Educação

Mais de 55 mil professores do ES podem solicitar a CNDB

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O Ministério da Educação (MEC) anuncia que mais de 55,4 mil professores do estado do Espírito Santo podem solicitar a Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB), sendo 21,1 mil só em Vitória. Mais de 1,9 mil educadores que se destacaram na melhoria da qualidade do ensino no estado poderão solicitar o cartão com um voucher de R$ 3 mil para a compra de computadores e tablets do programa Mais Professores para o Brasil. A cerimônia ocorre nesta terça-feira, 10 de fevereiro, na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana, que fará a entrega simbólica de 1,3 mil unidades da CNDB a professores do Espírito Santo, além de 99 vales-computadores

Na cerimônia, Santana informou que desde 2023 não havia a contratação de novos professores, mas o Governo do Brasil já autorizou a contratação de 6.000 professores para os institutos federais e 9.800 para as universidades federais. Ele destacou que um estudo da Fundação Getúlio Vargas apontou que 65% da aprendizagem dos alunos depende do professor.  

“Nós temos que ter bons professores nas escolas públicas desse país, qualificados, com formação continuada, mestrado e, se possível, com doutorado e experiência em sala de aula. Nós temos que dizer para nossa nação que a profissão mais importante é a do professor, porque todo mundo passa pelo professor — o médico, o engenheiro, o advogado”, pontuou o ministro. Segundo ele, o MEC já emitiu 700 mil carteiras para docentes de todo o Brasil, “e podemos chegar a 2 milhões e duzentos mil carteiras”, ressaltou. 

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A professora Roberta Lima Gomes, do Departamento de Informática da Ufes, representou os professores na cerimônia. Para ela, que tem 20 anos de carreira docente na instituição, o reconhecimento da docência é muito mais do que um gesto institucional. “Ensinar é muito mais do que ministrar disciplinas. Ser docente é orientar, acolher, motivar e insistir quando os estudantes pensam em desistir e, ao mesmo tempo, construir um caminho para que eles persistam. Essa Carteira Nacional Docente representa muito mais que um documento, representa dignidade, reconhecimento, representa dizer a todos nós professores, que sim, nós somos essenciais. Um país que valoriza seus professores, valoriza muito mais do que uma profissão, está valorizando o próprio projeto de nação”, defendeu. 

A CNDB reconhece o trabalho dos professores no país, facilitando o acesso a benefícios garantidos para educadores das redes pública e privada, em todos os níveis e etapas da educação, como descontos em cinemas, teatros e shows.  

Além disso, a carteira pode ser usada para obter condições exclusivas em hospedagem, serviços, ferramentas pedagógicas e produtos de tecnologia, por meio do #TôComProf — uma parceria do MEC com empresas privadas para oferecer vantagens e promover a valorização da profissão docente. Atualmente, mais de 40 empresas participam da iniciativa, que permanece aberta a novas adesões. A lista com as parcerias é divulgada na página oficial do programa. A ação integra o programa Mais Professores para o Brasil

Agenda – A cerimônia de entrega das carteiras e dos vales-computadores, na Ufes, faz parte de uma série de compromissos que Santana cumpre em Vitória. Pela manhã, ele foi à universidade a bordo da Iara (Intelligent Autonomous Robotic Automobile). 

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Às 14h, no Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes da universidade (Hucam-Ufes), o ministro visita as obras do Centro de Pesquisas Clínicas e de reforma com ampliação do pronto-socorro e da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além de participar da solenidade de descerramento da placa de inauguração do raio-X telecomandado e emissão de ordem de serviço para a reforma do espaço que abrigará o Banco de Leite Humano do hospital universitário. 

Às 16h, os compromissos incluem visita ao IF Maker e solenidade de nomeação da professora Adriana Pionttkovsky Barcellos ao cargo de reitora do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes). 

Mais Professores – Instituído pelo Decreto nº 12.358/2025, o programa Mais Professores para o Brasil foi construído em reconhecimento ao papel central dos docentes no processo de aprendizagem dos estudantes e no sucesso das políticas educacionais. A iniciativa tem como objetivos fortalecer a formação docente; incentivar o ingresso de professores na educação pública; e valorizar os profissionais do magistério, proporcionando-lhes recursos e oportunidades de desenvolvimento profissional contínuo.  

O programa busca atender aproximadamente 2,7 milhões de docentes em todo o país e prevê as seguintes iniciativas: Pé-de-Meia Licenciaturas; Bolsa Mais Professores; Prova Nacional Docente; Portal de Formação; entre outras ações de valorização.  

Resumo | Mais educação para o Espírito Santo 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva (SE) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas

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O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.

O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.

A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.

A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.

Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.

Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.

A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.

Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.

O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.

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Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.

A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.

O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.

Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.

A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.

Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.

A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.

Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.

Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.

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Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.

Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).

O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.

A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.

Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.

Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.

A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.

Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE

Fonte: Ministério da Educação

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