Cuiabá

Jornada da saúde mental e neurodiversidade é tema de audiência pública em Cuiabá

Publicado

20/06/2024
Jornada da saúde mental e neurodiversidade é tema de audiência pública em Cuiabá
A vereadora Maysa Leão (Republicanos) propôs nesta quarta (19/06) uma audiência pública para debater a jornada da saúde mental e neurodiversidade. Bandeira do seu mandato, a parlamentar vem trabalhando arduamente para propor leis que melhorem a vida das famílias atípicas da capital.
“Esse é um tema que chega todos os dias no meu gabinete. As pessoas já têm como referência o Gabinete 01 e o meu trabalho como um trabalho em prol da inclusão. Então a gente lida com a realidade lá na ponta. E todas as vezes que chega uma mãe, uma família que precisa de um atendimento, tanto de transtornos mentais quanto de neurodiversidades, que é o autismo, o TDAH, a gente tem a dificuldade de fazer os encaminhamentos, porque durante muito tempo não era claro onde essas pessoas deveriam ser atendidas”, relatou a parlamentar republicana.&nbsp
De acordo com a vereadora Maysa Leão, a ideia de chamar o Ministério Público, as secretarias, as coordenadorias e a população, é para que cada área possa falar sobre as suas perspectivas, as suas dores, as suas necessidades, além do debate sobre o que não funciona e funciona. ‘O caminho para chegarmos numa política pública que atenda a todos’, justificou Maysa Leão.
Mãe atípica do Thobias, Irene Moraes, membro da Associação dos Amigos dos Autistas Neurodiversos e Pessoas com Doenças Raras de Mato Grosso, Amand – MT, esteve presente na audiência pública.&nbsp
“A nossa presença aqui é para assegurar os direitos a pessoa autista e pessoas com todos os transtornos que devem ter. É para segurar os direitos deles com a saúde mental”, declarou Irene Moraes.
O promotor de Justiça Dr. Milton Mattos da Silveira Neto, titular da 7ª Promotoria de Justiça Cível da Capital – Defesa da Cidadania (Saúde), esteve presente na solenidade. Segundo o Dr. é importante o apoio do poder público para assegurar o atendimento à sociedade.&nbsp
“A pessoa sem saúde mental, ela não consegue fazer nada da vida. Mesmo aqueles que não possuem qualquer tipo de doença, se elas não estão bem psicologicamente, se elas estão com depressão, estão com outros problemas associados, a vida dela e de todos ao seu redor tem uma piora na qualidade enorme. Então, esse debate é necessário”, declarou o promotor.
Representando o Executivo, a coordenadora de Saúde Mental de Cuiabá, Roseli Batista, esteve presente na audiência para debater com a sociedade do município. Roseli acredita que a audiência pública é de grande importância. “Hoje a saúde mental vem se expandindo muito. Após a pandemia, houve um grande crescimento nesse segmento e os serviços também estão aprimorando. Então, isso que vem fazendo hoje, hoje a vereadora vem fazendo, é de grande relevância”, declarou a gestora.
Além da vereadora Maysa Leão, estiveram presentes no dispositivo Abilio Brunini, deputado federal Helena Amaral, presidente da Amand-MT&nbsp Luzia Rosa de Moraes, representando o CEM – Centro de Especialidades Médicas do Município de Cuiabá Dr. Milton Mattos da Silveira Neto, promotor de justiça Roseli Batista Costa, coordenadora técnica da saúde mental e Dr° Samuel Sampaio, advogado da causa autista e pai atípico.&nbsp
Assista a audiência pública na integra: https://www.youtube.com/watch?v=wZFG5sH-9dI
Da Assessoria

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura

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A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)

O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.

Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.

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Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.

Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.

Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.

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A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.

Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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