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Mapa e Polícia Civil apreendem bebidas clandestinas em Curitiba

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Uma operação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Polícia Civil do Paraná (PCPR) resultou na apreensão de bebidas produzidas e comercializadas de forma irregular em Curitiba. A ação foi realizada no dia 3 de junho e identificou a fabricação e a venda de licores e cachaças sem registro no Mapa, em desacordo com a legislação federal.

A fiscalização contou com a participação de auditores fiscais federais agropecuários do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná (Sipov-PR) e do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), com apoio da Delegacia de Crimes contra a Economia e Proteção ao Consumidor (Delcon), da Polícia Civil, e do Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem-PR).

A operação foi desencadeada a partir de denúncia recebida pela Polícia Civil e contou com a atuação integrada do Mapa, que já acompanhava o estabelecimento e adotava medidas de fiscalização relacionadas à atividade. Durante a ação, foram constatadas irregularidades na produção e na comercialização de bebidas sem registro, em desacordo com as exigências legais aplicáveis ao setor.

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A fabricação ocorria em um imóvel adaptado para essa finalidade, enquanto os pontos de venda funcionavam nas proximidades da Pedreira Paulo Leminski e da Ópera de Arame, importantes pontos turísticos da capital paranaense.

Durante a operação, foram apreendidos produtos prontos para comercialização, bebidas em processo de fabricação, embalagens, rótulos e insumos utilizados na produção. Ao todo, foram recolhidas 61 garrafas de licor de diversos sabores, 56 garrafas sem rotulagem, nove garrafas de cachaça, 56 garrafas abertas em uso, três barris de cachaça, 551 minigarrafas de licor, seis bombonas de 20 litros contendo bebidas e 87 recipientes com misturas utilizadas na produção de cachaça e ingredientes vegetais.

Também foram coletadas amostras de cachaça com jambu e de licor para análises físico-químicas no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Jundiaí (SP). Os resultados subsidiarão os procedimentos administrativos decorrentes da fiscalização.

Em razão das irregularidades constatadas, foi lavrado auto de infração contra o estabelecimento.

A fiscalização realizada pelo Mapa tem papel fundamental na garantia da qualidade e da segurança dos produtos ofertados à população. Além de combater a produção e a comercialização clandestinas, as ações contribuem para assegurar a conformidade das bebidas com a legislação vigente, promovendo a concorrência leal e a proteção dos consumidores.

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O registro dos estabelecimentos e das bebidas permite a rastreabilidade da produção e fortalece os mecanismos de controle e fiscalização. A atuação integrada dos órgãos envolvidos busca coibir irregularidades e preservar a saúde pública.

As investigações e os procedimentos administrativos relacionados ao caso seguem em andamento.

O Mapa é o órgão responsável pelo registro e pela fiscalização dos estabelecimentos produtores de bebidas no Brasil. Toda bebida comercializada no país deve ser produzida por estabelecimento previamente registrado no Ministério, e seus rótulos devem conter o respectivo número de registro. A exigência também se aplica aos produtos artesanais e coloniais.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação de bovinos vivos ultrapassa 1 milhão de cabeças e avança com padronização sanitária no Brasil

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Exportação de “boi em pé” bate recorde e supera US$ 1 bilhão

A exportação de bovinos vivos pelo Brasil, conhecida como comércio de “boi em pé”, atingiu um novo recorde em 2025. Foram embarcadas cerca de 1,07 milhão de cabeças, crescimento de 5,53% em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira dos Exportadores de Animais Vivos (Abreav).

O desempenho reforça a consolidação do país no mercado internacional de proteína animal e acompanha o aumento da demanda por padronização sanitária, rastreabilidade e eficiência operacional em toda a cadeia produtiva.

Em termos de faturamento, o setor ultrapassou US$ 1 bilhão no último ano, alta de 26,1%, conforme dados da Scot Consultoria com base na plataforma Comex.

Os principais destinos do gado vivo brasileiro seguem concentrados no norte da África e no Oriente Médio, com destaque para Turquia e Egito.

Padronização sanitária se torna peça-chave para competitividade do setor

Com o aumento do volume exportado, a padronização de protocolos sanitários passou a ser um dos principais pilares da atividade.

Para atender às exigências internacionais, os animais são concentrados em fazendas de pré-embarque, onde passam por etapas de manejo sanitário e adaptação antes do transporte marítimo.

Esse processo, que pode levar entre 60 e 80 dias desde a contratação até a entrega no destino final, eleva o desafio imunológico dos rebanhos e exige rigor no controle sanitário, alimentar e logístico.

Segundo o presidente da Abreav, Ricardo Barbosa, a qualidade do manejo pré-embarque é determinante para o resultado da operação.

“A nossa imagem como exportador vai transparecer quando os animais chegam no destino. Se os procedimentos não são adequados previamente, esses animais têm uma tendência muito maior a ficarem doentes no trajeto. Querer economizar na recepção traz um impacto negativo enorme para a produção”, afirma.

Protocolos sanitários reduzem perdas em até 50%

Nos últimos anos, o setor avançou na adoção de protocolos sanitários padronizados. Estima-se que cerca de 85% do gado vivo exportado pelo Brasil siga atualmente o protocolo desenvolvido pela Biogénesis Bagó, em parceria com a Abreav.

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A iniciativa contribuiu para a atualização de normas técnicas e procedimentos operacionais padrão (POPs), resultando em maior eficiência sanitária e operacional.

De acordo com o setor, a padronização permitiu uma redução de até 50% nas perdas relacionadas à saúde animal, fortalecendo a competitividade brasileira em mercados cada vez mais exigentes.

Fiscalização rigorosa e rastreabilidade reforçam segurança das exportações

O modelo de exportação de bovinos vivos no Brasil opera sob regras estabelecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com fiscalização presencial em 100% das operações de embarque.

Entre as exigências estão rastreabilidade individual dos animais, controle sanitário rigoroso e protocolos de contingência logística e sanitária.

Para especialistas do setor, esse conjunto de medidas é fundamental para garantir previsibilidade, segurança e credibilidade ao produto brasileiro no mercado internacional.

Manejo sanitário e recuperação dos animais são decisivos na operação

Segundo o gerente nacional de Demanda da Biogénesis Bagó, Bruno Di Rienzo, o desempenho sanitário dos animais é resultado direto de um modelo estruturado em três pilares: exigências internacionais, adaptação às condições brasileiras e recuperação pós-transporte.

“O nosso trabalho apoia-se em três pilares estratégicos: cumprir com rigor as exigências internacionais, adaptar a prevenção à realidade brasileira e potencializar a recuperação desses animais após o transporte até os locais de embarque”, explica.

O uso de protocolos sanitários integrados, incluindo endectocidas, antibióticos, vacinas e suplementação vitamínica, tem contribuído para reduzir estresse, perdas de peso e mortalidade durante o transporte marítimo.

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Eficiência sanitária melhora resultados econômicos da atividade

A padronização dos protocolos também trouxe impacto direto na rentabilidade da atividade.

Segundo Ricardo Barbosa, o avanço técnico permitiu reduzir em cerca de 50% a mortalidade em comparação aos primeiros ciclos da operação, especialmente em animais F1.

“O resultado econômico do negócio depende da eficiência dos animais. O retorno financeiro desse cuidado imunológico é muito rápido”, avalia.

Brasil amplia infraestrutura logística para exportação de bovinos vivos

O crescimento da atividade também impulsiona investimentos em infraestrutura logística. Novos portos vêm sendo habilitados para embarque de animais vivos, ampliando a capacidade operacional do país.

Entre os terminais autorizados estão portos no Rio de Janeiro (RJ), Natal (RN), São Luís (MA) e Ilhéus (BA), o que fortalece a competitividade logística do Brasil no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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