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Mapa avança em sustentabilidade, inovação, territorialidade e fortalecimento das cadeias produtivas

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O balanço das ações da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 2025 revela um conjunto amplo de entregas que consolidou políticas públicas voltadas a uma agricultura mais sustentável, inovadora e alinhada ao desenvolvimento territorial. As iniciativas executadas ao longo do ano fortaleceram a produção rural em diferentes biomas, ampliaram a governança climática, consolidaram cadeias produtivas estratégicas, impulsionaram a recuperação de pastagens degradadas e estruturaram novos instrumentos voltados à inovação e à conectividade no campo.

Ao longo de 2025, a SDR apresentou resultados que destacam a abrangência nacional de sua atuação e o impacto direto na vida de agricultores, cooperativas, instituições de pesquisa e territórios rurais de todo o país.

“O que entregamos em 2025 foi a consolidação de uma política pública que conecta sustentabilidade, inovação e território. A SDR ajudou a reposicionar a agricultura brasileira no centro da agenda climática global, sem abrir mão de produtividade, inclusão e desenvolvimento regional”, afirma o secretário Marcelo Fiadeiro.

>> Confira as principais ações:

PLANO ABC+

A agenda climática da agricultura brasileira teve uma das maiores expansões dos últimos anos. O Plano Setorial para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária (Plano ABC+) passou por uma reorganização nacional que ampliou a participação dos estados e fortaleceu o monitoramento das ações. A publicação de novos Planos de Ação Estaduais, a reestruturação dos grupos gestores e o aumento da adesão de representantes do setor privado criaram um ambiente mais consistente para a implementação das tecnologias de baixa emissão.

A transparência ganhou força com a criação de 10 painéis públicos voltados ao acompanhamento do plano e com a entrada em operação do Painel de Metas de Mitigação e Adaptação e do Sistema de Informações do Plano ABC (SIGABC), que se tornaram ferramentas de consulta para técnicos, gestores, pesquisadores e produtores. A Comissão Executiva Nacional do Plano Setorial para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária (CENABC) foi atualizada e iniciou a revisão das diretrizes até 2028, processo que integrou métodos de planejamento, análise de risco e monitoramento contínuo.

O Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos do Brasil (Pronasolos) retomou sua governança, realizou reuniões técnicas e entregou o Plano de Ação 2026.

A SDR também avançou de forma significativa na agenda climática com a aprovação do Plano Clima. Ao longo de 2025, a Secretaria participou de um amplo processo de negociação, com diálogo permanente entre governo, setor produtivo e o Ministério do Meio Ambiente, o que permitiu elevar o plano a um novo patamar. O ano foi encerrado com a aprovação do Plano Clima para o período de 2025 a 2035, resultado de uma construção coletiva que contou com a atuação direta dos colaboradores da Secretaria.

COP30

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), realizada em Belém (PA), de 10 a 21 de novembro, tornou-se uma referência para a política agrícola brasileira. A Secretaria de Desenvolvimento Rural contribuiu diretamente para a estruturação da agenda da AgriZone, o maior espaço temático sobre agricultura sustentável já realizado em uma Conferência. O espaço foi montado na sede da Embrapa Amazônia Oriental, com áreas experimentais e vitrines tecnológicas.

O ambiente reuniu debates sobre metano, rastreabilidade, fertilizantes, financiamento climático, comércio internacional, agricultura de baixo carbono e a integração entre clima, saúde e biodiversidade. As discussões posicionaram o Brasil como referência na produção sustentável de alimentos, na pesquisa agropecuária e nas tecnologias para redução de emissões.

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A COP30 também foi um importante vetor de divulgação das entregas do Plano ABC+, dos avanços do Caminho Verde Brasil e das políticas de inovação coordenadas pela SDR. Ao final de 2025, a SDR liderou a maior inserção da agricultura brasileira na história das COPs, estruturando a contribuição nacional em nove eixos estratégicos, entre eles: agricultura como pilar da agenda climática; metano e pecuária tropical; consolidação da AgriZone; avanços em fertilizantes; comércio internacional, rastreabilidade e taxonomia; financiamento climático global; diplomacia agroclimática com mais de dez países; e integração Clima-Biodiversidade-Saúde, no enfoque One Health.

Durante a COP30, o Ministério da Agricultura e Pecuária registrou 112 participações, distribuídas em 54 eventos na AgriZone, 37 eventos na Blue Zone, além de 11 eventos em outros espaços e dez reuniões bilaterais. A AgriZone recebeu 24.469 visitantes, reuniu 46 delegações internacionais e promoveu 350 eventos.

Na Blue Zone, o Mapa participou de quatro Agendas de Ação, com destaque para o Objetivo-chave 8, voltado à recuperação de áreas degradadas e à agricultura sustentável. Na agenda de negociação da UNFCCC, foram aprovados compromissos que preveem financiamento climático de US$ 1,3 trilhão por ano até 2035, a meta de triplicar os recursos para adaptação no mesmo período e a definição de indicadores específicos para a agricultura, consolidando o setor como eixo estruturante da agenda climática internacional.

TERRITÓRIOS RURAIS RECEBEM INVESTIMENTOS E AÇÕES INTEGRADAS

O Plano Nordeste +Sustentável, direcionado ao desenvolvimento produtivo, econômico, social e ambiental da Região Nordeste e do norte de Minas Gerais, ampliou ações voltadas à qualificação gerencial, assistência técnica e fortalecimento das cadeias produtivas de leite, mel, fruticultura, avicultura, piscicultura e caprinovinocultura. Agricultores participaram de oficinas, consultorias, melhorias de gestão e atividades voltadas ao acesso a mercados públicos e privados.

O Plano Amazônia +Sustentável, voltado ao desenvolvimento rural sustentável da região amazônica, com base na conservação ambiental, na bioeconomia, na inovação tecnológica e na inclusão produtiva, avançou para a fase de execução direta. Houve ampliação de Sistemas Agroflorestais (SAFs), orientação técnica a produtores, fortalecimento de iniciativas de certificação e integração entre estados, instituições de pesquisa e organizações locais. Os projetos priorizaram a sociobiodiversidade, o manejo florestal, a bioeconomia e tecnologias de valorização de produtos da floresta.

SETOR FLORESTAL GANHA NOVOS INSTRUMENTOS E POLÍTICAS DE BIOECONOMIA

Programa Floresta +Sustentável foi fortalecido com a atualização do Plano Nacional de Florestas Plantadas e a construção de projetos multibioma voltados à recuperação produtiva de áreas degradadas, à integração de sistemas agroflorestais e ao incentivo à cadeia da sociobiodiversidade.

A Rede Floresta+ avançou em governança, com novos protocolos de cooperação entre produtores, empresas, governos estaduais e instituições científicas. O objetivo da Rede é promover uma articulação colaborativa que incentive práticas sustentáveis, amplie a transparência e facilite o acesso a financiamento para projetos de recuperação de áreas degradadas, reflorestamento e expansão da economia de base florestal.

A SDR também coordenou a elaboração de projetos apresentados ao Fundo Verde para o Clima e ao Fundo Global para o Meio Ambiente, com componentes voltados à redução de emissões, recuperação florestal, qualificação de sistemas produtivos e fortalecimento de comunidades rurais.

INOVAÇÃO, TECNOLOGIA E CONECTIVIDADE NO CAMPO

A agenda de inovação agropecuária ganhou força com a ampliação da Rede Nacional de Ecossistemas de Inovação. Quinze estados avançaram na elaboração de diagnósticos e planos estaduais, na criação de comitês gestores e na implementação de ações de estímulo ao empreendedorismo rural e ao desenvolvimento tecnológico.

plataforma Mapa Conecta foi lançada oficialmente e consolidou-se como espaço nacional de articulação entre startups, investidores, instituições de pesquisa e cadeias produtivas.

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O projeto Rural+Conectado, concluiu a captação de recursos para ampliação de redes, torres e infraestrutura de transmissão de dados, por meio das linhas de financiamento do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST), administradas pelo BNDES. A projeção de investimentos alcança R$ 300 milhões, destinados à implantação de fibra óptica, redes 4G e 5G, internet via rádio, banda larga fixa e torres de transmissão.

A iniciativa integra a estratégia de inovação do Mapa e é fundamental para a difusão de tecnologias no campo. A região Nordeste foi a mais beneficiada, fortalecendo a inclusão digital rural e a competitividade agrícola.

RECURSOS GENÉTICOS, BIODIVERSIDADE E ADAPTAÇÃO

A Política Nacional de Recursos Genéticos Avançados (RGen+) registrou avanços relevantes, com a criação da Rede Nacional de Adaptação Climática e Agrobiodiversidade (READAPTA). A iniciativa prevê aporte de R$ 100 milhões, provenientes da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e permitirá maior integração de bancos de germoplasma, mapeamento de espécies e ampliação de estudos sobre adaptação a eventos climáticos extremos.

Cursos de capacitação foram ofertados a pesquisadores, técnicos e gestores públicos, e diretrizes para conservação, uso e pesquisa de recursos genéticos agrícolas foram elaboradas com participação de órgãos federais, instituições científicas e representantes da sociedade civil.

CACAU E SISTEMAS AGROFLORESTAIS

A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) desenvolveu, ao longo de 2025, ações em pesquisa, manejo, melhoramento genético, bioeconomia e extensão rural. Houve ampliação da difusão de tecnologias para sistemas agroflorestais, manejo da vassoura-de-bruxa, controle fitossanitário, conservação de solos e melhoria da produtividade.

Um dos destaques foi o anúncio, durante a COP30, do projeto submetido ao Fundo Verde para o Clima (GCF), voltado à expansão da cacauicultura sustentável no Brasil, com ações integradas de adaptação climática, mitigação de emissões e fortalecimento de sistemas agroflorestais nos biomas Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado.

CADEIAS PRODUTIVAS, CERTIFICAÇÕES E ORGANIZAÇÃO COOPERATIVA

O Selo Arte ampliou o número de produtos certificados e registrou maior adesão de produtores artesanais de origem animal. Entre janeiro e novembro de 2025, foram emitidos 737 Selos Arte e 41 Selos Queijo Artesanal, totalizando 778 novos selos. O número total alcançou 2.452 Selos de Identificação Artesanal concedidos.

A Produção Integrada passou por atualizações normativas que tornaram os processos de auditoria e certificação mais consistentes. Indicações Geográficas e Marcas Coletivas tiveram novas concessões, valorizando territórios e produtos típicos.

O Programa Agro+Cooperativo ampliou ações de formação, assistência técnica e intercooperação, com avanços na colaboração com o Mercosul. O Programa +Leite Saudável incluiu novos projetos, aprimorou auditorias e fortaleceu o monitoramento da cadeia leiteira.

Plataforma Agro Brasil +Sustentável superou 40 mil acessos ao longo do ano, ampliando serviços de consulta, oficinas e integração com bases de dados oficiais. A produção orgânica avançou com ações de fiscalização, campanhas educativas e incentivo ao crédito rural com critérios de redução de juros.

O balanço de 2025 demonstra uma atuação integrada da SDR, que conecta política pública, ciência e território. As ações consolidadas ao longo do ano fortaleceram instrumentos estruturantes e lançaram bases para uma agricultura brasileira mais resiliente, conectada e sustentável, capaz de enfrentar os desafios climáticos, ampliar oportunidades no campo e gerar impactos concretos para produtores, comunidades rurais e a economia nacional.

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Feicorte 2026 terá grandes leilões de genética bovina, equina e ovina e ação solidária no agronegócio

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Feicorte 2026 reforça protagonismo dos leilões na pecuária brasileira

A Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, que será realizada entre os dias 23 e 26 de junho no Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente (SP), terá os leilões como um dos principais pilares de sua programação.

Além do conteúdo técnico e institucional, os remates irão reunir algumas das mais importantes linhagens da pecuária nacional, envolvendo genética bovina, ovina e equina de alto desempenho.

O evento também reforça o papel social do agronegócio, com ações beneficentes que destinam recursos para projetos de qualificação profissional e inclusão social.

Leilão Confraria da Carcaça Nelore abre programação

A agenda de remates tem início no dia 23 de junho, com o 3º Leilão Confraria da Carcaça Nelore, a partir das 19h30, com transmissão pelo Canal do Boi e organização da Central Leilões.

O pregão reunirá cerca de 30 lotes selecionados, incluindo:

  • Fêmeas doadoras
  • Bezerras com alto índice de carcaça por ultrassonografia
  • Novilhas premiadas
  • Cabeceiras de plantel
  • Cota de 50% de touro de destaque

Segundo o diretor comercial da Confraria da Carcaça Nelore, Fabio Souza de Almeida Filho, a participação na Feicorte reforça o posicionamento da entidade no melhoramento genético da pecuária de corte.

Leilão CV Nelore Mocho celebra 40 anos de seleção genética

No dia 24 de junho, ao meio-dia, o Espaço Tatersal recebe o Leilão CV Nelore Mocho, comandado pela Leilosul e transmitido pelo Canal do Boi.

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O remate celebra os 40 anos de seleção do criatório CV Nelore Mocho, referência nacional em genética bovina.

Serão ofertados 50 reprodutores da safra 2024, todos com avaliação genética completa pelos programas:

  • PMGZ
  • Geneplus
  • GMA

O objetivo é reforçar produtividade, desempenho e consistência genética no rebanho nacional.

Ovinocultura e equinos também ganham espaço na feira

A programação da Feicorte 2026 amplia a diversidade de espécies com leilões voltados à ovinocultura e equinocultura.

Leilão Elite Suffolk

No dia 25 de junho, às 19h, será realizado o Leilão Elite Suffolk, promovido pela Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos Suffolk (ABCOS), com apoio da ASPACO e ARCO.

O remate contará com ovinos Suffolk PO (Puro de Origem), reunindo animais de alto padrão genético para melhoramento e cruzamentos industriais.

Quarto de Milha e Paint Horse

Também no dia 25, às 19h, ocorre o 3º Leilão Feicorte – Quarto de Milha e Paint Horse, com oferta de matrizes, potros e animais domados, sob organização de criadores especializados e realização técnica da Criar Leilões.

Grupo Mazieiro reúne genética Nelore de elite

Ainda no dia 25 de junho, às 19h30, o 3º Leilão Grupo Mazieiro e Grandes Marcas – Fêmeas destaca o melhor da genética Nelore PO.

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O remate irá ofertar:

  • Matrizes de alto desempenho
  • Embriões
  • Prenhezes selecionadas
  • Genética voltada à fertilidade e produtividade

A comercialização será conduzida pela Leilosul, com transmissão pelo Canal do Boi e Rural Play.

Leilão Pecuária Solidária reforça papel social do agro

Encerrando a programação no dia 26 de junho, às 19h, será realizado o Leilão da Pecuária Solidária, iniciativa beneficente que destina 100% da renda ao Núcleo Tthere, em Presidente Prudente (SP).

O projeto, que já ultrapassou R$ 1 milhão arrecadado em edições anteriores, reúne doações de pecuaristas e empresários, incluindo:

  • Reprodutores de diversas raças
  • Equinos
  • Insumos e implementos agrícolas
  • Obras de arte e joias

Um dos destaques do formato é o sistema de “redoação”, no qual itens podem ser recomercializados durante o pregão, ampliando a arrecadação.

Segundo a organização, a iniciativa reforça o compromisso do agronegócio com ações sociais e impacto comunitário positivo.

Feicorte 2026 consolida integração entre genética, mercado e responsabilidade social

Com uma programação robusta de leilões e participação de diferentes cadeias produtivas, a Feicorte 2026 se consolida como um dos principais encontros do agronegócio voltados à genética animal na América Latina.

O evento reforça a integração entre tecnologia, investimento pecuário e responsabilidade social, ampliando oportunidades de negócios e fortalecendo a cadeia da carne no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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