Mais de 1,3 mil pessoas retiraram os cartões dos Programas SER Família no primeiro dia do mutirão da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), no bairro CPA I, em Cuiabá. A retirada dos cartões ficará disponível até sexta-feira (05). A Setasc iniciou, nesta segunda-feira (1º.9), o mutirão para entregar os cartões para os beneficiários da Capital e Várzea Grande.
A entrega de cartões marcou um momento de proximidade com as famílias e de fortalecimento da rede de assistência social em Mato Grosso.
“É muito gratificante ver tantas famílias sendo acolhidas e recebendo seus cartões com dignidade. O Programa SER Família nasceu para isso: garantir assistência para as famílias. Saber que mães solo, trabalhadores e tantas pessoas em situação de vulnerabilidade já começam a sentir esse apoio em suas casas reforça a certeza de que estamos no caminho certo. O nosso compromisso é ampliar cada vez mais esse cuidado, porque nenhuma família mato-grossense pode ficar para trás”, destacou a primeira-dama Virginia Mendes.
A secretária adjunta de Programas e Projetos Especiais e Atenção à Família da Setasc, Juliane Maciel, enfatiza a dedicação no atendimento aos beneficiários do SER Família.
Juliane Maciel – Foto por: João Reis
“Em apenas um dia de mutirão, atendemos mais de mil e trezentas pessoas na Capital. Com atendimento de qualidade e eficiência a equipe do Programa SER Família, entrega todas as informações para os beneficiários e tiram suas dúvidas. Tudo isso acontecendo com o apoio dos nossos parceiros: município e Polícia Militar. Estamos atendendo toda a população cuiabana e mato-grossense, para que todos tenham o benefício do SER Família em mãos”, completou Juliane.
Para efetuar a retirada do benefício do cartão durante os mutirões, os beneficiários deverão estar munidos de documentos pessoais com foto. Apenas o titular do benefício pode fazer a retirada.
De acordo com Natasha dos Santos Silva, moradora do Pedra 90, o benefício é importante para auxiliar no pagamento de itens básicos.
Natasha dos Santos Silva – Foto Por: João Reis
“Fui fazer a retirada do cartão na parte da manhã, fui muito bem atendida e foi um processo rápido. Agradeço à primeira-dama Virginia Mendes, essa ação que ela faz pela população é excelente, ajuda muito as chefes de família, especialmente quem é mãe solo como eu. Muitas vezes, é difícil ter renda para comprar as coisas básicas para os filhos, como leite, fralda, então o benefício do SER Família auxilia e alivia muito para mim”, explicou.
De acordo com o secretário de Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso, Klebson Gomes, o mutirão representa um momento de cuidado e proximidade com as famílias de Cuiabá e Várzea Grande. Ele destacou que a missão da Secretaria é assegurar que o benefício chegue com agilidade e dignidade a quem mais precisa, ressaltando ainda o apoio fundamental da primeira-dama Virginia Mendes para a concretização da ação.
Klebson Gomes – Foto por: João Reis
“Ver mais de 1,3 mil pessoas atendidas já no primeiro dia demonstra que estamos no caminho certo, fortalecendo a rede de assistência social e garantindo mais dignidade às famílias mato-grossenses. É o apoio que a primeira-dama Virginia Mendes, quer para a população em vulnerabilidade. Esse resultado nos motiva a continuar trabalhando com dedicação para ampliar o alcance dos programas e assegurar que cada vez mais famílias tenham não apenas o benefício em mãos, mas também a esperança renovada de uma vida melhor”, finalizou.
Para Evillyn Michele da Silva, moradora do Planalto, a ação é fundamental para garantir dignidade no lar das famílias mais vulneráveis.
Evillyn Michele – Foto por: João Reis
“Por meio de um atendimento eficiente e de qualidade feito na sede da Setasc, consegui retirar o meu cartão SER Família. O programa é um benefício fundamental para as famílias do estado, a primeira-dama Virginia Mendes está de parabéns, por ter esse carinho e atenção pelas famílias mais vulneráveis de Mato Grosso”, concluiu.
Em Várzea Grande, o atendimento está disponível até sexta-feira (05), das 8h às 16h, no Ginásio Fiotão. Nos municípios do interior, as equipes da Polícia Militar farão a entrega dos cartões do Programa SER Família às secretarias municipais de Assistência Social, responsáveis pela distribuição aos beneficiários.
Após o procedimento de entrega dos cartões, cada contemplado terá o direito a receber o pagamento do benefício do Programa SER Família, já na recarga do mês de setembro. Os novos beneficiários passam a receber o valor de R$ 150, que serão debitados de forma mensal.
Além da entrega dos cartões, durante o mutirão os beneficiários também podem se inscrever nos cursos do Programa SER Família Capacita. A iniciativa tem como objetivo ampliar as oportunidades de qualificação profissional, sendo uma das condicionalidades do programa, e garantindo que as famílias não apenas recebam o benefício, mas também tenham acesso a ferramentas que favorecem a autonomia e a inserção no mercado de trabalho.
Da análise de vestígios em locais de homicídio à investigação de crimes ambientais, o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é fundamental para esclarecer ocorrências e subsidiar decisões da Justiça. Na área ambiental, a instituição atua na produção de provas técnicas que permitem identificar, dimensionar e comprovar danos causados aos recursos naturais em Mato Grosso.
A atuação é realizada pela Gerência de Perícias em Meio Ambiente (GPMA), unidade especializada na identificação, análise e quantificação de impactos provocados por atividades ilícitas contra a natureza.
Para o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Simões, a perícia ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a responsabilização de infratores e a preservação do patrimônio natural mato-grossense.
“A perícia ambiental é uma ferramenta essencial para a defesa do patrimônio natural de Mato Grosso. Por meio da ciência e da produção de provas técnicas, a Politec contribui para a responsabilização de infratores e para a preservação dos recursos naturais que são fundamentais para a qualidade de vida da população”, afirma.
Segundo o perito criminal George Adriano de Lamônica Araújo, o trabalho começa a partir do acionamento das autoridades policiais e envolve uma série de procedimentos técnicos para comprovar a materialidade do crime.
“A atuação da perícia ambiental é fundamentada na materialidade do ilícito ambiental. Nosso papel é constatar o dano, quantificar sua extensão, qualificar o impacto e, sempre que possível, determinar a autoria ou o nexo causal. O trabalho une o exame de campo à análise e ao processamento de dados geoespaciais”, explica.
Entre os crimes ambientais mais registrados em Mato Grosso estão o desmatamento ilegal, os incêndios florestais e queimadas irregulares, intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, casos de poluição ambiental e infrações relacionadas à pesca ilegal.
Para identificar e comprovar essas práticas, os peritos analisam diferentes tipos de vestígios. Em ocorrências de desmatamento, por exemplo, são avaliadas as características da vegetação afetada, os limites da área degradada e os indícios de utilização de maquinário pesado.
Nos incêndios florestais, o foco está na identificação do ponto inicial do fogo e na delimitação da área atingida. Já nos casos de poluição ambiental, são coletadas amostras de água e sedimentos para exames laboratoriais capazes de identificar contaminantes e mensurar os impactos causados ao ecossistema.
Tecnologia como aliada
O trabalho pericial ambiental conta com tecnologias que ampliam a precisão das análises e fortalecem a produção de provas técnicas.
Imagens de satélite, drones e softwares especializados permitem mapear áreas degradadas, reconstruir a dinâmica dos danos ambientais e fornecer informações detalhadas para investigações e processos judiciais.
“O trabalho começa ainda na fase de planejamento, com a análise de séries temporais de imagens de satélite para compreender quando o dano ocorreu e qual era o estado original da área. Em campo, validamos essas informações, realizamos imageamento aéreo e coletamos evidências físicas para posterior elaboração do laudo”, destaca George.
Entre as principais ferramentas utilizadas estão a vetorização de imagens de satélite, o mapeamento por drones e a fotogrametria computacional, técnica que possibilita a criação de ortomosaicos e imagens georreferenciadas de alta resolução.
Os laudos produzidos pela Politec são fundamentais para a responsabilização dos infratores e para a reparação dos danos ambientais.
“A perícia fornece a prova material do crime ambiental. Os laudos apresentam dados matemáticos, mapas de satélite e análises laboratoriais que subsidiam o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também realizamos a valoração dos danos ambientais, transformando os vestígios encontrados em elementos técnicos e jurídicos”, afirma o perito.
Além de demonstrar a existência do dano, a perícia delimita com precisão as coordenadas geográficas da área afetada, vinculando o ilícito à propriedade ou ao local de origem da infração e conferindo maior segurança jurídica aos processos.
Impactos para sociedade
Os crimes ambientais produzem consequências que vão além das áreas diretamente afetadas. O desmatamento compromete a biodiversidade, altera o regime de chuvas e impacta atividades econômicas importantes para o Estado.
As queimadas provocam problemas de saúde pública, especialmente entre crianças e idosos, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar. Já a contaminação de rios e nascentes pode comprometer o abastecimento de água e afetar comunidades que dependem diretamente desses recursos.
E é nesse contexto que entra a perícia ambiental como papel estratégico ao produzir provas que auxiliam na responsabilização dos infratores e na reparação dos danos causados ao patrimônio natural.
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