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Kit Forrageira já beneficia mais de 1,5 mil produtores em SC e aumenta produtividade no campo

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O Kit Forrageira, iniciativa do Programa Terra Boa, da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), já atendeu 1.554 produtores em 182 municípios de Santa Catarina neste ano. Com investimento superior a R$ 10,3 milhões, a política pública tem como objetivo fortalecer a produção de leite e carne, promovendo pastagens mais eficientes e sustentáveis.

Segundo o secretário de Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, o programa é estratégico para garantir eficiência produtiva, manejo sustentável e geração de renda no meio rural. “Santa Catarina tem uma agropecuária forte, e esse tipo de investimento garante que os produtores tenham estrutura para crescer com qualidade”, afirma.

Benefícios práticos para produtores

O jovem produtor de leite Michel Arthur Keller, de Cunha Porã, destaca as melhorias obtidas com o Kit Forrageira. “Nossa pastagem era perene, degradada e pouco nutritiva. Com o kit, conseguimos aumentar a produção, reduzir a degradação e obter mais massa verde por hectare”, explica.

O programa também reduziu a necessidade de mão-de-obra e tornou o manejo mais eficiente, segundo Michel: “O sistema de piqueteamento facilita o trabalho diário, aumenta a produtividade e preserva o solo.”

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Estrutura do Kit Forrageira e apoio técnico

O kit inclui sementes, fertilizantes, materiais hidráulicos e itens para piqueteamento, totalizando mais de 80 produtos para melhorar pastagens e sistemas de abastecimento de água. Os agricultores recebem apoio técnico da Epagri, que realiza o planejamento individual do sistema produtivo.

O engenheiro agrônomo Vladimir Adalberto Picoli, da Epagri de Cunha Porã, explica: “O kit fornece os materiais necessários para piqueteamento e fornecimento de água, essenciais para o manejo adequado das pastagens. O planejamento com o produtor garante oferta de pasto adequada, redução de custos e aumento da produtividade.”

Condições de pagamento facilitam acesso ao programa

O pagamento do Kit Forrageira pode ser realizado em até três parcelas anuais sem juros. Quem optar pelo pagamento à vista recebe 30% de desconto no primeiro ano. A aquisição dos insumos é feita em cooperativas ou casas agropecuárias, mediante autorização emitida pela Epagri após o planejamento da produção.

O programa permite que os agricultores tenham pastagens mais eficientes e sustentáveis, aproveitando melhor as áreas destinadas à alimentação animal e garantindo maior rentabilidade nas propriedades.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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