A Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, na noite da última quinta-feira (23), no Plenário das Deliberações Renê Barbour, uma sessão especial para homenagear personalidades mato-grossenses com comendas e títulos de cidadãos mato-grossenses. A sessão especial foi requerida pelo primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado Dr João (MDB), e coautoria do vice-presidente, deputado Júlio Campos (União), em comemoração aos 20 anos da implantação do rito brasileiro do Grande Oriente do Estado de Mato Grosso. Ao todo, foram concedidos 14 comendas e 132 títulos de cidadão mato-grossense.
“A celebração dos 20 anos do rito brasileiro da maçonaria, em Mato Grosso, é de suma importância. Compreendo a relevância da maçonaria e, por experiência própria, testemunhei a beleza e o impacto positivo de suas sessões”, explicou Dr. João.
Para o primeiro-secretário, a homenagem, promovida pela Casa, representa um reconhecimento justo. “O conhecimento do Parlamento sobre o trabalho da maçonaria é evidente, e reconhecemos a sua valiosa contribuição para o engrandecimento do estado de Mato Grosso. É nosso dever expressar gratidão àqueles que iniciaram essa jornada há duas décadas”, disse o deputado.
De acordo com a deputada Janaina Riva (MDB), a sessão especial para comemorar os 20 anos da implantação do rito brasileiro no estado de Mato Grosso trata-se do reconhecimento à maçonaria.
“Reconhecemos o trabalho dos maçons mato-grossenses, em especial os membros do Grande Oriente do Estado de Mato Grosso, pela dedicação e serviços prestados ao nosso estado. A maçonaria reúne indivíduos de diversas profissões, incluindo empreendedores, produtores e profissionais autônomos, todos contribuindo para o desenvolvimento de Mato Grosso. Dentre seus membros, encontramos figuras políticas, como ex-vereadores e ex-deputados”, destacou Janaina.
Foto: JLSIQUEIRA/ALMT
A deputada lembrou ainda que a homenagem visa reconhecer o trabalho social desenvolvido pela maçonaria, caracterizado pela disciplina e pela preocupação com a educação dos jovens, com foco no futuro do estado.
“São pessoas que se dedicam à nossa terra. As conquistas são numerosas e duradouras. É um trabalho frequentemente discreto, dedicado ao serviço social, muitas vezes mais voltado para o âmbito interno do que para a comunicação externa. Contudo, esse trabalho transforma a vida das pessoas e a realidade de diversos municípios de Mato Grosso, através da atuação desses homens honrados que são homenageados”, destacou a parlamentar.
O ex-deputado estadual, ex-secretário e professor universitário Antônio Schommer, foi homenageado com a comenda Dante de Oliveira pelo desenvolvimento de ações sociais.
“Ao receber a comenda Dante de Oliveira nesta Assembleia Legislativa, sinto-me profundamente honrado. A figura do governador Dante de Oliveira foi de extrema relevância, especialmente por sua atuação e luta em prol das ‘Diretas Já’. Sua liderança foi singular nesse contexto e creio que devemos a ele grande parte da conquista das eleições diretas. A presença de Dante é marcante para Mato Grosso e a comenda que recebo hoje representa um reconhecimento valioso em minha trajetória”, avaliou ele.
O desembargador José Ferreira Leite foi um dos homenageados com a comenda Marechal Rondon. Ele faz parte de um dos membros fundadores do rito brasileiro da maçonaria em Mato Grosso, que celebrou seu vigésimo aniversário.
“Primeiramente, sinto-me profundamente honrado ao receber esta comenda, que ostenta a insígnia de Marechal Rondon. Ele é meu conterrâneo e é com grande satisfação que recebo esta homenagem, especialmente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que representa sempre uma distinção para qualquer cidadão”, avaliou Leite.
Conforme o homenageado, a maçonaria, em sua filosofia, abrange diversos ritos, cada qual com o propósito de aprimorar o indivíduo e a sociedade. “O rito brasileiro é um desses, com o objetivo de promover o desenvolvimento maçônico, incentivando o estudo, a busca pelo bem-estar pessoal, familiar, social e nacional”, explicou.
A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) pediu ao Governo do Estado que revise as demissões de servidores e a desativação de unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que impactaram os atendimentos especialmente na região da Baixada Cuiabana.
Realizada nesta quarta-feira (22), a discussão foi conduzida pelo presidente da Comissão, o deputado Dr. Eugênio (Republicanos), com a participação de representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES), profissionais do Samu, do Corpo de Bombeiros e demais envolvidos no tema. O objetivo foi debater os impactos resultantes da implantação do novo Sistema Estadual de Atendimento Pré-hospitalar e ouvir as demandas da categoria.
De acordo com os servidores do Samu, as alterações na gestão dos atendimentos pré-hospitalares vêm impactando diretamente a operação do serviço. Entre outubro de 2025 e março de 2026, cinco unidades do Samu foram desativadas na Baixada Cuiabana, além do desligamento de 56 profissionais do quadro operacional, medidas que, segundo a categoria, comprometem a capacidade de resposta do atendimento.
A enfermeira do Samu, Patrícia Ferreira, relatou dificuldades no funcionamento das equipes diante do cenário atual.
“Em razão dos desligamentos, não conseguimos manter o funcionamento ininterrupto de todas as ambulâncias, sejam de suporte básico, avançado ou motolâncias”, afirmou.
Segundo os profissionais, o enfraquecimento do Samu ocorre paralelamente ao fortalecimento da atuação do Corpo de Bombeiros Militar nos atendimentos de urgência. Para a categoria, no entanto, as instituições devem atuar de forma complementar.
“Nós queremos mais ambulâncias do Bombeiro, mas também queremos garantir 100% do funcionamento das equipes do Samu”, completou a enfermeira.
Durante a reunião, o Governo do Estado apresentou o novo modelo de atendimento pré-hospitalar, que propõe a integração entre Samu e Corpo de Bombeiros. O secretário de Estado de Saúde, Juliano Silva Melo, destacou que a iniciativa está ampliando a cobertura e otimizando os serviços, com aumento de 64 equipes ativas, em 2025, para 89, em 2026, além da redução no tempo de resposta.
“A gente quer ampliar a cobertura, integrar o atendimento, conectando o Samu e o Corpo de Bombeiro em um sistema único de regulação médica da SES, reduzir o tempo de resposta, qualificar a assistência, otimizar recursos e salvar vidas”, afirmou.
O secretário também negou qualquer possibilidade de encerramento das atividades do Samu no estado.
Ao longo da reunião, o presidente da Comissão de Saúde, Dr. Eugênio, ressaltou a importância de que eventuais mudanças sejam conduzidas com diálogo e garantia de qualidade no atendimento à população.
“A Comissão está atenta a esse processo. Defendemos a integração dos serviços, mas é fundamental assegurar que não haja prejuízo ao funcionamento do Samu e ao atendimento prestado à população”, destacou.
Como encaminhamento, a Comissão de Saúde solicitou formalmente ao Governo do Estado a revisão do desligamento dos 56 servidores e da desativação das cinco unidades. O colegiado também deliberou pela realização de uma nova reunião na próxima semana, com a participação de representantes do Ministério da Saúde, ampliando o debate sobre o tema.
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