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Mapa lança curso EAD sobre sustentabilidade no campo em parceria com o IABS durante a COP30

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou, nesta quarta-feira (12), durante a COP30, o lançamento do curso de ensino a distância (EAD) do Projeto Rural Sustentável Amazônia (PRS Amazônia), iniciativa coordenada pelo Mapa e executada pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS).

O anúncio foi feito durante o painel “Educação e Popularização para Sustentabilidade no Meio Rural”, realizado na AgriZone, espaço dedicado à agricultura sustentável e à inovação no campo. O evento contou com a mediação do auditor fiscal federal agropecuário do Mapa, Sidney Medeiros, e reuniu representantes do IABS e de entidades parceiras.

A formação está disponível gratuitamente no site do projeto e oferece dois módulos: introdutório (30h) e avançado (60h). O curso é voltado a produtores rurais, estudantes, técnicos e cidadãos interessados em conhecer práticas sustentáveis e de agricultura de baixa emissão de carbono.

“Esse projeto acontece nos biomas Cerrado e Amazônia e tem o objetivo de convencer produtores a adotar práticas de agricultura sustentável. Dentro dele há um componente de educação que trabalha tanto com crianças nas escolas quanto com produtores e técnicos de campo, para deixar um legado após o término das ações”, explicou Sidney Medeiros durante o painel.

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Também participaram da atividade João Batista Uchoa, coordenador-geral da Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP); Kamila Oliveira, coordenadora operacional do PRS-Cerrado; e Andrea Libano, coordenadora de capacitação do PRS-Amazônia.

“A partir de hoje, qualquer pessoa pode acessar o curso e conhecer mais sobre o Plano ABC, as mudanças climáticas e as cadeias produtivas trabalhadas pelo projeto”, completou Medeiros.

O painel destacou a educação e a popularização científica como instrumentos essenciais para fortalecer o legado do Projeto Rural Sustentável, que atua nos biomas Cerrado e Amazônia com ações de capacitação, assistência técnica e incentivo à adoção de práticas agrícolas de baixo carbono.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Produtividade no campo: 3 fatores essenciais que aumentam o rendimento e o lucro da lavoura

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Produtividade agrícola depende de decisões ao longo de todo o ciclo produtivo

A busca por maior produtividade no campo não está relacionada apenas ao uso de insumos ou tecnologias isoladas. O desempenho da lavoura é resultado de um conjunto de decisões que começam antes do plantio e seguem até a colheita, envolvendo manejo do solo, disponibilidade hídrica e uso de tecnologias de precisão.

Especialistas destacam que enxergar a propriedade como um sistema integrado é fundamental para alcançar melhores resultados e maior rentabilidade.

1. Preparo do solo é a base da produtividade agrícola

O primeiro fator determinante para o sucesso da lavoura é o preparo adequado do solo. A correção da acidez, o equilíbrio nutricional e a melhoria da estrutura física são etapas essenciais para garantir condições ideais ao desenvolvimento das plantas.

Um solo bem manejado favorece o crescimento das raízes, melhora a retenção de água e aumenta a eficiência na absorção de fertilizantes. Além disso, reduz riscos de compactação, erosão e perdas produtivas ao longo do ciclo.

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Segundo o engenheiro agrônomo e diretor da Hydra Irrigações, Elidio Torezani, o solo é o ponto de partida da produtividade.

“Se o solo não estiver equilibrado, a planta não consegue expressar todo o seu potencial produtivo”, afirma.

2. Manejo da água garante estabilidade e previsibilidade na produção

A água é um dos principais fatores que limitam a produtividade agrícola. Tanto o déficit quanto o excesso hídrico podem comprometer o desenvolvimento das culturas e reduzir o potencial produtivo.

Por isso, o manejo adequado da irrigação é considerado estratégico para garantir estabilidade na produção, especialmente em regiões com variação climática.

Com o uso de sistemas de irrigação, o produtor consegue suprir a demanda hídrica da planta nos momentos críticos, reduzindo o estresse e promovendo crescimento mais uniforme.

“O controle da água traz previsibilidade. O produtor deixa de depender apenas do clima e passa a ter mais domínio sobre a lavoura”, explica Torezani.

3. Irrigação por gotejamento aumenta eficiência no uso da água

Entre as tecnologias disponíveis, a irrigação por gotejamento se destaca pela alta eficiência no uso da água e dos nutrientes.

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O sistema aplica a água diretamente na região das raízes, em pequenas quantidades e de forma controlada, reduzindo perdas por evaporação e lixiviação. Essa precisão permite maior aproveitamento hídrico e melhor desempenho das culturas.

Quando associada à fertirrigação, a tecnologia também potencializa o uso de fertilizantes, contribuindo para plantas mais vigorosas e produtivas.

“O gotejamento fornece exatamente o que a planta precisa, no momento certo. Isso impacta diretamente na produtividade final”, destaca o engenheiro agrônomo.

Eficiência no manejo define o resultado da safra

A combinação entre solo bem estruturado, manejo hídrico eficiente e uso de tecnologias como a irrigação por gotejamento forma a base da agricultura de alta produtividade.

Em um cenário de custos elevados e maior exigência por eficiência, a tomada de decisão ao longo do ciclo produtivo se torna determinante para garantir rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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