto ambiental e não gerava benefícios para quem precisava. Então, nós estamos aqui lançando essa Biofábrica, uma experiência que começa por Itapissuma, transformando esse descarte em remédio, fertilizante e gerando renda. O que antes era um problema, vai virar solução”, afirmou.

A ministra Anielle Franco se disse honrada em poder conversar com as marisqueiras. “Quando Janja convoca a gente para essa escuta, sempre digo que, como professora, é sempre uma troca. Nunca somos só nós que temos que falar. Ouvir as histórias de vocês hoje, pensar em como as políticas públicas chegam até vocês, foi muito importante”, destacou.

Anielle aproveitou a oportunidade para inaugurar na região o Programa Juventude Negra Viva, que procura reduzir vulnerabilidades baseadas no racismo estrutural que afetam os jovens negros. “Dentro desse programa tem cultura, educação, saúde, lazer, tudo para transformar a vida das pessoas dignamente”, explicou.

A primeira-dama ficou emocionada com a recepção das marisqueiras. “Não tem sido fácil, mas estamos firmes e fortes por vocês, porque esse é o Brasil acima de tudo que queremos. A democracia não é o voto na urna. A democracia são vocês. É o trabalho que vocês mulheres aqui de Itapissuma fazem todos os dias. Isso é democracia e soberania. E ninguém vai tirar isso de nós. Vocês são o Brasil”, falou Janja.

Governo Federal em Alagoas

Na manhã desta quarta-feira (13/08), a comitiva governamental esteve na Cooperativa de Marisqueiras Mulheres Guerreiras (Coopmaris). Na visita, eles puderam conversar com as marisqueiras, conheceram o projeto de aproveitamento de resíduos de mariscos e visitaram o entreposto do sururu.

Na conversa com as marisqueiras, André de Paula relembrou a importância dada à pesca pelo Governo Federal. “Vocês sabem que o presidente Lula tem um carinho especial pela pesca. Ele criou o Ministério no primeiro governo e recriou agora, para empoderar e dar voz ao pescador. Vejam a diferença do que estamos vivendo agora, para o que vivemos lá atrás. Temos ações concretas que mostram que a pesca é uma prioridade. O presidente Lula reconhece a função estratégica do setor, tanto do ponto de vista dos homens e mulheres que tiram o sustento das águas quanto do ponto de vista econômico”, ressaltou.

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COP-30 – O ministro também falou sobre a relevância do Brasil sediar a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30). “Desde ontem eu tenho o privilégio de acompanhar a primeira-dama, primeiro em Pernambuco, meu estado, e agora no estado de vocês, Alagoas. Um dos motivos dela ter aceitado o convite para vir aqui é o papel de protagonismo dela na preparação da nossa COP. Não é a COP 30, é a COP do Brasil, é a COP na Amazônia e de quem tem compromisso com o meio-ambiente”.

Justiça social – Em seu discurso, André de Paula ainda reforçou a preocupação do governo com a justiça social e tributária no país. “Se há uma coisa que faz a diferença entre o Governo Lula e outros governos, é que Lula diz que ‘a gente precisa colocar os pobres no orçamento e os ricos no imposto de renda’. O sentimento é que nós não aceitamos um país que não seja justo do ponto de vista social. E é por isso, sob a liderança do presidente Lula, que nossa equipe trabalha todos os dias”, concluiu.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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EUA ampliam exportações de etanol e acirram concorrência com o Brasil

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Os Estados Unidos exportaram aproximadamente 5,34 bilhões de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, avanço de 13% sobre igual período do ano anterior, segundo a Renewable Fuels Association (RFA). O crescimento dos embarques amplia a concorrência para o Brasil e mostra a força de uma indústria sustentada por um mercado doméstico de grande escala, apesar de uma mistura menor do biocombustível na gasolina.
Nos EUA, a produção de etanol foi de aproximadamente 160 milhões de litros por dia, conforme dados da agência de energia americana, a EIA, publicados no dia 30 de setembro. O número representa o ritmo registrado naquela semana, sem equivaler a um balanço anual.
A aparente contradição está nas bombas. Enquanto a gasolina comum brasileira contém 32% de etanol, a mistura predominante no mercado americano é o E10, com 10%. O percentual menor, contudo, incide sobre uma quantidade muito maior de combustível comercializado.
Na mesma semana de setembro, o volume de gasolina fornecido ao mercado americano, usado pela EIA como referência de consumo, foi de aproximadamente 1,38 bilhão de litros por dia. Essa quantidade já inclui o etanol misturado ao combustível. É a dimensão desse abastecimento que permite absorver uma produção elevada do biocombustível.
Uma conta ilustrativa ajuda a entender: 10% de um mercado de 400 bilhões de litros representam 40 bilhões de litros de etanol. Já 32% de um mercado de 100 bilhões correspondem a 32 bilhões. A comparação dos percentuais, isoladamente, não mostra quantos litros chegam aos consumidores.
Enquanto ampliam as exportações, os EUA importaram menos de 1,9 milhão de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, segundo a RFA. O contraste reforça o peso da produção doméstica no abastecimento americano.
Esses números mostram que uma expansão do consumo nos EUA encontra uma indústria doméstica capaz de disputar o fornecimento. Para o exportador brasileiro, uma mistura maior abre oportunidades, mas os embarques dependem dos preços, dos custos de transporte, das condições de acesso e da disponibilidade do produto americano.
Os dois países também organizam o abastecimento de maneiras diferentes. No Brasil, a mistura obrigatória de 32% vale para a gasolina comum e a comum aditivada desde 1º de agosto de 2026. A medida tem duração inicial de 180 dias, com possibilidade de uma prorrogação por igual período. Na gasolina premium, o teor permanece em 25%.
Além disso, o motorista brasileiro dispõe do etanol hidratado para abastecer veículos flex. Esse mercado depende da relação entre o preço dos combustíveis e o rendimento do automóvel. A demanda nacional, portanto, reúne tanto o etanol adicionado à gasolina quanto o vendido diretamente ao consumidor.
Nos EUA, o E10 convive com o E15, de até 15%, e com misturas mais elevadas para veículos compatíveis. Os postos não são obrigados a oferecer E15. A ampliação das vendas envolve equipamentos adequados, disponibilidade de combustível e regras de comercialização.
Restrições relacionadas às emissões evaporativas afetam a venda de E15 durante o verão em partes do país. Em 2026, a agência ambiental americana, a EPA, concedeu uma autorização excepcional para permitir sua comercialização nessa estação. A previsibilidade das regras continua relevante para os investimentos na distribuição.
O Brasil deve produzir 41,88 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27, aumento de 11,7% sobre a temporada anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A expansão reforça a importância de ampliar o consumo nas bombas e conquistar compradores externos. Nessa disputa, os Estados Unidos combinam uma indústria de grande escala com um mercado que absorve volumes elevados mesmo usando uma mistura menor de etanol na gasolina.
O levantamento brasileiro, divulgado em agosto, estima 29,98 bilhões de litros de etanol de cana e 11,91 bilhões de litros do combustível produzido a partir do milho. O crescimento previsto é de 9,7% e 17%, respectivamente. São projeções para a safra em andamento, que inclui parte de 2027.
A safra de cana está na segunda metade da colheita e da moagem no Centro-Sul, onde as chuvas de setembro reduziram o ritmo dos trabalhos. No Nordeste, a temporada começou mais recentemente. A fabricação de etanol de milho segue outro calendário, com usinas que operam ao longo do ano.
Para o campo brasileiro, o avanço do etanol tem efeitos distintos. A expansão das usinas de milho amplia as alternativas de venda do cereal. Uma demanda maior também pressiona o custo da matéria-prima para quem fabrica o combustível, conforme a oferta da safra e os estoques disponíveis.
O etanol de cana conta ainda com rotas de produção reconhecidas pela EPA na categoria de biocombustíveis avançados, sujeitas a requisitos ambientais. Esse enquadramento permite disputar mercados que valorizam a redução de emissões.
Com a oferta brasileira em crescimento, o resultado para a cadeia dependerá da capacidade de transformar produção em consumo. A mistura na gasolina, a escolha dos motoristas e as exportações precisam acompanhar os novos volumes para sustentar a remuneração das usinas e dos produtores de matéria-prima.

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Fonte: Pensar Agro

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