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Lula na Cúpula do Clima: “É hora de encarar a realidade e decidir se teremos coragem e determinação para transformá-la”

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Ao discursar diante de chefes de Estado, líderes e representantes de dezenas de nações na abertura da Cúpula dos Líderes da COP30, em Belém, nesta quinta-feira (6/11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a conferência realizada pela primeira vez num país amazônico pretende inaugurar um novo paradigma em relação ao enfrentamento da mudança do clima. Para ele, a ciência deve ser o principal guia das decisões e é chegado o momento de as lideranças deixarem claro que estão prontas para o desafio posto. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, integrou a comitiva presidencial.

Confira a íntegra do discurso do presidente Lula

“Esta Cúpula de Líderes é uma inovação que trazemos ao universo das COPs. As convergências já são conhecidas. Nosso objetivo será enfrentar as divergências. Provamos que a mobilização coletiva gera resultados. Por isso, a COP30 será a COP da verdade. É o momento de levar a sério os alertas da ciência. É hora de encarar a realidade e decidir se teremos ou não a coragem e a determinação necessárias para transformá-la”, afirmou, durante o evento que antecede a conferência do clima da ONU, que tem início na próxima segunda-feira, dia 10.

Para Lula, a agenda climática deve ocupar lugar central nas discussões em todos os níveis do cenário internacional. “Deve estar no centro das decisões de cada governo, de cada empresa, de cada pessoa. A participação da sociedade civil e o engajamento de governos subnacionais será crucial. Acelerar a transição energética e proteger a natureza são as duas maneiras mais efetivas de conter o aquecimento global”, afirmou.

O caminho, segundo o presidente, exige superação de dificuldades e contradições em nome de um bem comum. “Estou convencido de que, apesar das nossas dificuldades e contradições, precisamos de mapas do caminho para, de forma justa e planejada, reverter o desmatamento, superar a dependência dos combustíveis fósseis e mobilizar os recursos necessários para esses objetivos”, prosseguiu Lula.

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DESCOMPASSOS Na opinião do presidente, o avanço na agenda climática passa pela superação de dois descompassos: a desconexão entre os salões diplomáticos e o mundo real e o descasamento entre o contexto geopolítico e a urgência climática. “Forças extremistas fabricam inverdades para obter ganhos eleitorais e aprisionar as gerações futuras a um modelo ultrapassado que perpetua disparidades sociais e econômicas e degradação ambiental. Rivalidades estratégicas e conflitos armados desviam a atenção e drenam os recursos que deveriam ser canalizados para o enfrentamento do aquecimento global.  Enquanto isso, a janela de oportunidade que temos para agir está se fechando rapidamente”, disse Lula.

DESIGUALDADES Em outro ponto, o presidente enfatizou que não é possível triunfar na agenda climática sem combater desigualdades sociais. “A justiça climática é aliada do combate à fome e à pobreza, da luta contra o racismo, da igualdade de gênero e da promoção de uma governança global mais representativa e inclusiva”.

MULTILATERALISMO O líder brasileiro reforçou ainda a posição em defesa do multilateralismo, ao colocar a cooperação internacional como elemento indispensável do combate à mudança do clima. “O ano de 2025 é um marco para o multilateralismo. Celebramos os oitenta anos da fundação da Organização das Nações Unidas e os dez anos da adoção do Acordo de Paris. A força do Acordo de Paris reside no respeito ao protagonismo de cada país na definição de suas próprias metas, à luz de suas capacidades nacionais. O regime climático não está imune à lógica de soma zero que tem prevalecido na ordem internacional”, alertou.

BRICS E G20 – Lula afirmou que a realização da COP30 está associada ao G20 e ao BRICS, dois importantes eventos realizados no país recentemente. “Para o Brasil, a COP30 será o ponto culminante de um caminho pavimentado ao longo de nossas presidências do G20 e do BRICS. No G20, colocamos na mesma mesa os ministérios de meio ambiente e de finanças das 20 economias que respondem por cerca de 80% das emissões globais. No BRICS reafirmamos a centralidade do financiamento climático, da capacitação e da transferência de tecnologias”. 

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IMPLEMENTAÇÃO O Secretário-geral da ONU, António Guterres, alinhou-se ao presidente brasileiro e concordou que a COP30 deve ser um diferencial no histórico das Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. “Presidente Lula, o senhor chamou esta COP de ‘COP da verdade’. Eu não poderia concordar mais. A crise climática está se acelerando. No ano passado, as emissões atingiram outro recorde. Mas outra verdade é evidente: nunca estivemos tão bem equipados para lutar. O que ainda falta é coragem política. Podemos escolher liderar ou ser levados à ruína. Escolham fazer de Belém o ponto de virada. Apoiem a ciência. Defendam a justiça. Defendam as gerações futuras. Não é mais hora de negociações. É hora de implementação, implementação e implementação”, cobrou.

MARCO Convocada por Lula, a Cúpula do Clima representa um marco central no processo de mobilização e diálogo internacional sobre a agenda climática. Após a Cúpula, será realizada a COP30, entre 10 e 21 de novembro.

(Com informações da Assessoria de Comunicação da Presidência da República)

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Pesca e aquicultura geram empregos em todo o país

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Em média, o brasileiro consome 12 quilos de pescado por ano. O número é ainda maior em alguns estados como Ceará, Pernambuco e Amazonas, onde o consumo pode passar de 40 quilos por pessoa ao ano. Esse consumo só é possível porque contamos com uma longa cadeia produtiva, que envolve pescadores industriais e artesanais, armadores de pesca, aquicultores e uma indústria robusta, responsável pelo beneficiamento.

Atualmente, são mais de 1 milhão de pescadores profissionais registrados, sendo que mais de 507 mil mulheres. Na aquicultura, apenas em Águas da União, são 1.422 contratos vigentes, que geral 4.126 empregos diretos e outros mais de 16 mil indiretos.

Esses trabalhadores são responsáveis por mais de 1.780 milhão de toneladas de pescado ao ano (águas continentais e marinhas). Na aquicultura, são mais de 3,1 milhões de toneladas ao ano. Entre os produtos mais procurados estão o camarão, a tilápia, o tambaqui e outras espécies de peixes.

Mas o setor ainda pode ser fortalecido e gerar ainda mais empregos por meio do aumento do consumo. Em entrevista recente ao programa “Bom Dia, Ministro”, do Canal Gov, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, ressaltou a importância de incentivar o consumo pescado pelos brasileiros. “Estamos trabalhando para que a população deixe de comer peixe apenas no Natal e na Semana Santa, datas em que o consumo é principalmente de espécies estrangeiras, como o bacalhau”.

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Ele também destacou a necessidade de políticas públicas para melhorar a rastreabilidade e a confiabilidade dos produtos de origem da pesca e aquicultura. “A gente precisa garantir que o pescado chegue com qualidade na mesa do nosso consumidor”.

Para o secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, a atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura tem contribuído para o reconhecimento e a valorização dos trabalhadores do setor pesqueiro. “As nossas ações se conectam para ampliar a potencialidade do mundo do trabalho da pesca artesanal, que é associado ao modo de vida, à segurança alimentar e aos aspectos éticos e raciais nos territórios pesqueiros”, declarou.

A diretora do Departamento de Aquicultura em Águas da União, Juliana Lopes, exaltou o trabalho e a dedicação de todos que trabalham na pesca e aquicultura. “Neste Dia do Trabalhador, vamos celebrar quem faz das águas o seu sustento e a sua missão. Homens e mulheres que movimentam a economia, que alimentam o Brasil e que mantêm viva a tradição da pesca e da aquicultura. Por trás de cada produção, existe dedicação, resistência, resiliência e muito amor pelo que se faz”.

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Acesse nosso Boletim e Painel da Estatística Pesqueira e Aquícola e saiba mais sobre o perfil dos trabalhadores e trabalhadoras das águas do Brasil.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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