Cuiabá

Lei que cria Semana Municipal de Conscientização sobre Cerol e Linha Chilena nas escolas públicas é aprovada em Cuiabá

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Oziane Rodrigues – Assessoria vereador Tenente-Coronel Dias 

O Projeto de Lei que institui a Semana Municipal de Conscientização sobre o uso de cerol e linha chilena nas escolas da rede pública de ensino de Cuiabá foi aprovado na tarde desta terça-feira (16), durante sessão da Câmara Municipal.
De autoria do vereador Tenente-Coronel Dias (Cidadania), a proposta recebeu 15 votos favoráveis e tem como principal objetivo a prevenção de acidentes graves envolvendo crianças e adolescentes.
A semana educativa será realizada anualmente no mês de outubro e contará com ações de orientação e conscientização sobre os riscos do uso de materiais cortantes em linhas de pipa, como o cerol e a linha chilena. Estão previstas palestras, atividades lúdicas, distribuição de material informativo e outras ações pedagógicas.
Segundo o vereador, a iniciativa busca criar uma cultura permanente de prevenção e segurança no ambiente escolar e nas comunidades onde os estudantes vivem. A proposta aposta na educação como principal ferramenta para evitar tragédias, já que muitos acidentes resultam em lesões graves, amputações e até mortes.
“Essa lei dará a chance que a mãe do pequeno Davi Almeida Franco, de 9 anos, não teve. Ele morreu em Várzea Grande após ter o pescoço cortado por uma linha com cerol. Essa iniciativa salvará vidas”, enfatizou Dias.
Em Mato Grosso, dados do Corpo de Bombeiros Militar (CBMMT) mostram que os registros de incidentes com esse tipo de material passaram de uma ocorrência em 2023 para 14 em 2024, evidenciando o aumento do risco e a urgência de ações preventivas.
Para Dias, além de preservar vidas e a integridade física das vítimas, a nova lei contribui para reduzir o impacto emocional sobre as famílias e os elevados custos ao sistema público de saúde.
A nova lei seguirá para sanção do Executivo municipal para posterior publicação em Diário Oficial.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Prefeitura remove edificações desocupadas em área de nascentes após recomendações do Ministério Público

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A Prefeitura de Cuiabá realizou, na manhã desta quinta-feira (27), uma nova ação de fiscalização e remoção de edificações irregulares no Loteamento Residencial Ilza Terezinha Picoli Pagot e entorno. A atuação ocorre em cumprimento a recomendações e notificações do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), que orientam o poder público a exercer seu papel constitucional e legal na proteção do meio ambiente, do patrimônio público e da segurança da população.

Durante a operação, realizada de forma coordenada pela Secretaria de Ordem Pública, com apoio da Polícia Militar e demais órgãos envolvidos, cerca de oito edificações desocupadas foram demolidas. As estruturas eram de alvenaria, muros e obras ainda em construção. Conforme levantamento realizado pelos órgãos municipais, não havia moradores nos imóveis no momento da intervenção. Nenhuma família foi retirada de residência habitada.

A área possui nascentes e características de área úmida, com presença de minas d’água, além de solo arenoso e suscetível a processos erosivos e alagamentos. O local está inserido em área de preservação permanente (APP), que possui legislação específica e restritiva justamente para garantir a proteção dos recursos hídricos e das nascentes.

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Laudo elaborado pela Defesa Civil Municipal também classificou a região como de alto risco hidrológico. Segundo os estudos técnicos, as condições do terreno podem provocar erosões, alagamentos e comprometer a segurança de edificações instaladas no local. Por se tratar de área ambientalmente protegida e de risco, a ocupação também apresenta restrições para eventual regularização fundiária.

Ao comentar a atuação, o prefeito Abílio Brunini reforçou que o Município não apoia novas ocupações irregulares e que a Prefeitura está cumprindo determinações e orientações dos órgãos de controle e do sistema de Justiça. “Não invadam área pública, privada, área de proteção permanente, área de praça, qualquer equipamento público ou privado. Se invadir, infelizmente, teremos de agir para proteger o direito à propriedade e o bem público”, afirmou.

O prefeito também destacou que a fiscalização não tem como objetivo retirar famílias de imóveis habitados sem o devido atendimento. “Se tivesse alguma família dentro, ela teria o apoio”, afirmou, ao explicar que as estruturas demolidas durante a ação foram previamente verificadas e estavam desocupadas.

A Prefeitura ressalta que o combate às ocupações irregulares ocorre especialmente em áreas públicas, propriedades privadas e locais ambientalmente protegidos, em atendimento às recomendações e notificações do Ministério Público e às determinações judiciais. A legislação estabelece proteção especial para áreas de nascentes e APPs, restringindo intervenções que possam causar degradação ambiental.

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Nos casos em que houver famílias em situação de vulnerabilidade eventualmente afetadas por ações de desocupação, o Município prevê atendimento individualizado por meio do Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupações de Áreas Públicas (CIGDAP), com participação das secretarias de Assistência Social e Habitação e encaminhamento à rede de proteção social.

A medida reforça a atuação integrada do poder público para impedir novas ocupações em áreas ambientalmente protegidas e de risco, preservar as nascentes e garantir o cumprimento das normas ambientais, urbanísticas e das orientações dos órgãos de controle.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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