Saúde

Lucinha Tremembé é nomeada secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde

Publicado

O Governo do Brasil nomeou a indígena Maria Lucilene Martins Santos como secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde. A portaria com a nomeação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) da terça-feira, 7 de abril. Nascida na aldeia Passagem Rasa, em Itarema (CE), que abriga o povo Tremembé, a nova gestora se tornou conhecida como Lucinha Tremembé, em uma trajetória marcada por atuações representativas em diversos níveis de gestão. Primeira secretária mulher indígena reconhecida pelo seu povo, a nomeação de Lucinha carrega o simbolismo de um relevante posicionamento do atual governo: o fortalecimento do protagonismo das mulheres indígenas nos espaços de decisão do Estado brasileiro. 

Ainda na aldeia Passagem Rasa, Lucinha atuou como Agente Indígena de Saúde (AIS), vivenciando de perto os desafios do acesso à saúde e construindo, na prática, o cuidado no território. Ao longo de mais de uma década, percorreu diferentes níveis da política de saúde indígena: foi assistente social da Casa de Saúde Indígena (Casai) do Ceará; conselheira e presidente do Conselho Local de Saúde Indígena (CLSI) do povo Tremembé e do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi); e coordenadora-geral do Fórum de Presidentes de Condisi. 

Leia mais:  Médicos selecionados no edital do Agora Tem Especialistas devem formalizar participação até 2 de abril

Já na Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), ocupou cargos estratégicos como coordenadora-geral de Participação e Controle Social, diretora de Atenção Primária à Saúde Indígena e secretária-adjunta. A carreira, construída passo a passo a partir do território, traz a marca da atuação voltada às demandas dos povos originários e das aldeias. 

A nomeação de Lucinha Tremembé acontece em um momento decisivo para a saúde indígena no país, marcado pela ampliação da presença do Estado nos territórios, por meio de políticas mais conectadas às realidades locais. “Assumo essa missão com a responsabilidade de quem conhece a realidade do território e com a força das mulheres indígenas que sustentam o cuidado nas aldeias. Nosso compromisso é fortalecer uma política pública feita com e para os povos indígenas”, afirmou. 

À frente da Sesai, a secretária terá como missão consolidar avanços recentes, fortalecer a atenção primária, ampliar o acesso à saúde em regiões remotas e avançar na implementação da nova Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (Pnaspi). Mais do que uma gestão individual, sua assinatura no cargo representa um movimento coletivo: o de mulheres indígenas que, historicamente, sustentaram o cuidado nos territórios, e que agora também conduzem as decisões que moldam o futuro da saúde indígena no Brasil. 

Leia mais:  Em Santarém, ministro da Saúde anuncia R$ 232 milhões do Novo PAC para ampliar rede assistencial no Pará

Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
publicidade

Saúde

Ministério da Saúde inicia distribuição emergencial de medicamento oncológico em todo o país

Publicado

O Ministério da Saúde iniciou, nesta quarta-feira (23), a distribuição, de forma excepcional, do medicamento ciclofosfamida para todas as regiões do país, garantindo a continuidade do tratamento de pacientes com câncer no SUS. A aquisição do fármaco é, em geral, realizada diretamente pelos estados e centros de referência oncológicos. No entanto, após o único fornecedor nacional apresentar dificuldades técnicas na produção, o Governo do Brasil interveio e iniciou a compra internacional de 140 mil unidades, sendo 100 mil comprimidos de 50 mg e 40 mil frascos-ampola de 1 g , utilizando o poder de negociação e compra do sistema público de saúde.

O primeiro lote, com 7 mil ampolas, foi entregue ao almoxarifado do Ministério da Saúde na quinta-feira (22), com investimento federal de mais de R$ 1 milhão. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), localizado no Rio de Janeiro, está entre os primeiros contemplados, com 377 frascos-ampola. O envio do medicamento às demais instituições de referência será realizado de forma gradativa, conforme agendamento prévio. Caso necessário, poderão ser adquiridos de forma imediata mais 40 mil comprimidos e 40 mil frascos-ampola, de modo a evitar o desabastecimento da rede pública.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, reforçou que a ação estratégica assegura o abastecimento dos estoques no SUS até julho, prazo estabelecido pela fornecedora brasileira para a regularização da oferta, bem como o cuidado integral e em tempo oportuno às pessoas.

Leia mais:  Mutirão do programa Agora Tem Especialistas vai atender 1.317 indígenas no Vale do Javari

“Para uma aquisição assertiva, realizamos um estudo com base na necessidade apresentada por cada centro de referência e no uso médio mensal do medicamento. Não há desabastecimento na rede pública. O Ministério da Saúde agiu de forma estratégica para assegurar o estoque diante da dificuldade de produção apresentada pela empresa responsável, reforçando o compromisso com o cuidado de todos os pacientes assistidos no SUS”, disse a secretária.

A intervenção emergencial do Ministério da Saúde foi realizada com máxima agilidade, efetivando-se em menos de um mês, por meio do Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A necessidade de cada unidade de saúde para o envio de novas remessas será monitorada em parceria com as secretarias estaduais de saúde e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

A ciclofosfamida é um quimioterápico indicado para o tratamento de diversos tipos de câncer, como mama, ovário, linfomas e leucemias. Com a regularização do cenário de oferta, a aquisição e a disponibilização do medicamento voltarão a ser realizadas pelos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons) e pelas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons), por meio da Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade (APAC), conforme pactuação estabelecida entre os entes federativos na Comissão Intergestores Tripartite (CIT).

Priorização de Análise na Anvisa

Em conformidade aos esforços de manter a assistência interrupta no SUS e realizar compras do medicamento no mercado externo, o Ministério da Saúde solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) celeridade na análise nos processos de importação excepcional e a avaliação de mecanismos que garantiram a maior celeridade na liberação de lotes importados. A pasta mantém diálogo semanal com o órgão, apresentando o cenário dos estoques e capacidade de oferta do mercado nacional para atender a necessidade da rede pública de saúde.

Leia mais:  Em Santarém, ministro da Saúde anuncia R$ 232 milhões do Novo PAC para ampliar rede assistencial no Pará

Reestruturação da assistência oncológica no SUS

O Governo do Brasil vem fortalecendo o cuidado aos pacientes oncológicos por meio de iniciativas estruturantes, com a implementação do Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), que representa uma importante atualização no financiamento e no acesso a medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS). O novo modelo substitui o repasse fixo por procedimento por três modalidades de financiamento, com foco em mais eficiência, transparência e cuidado integral ao paciente.

Com a nova política, a aquisição dos medicamentos oncológicos incorporados ao SUS, incluindo o ciclofosfamida, passa a ser realizada diretamente pelo Ministério da Saúde, ampliando o investimento federal e permitindo negociações nacionais para melhores preços. Entre os próximos passos estão a regulamentação dos protocolos prioritários e a adaptação dos sistemas de regulação, com previsão de período de transição para garantir a continuidade da assistência aos pacientes.

Ana Freitas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana