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Manejo no pré-plantio é crucial para controlar plantas daninhas na soja

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Os sojicultores brasileiros já se preparam para a próxima safra, que inicia a semeadura em setembro. Um dos principais cuidados é o manejo de plantas daninhas ainda na fase pré-plantio, conhecido como dessecação pré-semeadura. A ação efetiva neste estágio, com o uso de herbicidas, é determinante para a produtividade da soja ao longo de todo o ciclo.

A Corteva Agriscience destaca o herbicida Paxeo® como uma ferramenta eficiente para controlar invasoras comuns à soja, oferecendo ação residual e prolongada sobre plantas de folhas largas e estreitas, sem antagonismo com graminicidas.

Importância do controle pré-plantio

Segundo André Baptista, Líder do Portfólio de Herbicidas da Corteva para Brasil e Paraguai, “com as condições climáticas recentes, devemos ter um dos anos mais desafiadores para controlar plantas daninhas. Chuvas no período do milho e durante o inverno favorecem a emergência de invasoras. A primeira aplicação de herbicida na dessecação pré-plantio é essencial para reduzir a pressão de infestação, facilitar o manejo pós-emergência e diminuir a necessidade de aplicações adicionais.”

Principais plantas daninhas na soja

Entre as invasoras que mais impactam a soja estão:

  • Buva (Conyza spp.): alta infestação no Sul, pode reduzir até 50% da produtividade e abrigar pragas e doenças.
  • Capim-pé-de-galinha (Eleusine indica): forma touceiras densas, dificultando aplicação de defensivos.
  • Trapoeraba (Commelina benghalensis): crescimento rápido em áreas de plantio direto, com impacto severo na produção.
  • Vassourinha-de-botão (Spermacoce verticillata): rápida capacidade de perfilhamento, competindo por água, luz e nutrientes.
  • Cravorana (Ambrosia artemisiifolia): reduz significativamente o rendimento nos estádios iniciais da soja.
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De acordo com a Embrapa, a convivência de plantas daninhas com a soja por apenas 21 dias pode reduzir a produtividade em até 12%, atrasar o ciclo da cultura e afetar número de vagens e massa seca da planta. Todas essas espécies apresentam tolerância ao glifosato, tornando o manejo pré-plantio ainda mais importante.

Paxeo® garante controle efetivo das invasoras

O herbicida Paxeo® pode ser aplicado na pré-semeadura, pré-emergência ou pós-emergência. Ele é absorvido pelas folhas e raízes, com translocação pelo floema, atuando no sistema radicular e nos pontos de crescimento das daninhas.

A tecnologia Arylex® active, presente no Paxeo®, oferece flexibilidade de aplicação de 7 a 50 dias antes do plantio e pode ser associada a graminicidas sem antagonismo. Estudos da Corteva indicam que o herbicida, aplicado na primeira janela de plantio, apresenta controle superior entre 15% e 40% frente a outras soluções testadas em trapoeraba e outras invasoras.

Boas práticas agrícolas aumentam a eficácia

Para obter o melhor desempenho do Paxeo®, os produtores devem seguir as recomendações de boas práticas agrícolas:

  • Aplicar com temperatura inferior a 30ºC e umidade relativa acima de 55%
  • Velocidade do vento entre 3 e 10 km/h
  • Volume de calda entre 100 e 150 L/ha
  • Pontas de pulverização com indução de ar, regulagem das gotas e barras a 50 cm de altura
  • Aplicar nas primeiras horas do dia, com plantas daninhas de até seis folhas
  • Uso de óleo metilado de soja e complementação do manejo com herbicida de contato em caso de chuvas ou escapes de invasoras
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A Corteva ainda oferece programas de Boas Práticas Agrícolas, como o Programa de Aplicação Responsável (PAR), que orienta sobre segurança, manipulação de defensivos e técnicas corretas de aplicação, contribuindo para maior produtividade e sustentabilidade na lavoura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas

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A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.

A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.

Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.

No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.

Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.

A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.

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O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.

As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.

Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.

Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.

A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.

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Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.

A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.

No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.

Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.

O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.

Fonte: Pensar Agro

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