O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), por meio da Coordenadoria de Ações Educativas, realizou 586 ações educativas em 2025 que totalizaram 109.436 atendimentos em 44 municípios do Estado.
Foram ministradas palestras educativas em 116 instituições de ensino público e privado, alcançando 28.945 pessoas entre estudantes, pais, professores e comunidade escolar.
A coordenadoria realizou as ações por meio dos projetos institucionais, PRAI, Produasrodas, Providatrânsito e projetos com parceiros como Ribeirinho Cidadão, Fetran e Expedição Araguaia.
Também foram realizadas palestras nos municípios, em empresas de transporte, pit stop educativo com condutores, pedestres e motociclistas e abordagens educativas em bares e restaurantes pelo projeto Amigo da Rodada, com 470 ações realizadas no capital e interior pelas Ciretrans e 80.491 atendimentos realizados de forma direta ao cidadão.
E, campanhas fixas anuais como de Volta às Aulas, Carnaval, Maio Amarelo e Semana Nacional de Trânsito.
“O ano de 2025 foi marcado por um conjunto robusto e estratégico de ações educativas, que reforçaram o compromisso do Detran-MT com a promoção de um trânsito mais humano, seguro e responsável. Ao longo desses meses, estruturamos nossas ações com foco na prevenção, na mudança de comportamento e no fortalecimento da cultura de segurança viária em todo o Estado”, avaliou a coordenadora de Ações Educativas de Trânsito do Detran-MT, Gresiella Almeida.
O presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos, enfatizou que as ações de educação para o trânsito têm reflexo direto no comportamento do trânsito como um todo. “Temos a convicção de que um trânsito seguro não se faz apenas com fiscalização e infraestrutura, mas, sobretudo, com educação. Quando levamos ações para dentro de escolas, empresas, vamos a bares e restaurantes, trabalhamos a conscientização de todos que compõem nosso trânsito. São essas ações que despertam a compreensão de que o trânsito é um espaço coletivo, onde cada atitude individual pode proteger ou colocar em risco a vida de todos”, destacou.
As ações educativas do ano foram realizadas em parceria com as Ciretrans, Polícia Militar, através do Batalhão de Trânsito, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Guardas Municipais, Semob, Sest Senat, Tribunal de Justiça, Prefeituras Municipais, Secretarias Municipais de Educação, Seduc e DRE, com empresas particulares, sensibilizando seus colaboradores para um trânsito mais seguro.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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