Para onde quer que você olhe no mercadoKhan el-Khalili, noCairo, verá exuberantes produtos coloridos esperando para serem comprados. As ruelas do grande bazar são apinhadas de lanternas, joias, roupas, tapetes, lembrancinhas, perfumes, artesanatos mil e claro, pessoas.
Apesar da muvuca e dos vendedores insistentes poderem tornar a atmosfera caótica — qualquer semelhança com a Rua 25 de Março é mera coincidência —, oKhan el-Khalilié um microcosmo do cotidiano egípcio. Ali, é o lugar perfeito para comprar produtos tradicionais, como as chilabas (típicas túnicas bordadas), as shishas (conhecidos por aqui como narguilés) e os papiros (folhas usadas para escrita noEgitoAntigo).
Pessoas fazendo performances de dança e canto e vendedores com carrinhos de comida também disputam as ruas. Depois de experimentar sanduíches com peru defumado, amendoins torrados e os feijões de lupini, você pode tomar uma bebida em um dos cafés mais antigos do Cairo, oEl-Fishawi(na Rua Haret Khan Al Khalili, ao lado do mercado), está aberto há mais de 200 anos.
O mercado fica noCairo Velho, ao sul da capital. As primeiras tendas começaram a se juntar ali no século 14 e formaram um reduto de trocas comerciais que se expandiu até formar o atualKhan el-Khalili.
Sua arquitetura labiríntica conserva a essência dessa época e parece abrir um portal no tempo. A histórica Rua El-Moez, ao lado do mercado, tem incríveis construções medievais e mesquitas que remontam a grandiosidade da cultura islâmica.
O mercado está a 20 minutos de caminhada da estação de metrô Ataba (conexão entre as linhas 2 e 3). Quando chegar lá, não se esqueça de praticar suas habilidades de barganha!
Encravado entre as imponentes montanhas da Região Serrana do estado do Rio de Janeiro, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos é um dos destinos mais atrativos do país para quem busca ecoturismo e aventura. Dividida entre os municípios de Teresópolis, Petrópolis, Guapimirim e Magé, a unidade protege um total de 19.855 hectares, preservando a paisagem e a biodiversidade da Serra do Mar, no território fluminense.
Criado em 1939, trata-se do terceiro parque nacional mais antigo do Brasil, representando um marco fundamental na história das unidades de conservação ambiental nacionais. Além da relevância histórica, o destino é um dos melhores locais do território brasileiro para a prática de esportes de montanha, reunindo opções de caminhada, escalada, rapel e banhos em cachoeiras e piscinas naturais.
Para os amantes do trekking, as caminhadas de longa duração, o parque ostenta a maior rede de trilhas do Brasil, somando mais de 200 quilômetros de percursos com todos os níveis de dificuldade. As opções vão desde a trilha suspensa, acessível a cadeirantes, até a Travessia Petrópolis-Teresópolis, um clássico do ramo, com 30 km de subidas e descidas pela parte alta das montanhas.
A unidade também é considerada a capital do montanhismo brasileiro. Entre as centenas de vias de escalada disponíveis – que atendem de iniciantes a praticantes de subida em paredões – destacam-se a Agulha do Diabo e o lendário Dedo de Deus, pico que é tido como o marco inicial da escalada no país.
Toda essa imponência rochosa é cercada por uma riqueza natural sem igual. O parque abriga mais de 2.800 espécies de plantas catalogadas, além de 462 espécies de aves, 100 de mamíferos, 103 de anfíbios e 83 de répteis. Esse refúgio de vida silvestre protege 130 animais ameaçados de extinção e diversas espécies que só existem nessa região do planeta.
Como chegar
A principal porta de entrada para o Parque Nacional da Serra dos Órgãos é a Região Serrana do Rio de Janeiro. Partindo da capital fluminense, o acesso às sedes da unidade de Teresópolis e Guapimirim é feito principalmente pela rodovia BR-116. Já o acesso à sede de Petrópolis pode ser feito pela BR-040, seguindo em direção ao distrito de Corrêas.
Por se tratar de uma unidade de conservação de proteção integral, sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o acesso de veículos se restringe às áreas administrativas e às portarias. A exploração dos atrativos é feita a pé ou por meio de caminhadas e escaladas orientadas, garantindo a segurança dos visitantes e a preservação do patrimônio.
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
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