Turismo

Mais de 70% dos paraenses apostam em legado positivo da Conferência do Clima, aponta pesquisa

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Em meio às discussões climáticas na COP30 em Belém (PA), uma pesquisa Atlasintel aponta que 72,6% dos paraenses preveem um legado positivo dos investimentos federais e estaduais feitos para o evento. O levantamento, que ouviu 1.006 pessoas de forma on-line de 12 a 19 de novembro, também indica que a maior parte dos consultados acredita no aumento do prestígio e da visibilidade do estado do Pará no Brasil (77,5%) e no exterior (69,3%).

A preparação de Belém para a conferência contou com diversas ações do Ministério do Turismo. A Pasta aportou, por exemplo, R$ 4,7 milhões na modernização da sinalização turística da cidade, com a instalação de 700 placas bilíngues em 27 circuitos estratégicos, incluindo as 39 ilhas da capital. O órgão também destinou R$ 322 milhões do Fundo Geral do Turismo (Novo Fungetur) a melhorias em empreendimentos privados do setor envolvidos na COP30.

O ministro do Turismo, Celso Sabino, avalia que a pesquisa confirma a perspectiva de avanços a partir do evento. “Muito além das discussões da COP30, que confirmam a liderança do Brasil na superação dos desafios do clima, os investimentos feitos significam melhores condições para turistas e moradores. E o turismo deixa a sua grande contribuição para o desenvolvimento sustentável da região, com mais oportunidades em vários setores”, ressalta.

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O Ministério do Turismo promoveu, ainda, a capacitação de prestadores de serviços turísticos com vistas à COP30. Por meio da Escola Nacional de Turismo, o órgão abriu mais de 3 mil vagas presenciais em qualificações estratégicas. Outra iniciativa foi a implantação de novas antenas 4G e 5G em Belém, uma ação conjunto com o Ministério das Comunicações e empresas privadas de telecomunicações para ampliar o acesso à rede de Wi-Fi gratuito.

A preparação da capital paraense envolveu investimentos do Governo do Brasil, em parceria com o Governo do Pará e a Prefeitura de Belém, que somam mais de R$ 630 milhões na promoção de obras estruturantes. As ações incluíram a modernização do Aeroporto Internacional da cidade, a requalificação do Terminal Portuário de Outeiro e a criação de novos atrativos urbanos e culturais voltados à sustentabilidade e à mobilidade.

CONFIRMAÇÃO – No início de novembro, um estudo do Ministério do Turismo em parceria com a Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados já apontava a percepção positiva dos moradores de Belém quanto à COP30. O levantamento indicou que 81% dos moradores acreditavam que a Conferência Mundial do Clima traria benefícios econômicos à cidade, indicando os setores de turismo, hotelaria e gastronomia como as áreas mais positivamente impactadas.

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Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo

Do doce de cacto ao tucupi negro: Salão do Turismo transforma Fortaleza em uma viagem pelos sabores do Brasil

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Quem visitou o Salão do Turismo, em Fortaleza, conseguiu viajar pelo Brasil sem sair do Centro de Eventos do Ceará. Bastava seguir o cheiro do café do Espírito Santo, experimentar um doce de cacto da Paraíba, provar uma geleia de torresmo de Santa Catarina ou descobrir aromas amazônicos no estande do Amapá. Ao longo dos três dias de evento, a gastronomia virou uma das principais experiências do Salão.

Realizado pelo Ministério do Turismo (MTur), pela primeira vez no Nordeste, o evento reuniu os 26 estados e o Distrito Federal em uma programação que conectou turismo, cultura, artesanato e sabores regionais.

Sabores com histórias

No estande da Paraíba, um dos produtos que mais despertou curiosidade foi o doce de palma, preparado a partir do cacto usado tradicionalmente na alimentação animal no sertão. Na culinária local, o ingrediente ganhou coco e virou sobremesa típica.

“É algo surpreendente pra quem prova pela primeira vez”, contou José Orlando, interlocutor de turismo de São José de Princesa. O município também apresentou trilhas, restaurantes típicos e experiências ligadas ao turismo rural e quilombola.

No espaço do Amapá, a proposta foi apresentar a chamada “culinária do meio do mundo”, marcada por ingredientes amazônicos e técnicas tradicionais da região. Entre os destaques estavam sobremesas feitas com cumaru, conhecido como a “baunilha da Amazônia”, além de pratos elaborados com tucupi negro, peixes regionais e castanha-do-brasil.

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“A floresta nos dá aromas, sabores e cores únicos. A gente trabalha com produtos da região e valoriza técnicas locais”, explicou Sandro Belo, presidente da Abrasel, no Amapá.

Já Santa Catarina apostou em produtos típicos do Vale Europeu, como bala de banana, geleias artesanais, salames italianos e até uma geleia feita à base de torresmo moído, tradição ligada à imigração europeia e à agricultura familiar do estado.

Vitrine nacional para pequenos produtores

No Armazém da Agricultura Familiar, pequenos produtores, de diferentes regiões do país, apresentaram doces, pimentas, queijos, molhos artesanais, cachaças e produtos típicos do Cerrado e do sertão nordestino.

Do Ceará, Katiuce Guerreiro levou produtos de um grupo que trabalha com turismo de base comunitária e sítios arqueológicos. “Quando a gente participa de um evento desse tamanho, o produto deixa de ser conhecido só localmente e passa a ter visibilidade nacional”, afirmou.

Já a Cooperativa Floryá, de Goiás, chamou atenção por causa dos sabores do Cerrado, como molhos artesanais, pastas de baru, mel de flor de laranjeira, cachaças e produtos feitos a partir de ingredientes típicos da região. 

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A história das produtoras também se destacou: formada exclusivamente por mulheres, a iniciativa nasceu durante a pandemia, quando agricultoras da região passaram a enfrentar dificuldades para comercializar os alimentos.

“A gente começou com um delivery de cestas básicas porque tinha produção parada e famílias passando necessidade. Depois, as mulheres perceberam que podiam produzir, vender e conquistar independência financeira”, contou Ana Caroline, gerente de projetos de inclusão da cooperativa.

Salão do Turismo

Realizado pela primeira vez no Nordeste, em Fortaleza, o 10º Salão do Turismo reuniu representantes dos 26 estados e do Distrito Federal em uma programação voltada à promoção de destinos, experiências e negócios. Ao longo de três dias, o evento promoveu palestras, rodadas de negócios, apresentações culturais, espaços gastronômicos e exposições de artesanato, além de debates sobre inovação, sustentabilidade, conectividade aérea, turismo de base comunitária e estratégias para o setor. 

A edição também marcou o fortalecimento das políticas de incentivo ao turismo interno e da integração entre poder público, iniciativa privada e comunidades locais, reforçando o papel do turismo como motor de desenvolvimento econômico, geração de emprego e valorização da diversidade brasileira.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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