A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) realizou nesta quinta-feira (25.6) a soltura de dois macacos zogue-zogue, no município de Alta Floresta. Os animais haviam sido resgatados pelo Corpo de Bombeiros Militar. Um deles no início do mês, após ter sido vítima de acidente no perímetro urbano da cidade, já o outro apresentava problemas de saúde e foi entregue pelos militares à Sema.
Segundo o diretor da unidade regional da Sema no município, Leandro Rodinei Brauwers, os macacos foram levados para uma clínica veterinária conveniada junto ao órgão ambiental para os cuidados médicos, na cidade de Sorriso.
O gerente de fauna da Sema, Marlon Gallina, explicou que a definição do local para a soltura dos silvestres levou em consideração critérios técnicos.
“Os macacos zogue-zogue vivem em grupos familiares estáveis e, por isso, não podem ser soltos em qualquer local. A chance de sobrevivência seria significativamente reduzida caso fossem soltos longe da área onde foram encontrados. Além disso, mesmo que encontrassem outro grupo, a probabilidade de serem aceitos seria pequena”, destacou o gerente.
Também em Alta Floresta, a Sema foi acionada, no último dia 15, pelo Corpo de Bombeiros Militar sobre a presença de uma anta ferida andando pela cidade. A Gerência de Fauna em conjunto com os bombeiros conseguiu capturar o animal que estava exausto e com diversos machucados pelo corpo.
A anta foi sedada, recebeu os primeiros socorros e foi encaminhada para a clínica veterinária de Sorriso. Na clínica, foi constatado que o animal apresentava um ferimento perfurante no rosto causado por bala. As faces do mamífero ainda contém estilhaços de chumbo, porém ele se encontra estável e recebendo tratamento adequado.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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