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Manaus recebe 5ª Reunião Ordinária do CPG Ornamentais com destaque para participação dos pescadores ornamentais

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou, nos dias 19 e 20 de maio de 2026, em Manaus (AM), a 5ª Reunião Ordinária do Comitê Permanente de Gestão do Uso Sustentável dos Organismos Aquáticos Vivos para fins de Ornamentação e Aquariofilia (CPG Ornamentais), instância integrante da Rede Pesca Brasil voltada ao fortalecimento da gestão participativa e sustentável do setor. A reunião integrou o calendário oficial dos Comitês Permanentes de Gestão (CPGs) do ministério.

A reunião reuniu representantes do poder público, instituições de pesquisa, entidades do setor produtivo e, especialmente, pescadores que atuam diretamente na cadeia da pesca ornamental amazônica.

Durante os dois dias, foram discutidos assuntos relacionados ao ordenamento da atividade, avanços regulatórios, fortalecimento da aquariofilia, transparência institucional e aprimoramento dos instrumentos de gestão sustentável dos organismos aquáticos ornamentais. Também foi socializado com os membros o selo da aquariofilia, que em breve será lançado.

A participação ativa dos pescadores foi um dos principais destaques da reunião. Representantes da atividade apresentaram contribuições, relataram desafios enfrentados no cotidiano da pesca ornamental e participaram diretamente da construção de encaminhamentos e recomendações técnicas. “O espaço de diálogo reafirmou o compromisso do MPA com uma gestão participativa, baseada na escuta dos atores que vivenciam a realidade da pesca nos territórios”, citou Lariessa Soares, coordenadora geral.

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A programação contou ainda com visita técnica a empresas ligadas a Associação de Exportadores de Peixes Ornamentais do Amazonas, que são referências no segmento na região. “A atividade possibilitou o acompanhamento das etapas de manejo, manutenção e comercialização de organismos aquáticos ornamentais, além da troca de experiências entre empresários, técnicos e representantes institucionais”, contou Lariessa Soares.

A 5ª Reunião Ordinária do CPG Ornamentais reforçou a importância do diálogo entre governo, setor produtivo, pesquisadores e pescadores para o fortalecimento da ornamentação e aquariofilia no Brasil. A realização da reunião em Manaus evidencia o compromisso do MPA com a gestão participativa, o desenvolvimento sustentável da atividade e a valorização dos trabalhadores que movimentam a cadeia produtiva da pesca ornamental.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Soja em Mato Grosso se aproxima do limite de expansão e clima preocupa safra 2026/27

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A safra de soja 2026/27 em Mato Grosso pode marcar uma nova fase para o agronegócio brasileiro. Após anos de forte expansão territorial, o principal estado produtor do país dá sinais de que a ampliação da área cultivada está próxima do limite, tornando a produtividade e a eficiência no campo fatores cada vez mais decisivos para sustentar o crescimento da produção.

A avaliação é baseada na primeira projeção divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), analisada pelo consultor de agronegócio Antonio Prado G. B. Neto. Os números indicam que Mato Grosso deverá cultivar 13,05 milhões de hectares de soja na temporada 2026/27, avanço de apenas 0,25% em relação ao ciclo anterior.

O crescimento é considerado o menor dos últimos anos e reforça uma mudança estrutural no modelo de expansão da oleaginosa no estado. Nas últimas cinco safras, Mato Grosso incorporou aproximadamente 1,57 milhão de hectares ao sistema produtivo. Agora, o aumento da produção tende a depender menos da abertura de novas áreas e mais de investimentos em tecnologia, manejo e construção da fertilidade do solo.

Produtividade deve recuar com maior risco climático

Além da desaceleração da expansão territorial, a projeção do IMEA indica uma redução na produtividade média da soja.

A estimativa para a safra 2026/27 é de 62,44 sacas por hectare, volume 5,43% inferior ao registrado na temporada 2025/26.

A expectativa reflete a crescente preocupação com as condições climáticas para o próximo ciclo agrícola, especialmente diante das previsões de fortalecimento do fenômeno El Niño.

Modelos climáticos internacionais apontam probabilidade superior a 90% para a formação do fenômeno a partir do trimestre entre junho e agosto. Há ainda indicação de aumento do risco de um evento de intensidade forte a muito forte entre outubro de 2026 e fevereiro de 2027.

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Caso esse cenário se confirme, regiões do Centro-Norte brasileiro poderão enfrentar atraso no início das chuvas, períodos mais frequentes de veranicos e impactos sobre o desenvolvimento das lavouras de soja e, principalmente, do milho segunda safra.

Por outro lado, estados da Região Sul tendem a registrar volumes pluviométricos acima da média histórica.

Manejo e fertilidade do solo ganham protagonismo

Diante da possibilidade de um ambiente climático mais desafiador, especialistas destacam que a gestão agronômica será fundamental para reduzir riscos produtivos.

Práticas como correção do solo, construção de perfil, calagem, aprofundamento do sistema radicular e uso mais eficiente dos fertilizantes devem ganhar ainda mais importância na estratégia dos produtores.

A adoção dessas tecnologias pode aumentar a resiliência das lavouras diante de períodos de déficit hídrico e contribuir para preservar o potencial produtivo mesmo em cenários climáticos adversos.

Mercado de soja enfrenta baixa liquidez e preços pressionados

Enquanto as atenções se voltam para a próxima safra, o mercado da soja encerrou o mês de maio com baixa movimentação comercial e preços pressionados.

A comercialização permaneceu abaixo da média histórica, refletindo a cautela dos produtores diante das incertezas do mercado e da volatilidade internacional.

Nos portos brasileiros, os preços da soja ficaram aproximadamente R$ 15 por saca abaixo dos níveis observados no início da safra recorde colhida neste ano, reduzindo a atratividade para novas negociações.

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O cenário é influenciado pela ampla oferta global da oleaginosa, pelo comportamento da demanda internacional e pelas oscilações cambiais.

Milho recua, mas fundamentos seguem favoráveis

O mercado do milho também apresentou desvalorização ao longo de maio.

A pressão veio principalmente do avanço do plantio da safra norte-americana e do início da colheita da segunda safra brasileira, fatores que ampliaram a oferta disponível e contribuíram para a retração dos preços.

No mercado físico, o cereal acumulou queda próxima de R$ 5 por saca no período.

Apesar do recuo recente, os fundamentos do milho continuam considerados positivos por analistas do setor. O crescimento da demanda interna para produção de etanol e para a indústria de rações segue sustentando perspectivas favoráveis para o consumo do grão no Brasil.

Planejamento será decisivo para a próxima temporada

Com juros elevados, fertilizantes mais caros, margens mais apertadas e aumento da volatilidade climática, a safra 2026/27 exigirá dos produtores um nível ainda maior de planejamento e eficiência operacional.

Nesse novo cenário, o sucesso da atividade dependerá cada vez mais da gestão financeira, da construção da fertilidade dos solos, do uso racional dos insumos e da adoção de tecnologias capazes de elevar a produtividade.

A mensagem que emerge das primeiras projeções é clara: o crescimento da produção brasileira de soja não estará mais baseado apenas na expansão da área cultivada, mas principalmente na capacidade do produtor de extrair mais resultados por hectare em um ambiente de risco cada vez maior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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