Agro News

Linguiça de Bragança Paulista conquista selo nacional e poderá ser vendida em todo o Brasil

Publicado

A tradicional Linguiça de Bragança Paulista, conhecida em todo o estado de São Paulo, agora poderá ser comercializada em todo o território nacional.

O avanço foi possível após o Sistema de Inspeção Municipal (SIM) da cidade ser equiparado ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), segundo anúncio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Equiparação abre caminho para expansão de agroindústrias locais

Com o novo reconhecimento, uma agroindústria já está autorizada a ampliar suas vendas para outros estados. No entanto, outras empresas locais poderão solicitar o enquadramento, desde que atendam às exigências do sistema nacional.

De acordo com a Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária em São Paulo (SFA-SP), a adesão ao Sisbi-POA fortalece o agronegócio paulista, ampliando oportunidades de renda, negócios e arrecadação.

Bragança Paulista adequou estrutura e legislação para conquistar o selo

Para obter a equiparação, o município ajustou sua legislação e modernizou o serviço de inspeção municipal, garantindo estrutura técnica adequada e número suficiente de médicos-veterinários para garantir a fiscalização de qualidade.

Leia mais:  Impasse sobre Plano Clima trava anúncio para a COP30 e agronegócio cobra justiça nas emissões

Segundo o secretário de Desenvolvimento dos Agronegócios de Bragança Paulista, Leonardo Godoi Paes, as adequações “fortaleceram o controle sanitário e estimularam a expansão da cadeia produtiva local”.

Tradição e importância econômica da Linguiça de Bragança

Produzida há décadas, a linguiça artesanal de Bragança Paulista tem origem na tradição dos imigrantes europeus, que introduziram técnicas de criação de suínos e fabricação artesanal.

Atualmente, o município conta com 15 agroindústrias dedicadas à produção do embutido, empregando entre cinco e 26 trabalhadores cada.

Com o selo do Sisbi-POA, a expectativa é que a produção local possa triplicar, gerando empregos e impulsionando o desenvolvimento regional.

Empresas precisam cumprir normas rigorosas de qualidade

Para obter o selo do Sisbi-POA, as agroindústrias devem comprovar controle rigoroso de processos, incluindo monitoramento da água utilizada, controle de temperatura, equipamentos adequados e rotulagem conforme normas federais.

Esses requisitos garantem padrões de qualidade e segurança equivalentes aos exigidos pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF).

São Paulo amplia rede de consórcios integrados ao Sisbi-POA

Em outubro, o estado de São Paulo teve a integração de quatro novos consórcios intermunicipais ao Sisbi-POA:

  • Consórcio Intermunicipal Três Rios,
  • Consórcio de Desenvolvimento do Vale do Rio Grande,
  • Consórcio Intermunicipal Novo Vale, e
  • Consórcio Intermunicipal do Centro do Estado de São Paulo.
Leia mais:  Preços Agropecuários Avançam em Outubro, Impulsionados por Hortifrútis

Com essas adesões, o estado passa a contar com seis consórcios integrados ao sistema, o que permite que municípios compartilhem serviços de inspeção e ampliem o alcance de suas agroindústrias no mercado nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Mapa apresenta Rgen+Sustentável na Feira Brasil na Mesa

Publicado

Neste sábado (25), na Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa em comemoração aos seus 53 anos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma palestra detalhando a Política Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Recursos Genéticos para a Alimentação, a Agricultura e a Pecuária (Rgen+Sustentável).

Com o objetivo de conservar, valorizar e promover o uso sustentável dos recursos genéticos para a alimentação e a agricultura (RGAA), a política foi lançada em abril de 2025 e busca ampliar a base genética dos programas de melhoramento das instituições de pesquisa, além de fortalecer o conhecimento sobre esses recursos e contribuir para a segurança alimentar e nutricional. A iniciativa também atua como catalisadora do desenvolvimento científico e tecnológico no setor agrícola.

A política é estruturada para garantir a segurança alimentar nacional por meio da conservação e do uso sustentável da diversidade genética. São considerados recursos genéticos os materiais com valor atual ou potencial para uso direto ou indireto na alimentação e na agropecuária, incluindo espécies de plantas, animais, microrganismos e organismos intermediários.

Durante a apresentação, o representante da coordenação de Recursos Genéticos para a Alimentação e Agricultura do Departamento de Inovação do Mapa, Paulo Mocelin, destacou a importância estratégica do tema.

Leia mais:  Mapa revoga exigência de carimbo com prazo de validade em ovos

Segundo Mocelin, embora o tema ainda não seja amplamente conhecido pelo público, ele é fundamental para o futuro da agropecuária. “O tema de recursos genéticos não é tão popular, mas traz elementos novos e essenciais para o desenvolvimento do setor. A Política Nacional é uma política de Estado, instituída pelo Decreto nº 12.097, de 2024, e tem como objetivo definir prioridades e estratégias para consolidar uma agenda de longo prazo voltada à conservação, valorização e uso sustentável da biodiversidade agrícola”, explicou.

Também ressaltou que a política está alinhada a compromissos internacionais, como a Convenção sobre Diversidade Biológica e o Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura.

“O Brasil é um país megadiverso, com grande variedade de espécies, biomas e ecossistemas. Temos um clima favorável à agropecuária, um sistema nacional de pesquisa robusto, com destaque para a Embrapa e instituições estaduais, além de uma legislação estruturada e parcerias internacionais consolidadas”, pontuou.

No âmbito das diretrizes de pesquisa e inovação, a política busca promover a conservação e o uso sustentável dos recursos genéticos, incentivar a adoção de novas tecnologias, sistematizar e disponibilizar informações científicas e fortalecer a articulação entre atores públicos e privados.

Leia mais:  Impasse sobre Plano Clima trava anúncio para a COP30 e agronegócio cobra justiça nas emissões

Já em relação aos Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) e ao Conhecimento Tradicional Associado (CTA), a iniciativa incentiva o intercâmbio de variedades tradicionais e raças localmente adaptadas, além de valorizar os saberes tradicionais e promover a participação social.

No eixo de informação e capacitação, estão previstas ações de divulgação da importância estratégica dos RGAA, articulação de redes nacionais e internacionais, formação de recursos humanos e ampliação do acesso a dados qualificados.

A política também se articula com iniciativas como a Rede Nacional de Pesquisa e Inovação em Genética Agrícola para Adaptação às Mudanças Climáticas (Readapta), que desenvolve projetos de melhoramento genético voltados a culturas como arroz, feijão, milho, soja, trigo e mandioca.

O Mapa é responsável pela definição e implementação dos planos de ação, pela estruturação da rede, pelo fomento à conservação e capacitação, além de incentivar pesquisas e inovações baseadas no uso sustentável dos recursos genéticos.

Informações à imprensa

[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana