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Mapa participa da Anuga 2025 na Alemanha e visita fazenda modelo voltada à inovação agrícola

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) participou da Anuga 2025, a maior feira de alimentos e bebidas do mundo, realizada entre os dias 4 e 8 de outubro, em Colônia, na Alemanha. O evento bienal reuniu mais de sete mil expositores de mais de cem países e é considerado a principal vitrine global de tendências, tecnologias e negócios do setor alimentício.

A presença brasileira foi coordenada pela ApexBrasil, com o apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Nesta edição, o país registrou participação recorde de 150 expositores, número histórico de empresas brasileiras com estande na feira.

A delegação do MAPA realizou uma ampla visita aos espaços nacionais, em um movimento de escuta ativa das demandas do setor exportador, reforçando o diálogo com empresas e cooperativas que já atuam no mercado internacional.

Para o secretário Luís Rua, “essa foi mais uma oportunidade de mostrar o Brasil ao mundo e escutar os desafios e oportunidades a partir da ótica dos nossos produtores e exportadores. Saio convicto de que o Brasil ocupará um espaço ainda maior de destaque no comércio internacional de produtos agropecuários.”

Além dos expositores, cerca de 200 outras empresas brasileiras participaram de missões prospectivas e projetos setoriais, totalizando 350 companhias e cooperativas representando o Brasil — a maior delegação nacional já presente na história da Anuga.

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A delegação do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) foi chefiada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, e contou com o adido agrícola do Brasil na Alemanha, Eduardo Sampaio, e o diretor de Negociações Não Tarifárias da SCRI, Augusto Billi.

VISITA TÉCNICA À FAZENDA MODELO E À SEDE DA BAYER

Durante a missão à Alemanha, a delegação brasileira realizou visita técnica à Bayer ForwardFarm (fazenda modelo), em Rommerskirchen, no oeste da Alemanha. O grupo trocou experiências com o proprietário da fazenda e sua equipe sobre gestão de propriedades, políticas agrícolas, comércio internacional e a percepção do produtor rural na sociedade alemã.

O programa Bayer ForwardFarm é uma iniciativa global da empresa que transforma propriedades rurais em laboratórios vivos de inovação agrícola, promovendo o uso responsável de defensivos, o manejo eficiente de recursos naturais e a integração de tecnologias digitais para aumentar a produtividade e reduzir o impacto ambiental.

Na parte da tarde, a delegação esteve na sede da Bayer CropScience AG, em Monheim am Rhein, onde foi recebida pela gestão da empresa. O grupo conheceu o centro de inovação e os laboratórios de desenvolvimento de defensivos agrícolas, além de novas tecnologias voltadas à agricultura regenerativa e à mitigação de impactos ambientais.

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Fundada em 1863, a Bayer é uma das maiores empresas globais de ciência aplicada à saúde e à agricultura, com operações em mais de 80 países. Sua divisão agrícola, Bayer CropScience, é referência mundial no desenvolvimento de soluções em biotecnologia, proteção de cultivos e agricultura digital, com foco em produtividade e sustentabilidade.

COOPERAÇÃO E EXPANSÃO DE MERCADOS

A missão à Alemanha encerrou uma intensa agenda oficial do MAPA na Europa, que incluiu ainda participação em seminários e eventos na embaixada do Brasil na Itália e na FAO, e reuniões técnicas na Comissão Europeia (Bruxelas) sobre temas sanitários e fitossanitários, além do avanço das negociações do Acordo de Associação Mercosul–União Europeia.

A participação brasileira na Anuga 2025 reafirmou o compromisso do país com a expansão comercial e o fortalecimento de parcerias no comércio internacional de alimentos. Cada novo contrato e encontro na feira representa o resultado de um trabalho coletivo em prol da inserção global do agronegócio brasileiro.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Justiça Federal concede 10 anos para produtor pagar dívidas com a Caixa

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A 2ª Vara Federal Cível e Criminal de Cáceres (MT) determinou que a Caixa Econômica Federal reestruture o pagamento de uma dívida de crédito rural de R$ 925,6 mil, concedendo ao produtor um prazo de 10 anos para a quitação, com a primeira parcela fixada para março de 2027. A decisão, proferida pela juíza federal Ana Lya Ferraz da Gama Ferreira no dia 1º de julho de 2026, suspende a execução extrajudicial que estava em curso pelo banco e blinda o produtor contra restrições cadastrais, ao mesmo tempo em que veda a cobrança de juros moratórios ou multas sobre o saldo devedor.

O despacho afasta a mora — a inadimplência técnica — e obriga o banco a reformular o contrato, fundamentando-se na comprovação técnica de uma quebra superior a 50% na produtividade da safra de soja na propriedade. Ao analisar o pedido, o Judiciário entendeu que o contrato original, diante dos prejuízos climáticos, tornava-se inexequível, ameaçando a continuidade da atividade agrícola. A decisão rejeitou o argumento da Caixa, que invocava o princípio da liberdade contratual e a nova regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN) para recusar o alongamento da dívida.

Impactos e desdobramentos

A decisão ocorre em um momento de tensão regulatória. No mesmo dia da sentença, entrou em vigor a Resolução nº 5.314 do CMN, que alterou o Manual de Crédito Rural (MCR) para conferir às instituições financeiras maior autonomia para decidir sobre prorrogações de dívidas, sob o critério de “conveniência e decisão” bancária. A sentença de Mato Grosso, portanto, não é apenas um caso isolado de cobrança, mas um sinal de alerta para o mercado financeiro: a autonomia concedida pelo CMN aos bancos não é absoluta perante o Judiciário.

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Embora o efeito desta decisão não seja automático para outros produtores — ou seja, não se trata de uma lei que obriga todos os bancos a alongarem dívidas em todo o país —, o caso funciona como um “leading case” ou precedente persuasivo. Advogados do setor agropecuário devem utilizar este entendimento em outros tribunais para demonstrar que, quando há comprovação de frustração de safra, o direito ao alongamento da dívida de crédito rural deve prevalecer sobre normas administrativas de conveniência bancária.

O novo cenário de judicialização

Para o setor produtivo, a decisão abre uma porta de saída, mas exige cautela. O precedente demonstra que o Judiciário não agirá como um “cancelador” de dívidas. A magistrada só concedeu o benefício porque a defesa apresentou laudos técnicos irrefutáveis sobre a quebra de produtividade. Isso sinaliza que produtores que buscam o Judiciário para evitar a falência precisarão de governança impecável: contabilidade em dia, monitoramento climático e provas técnicas de que a inadimplência é fruto do clima, não de má gestão.

Para o sistema financeiro, a notícia traz um aumento no risco de “judicialização” do crédito rural. Se os tribunais consolidarem o entendimento de que a prorrogação de 10 anos é uma medida de justiça social e econômica, os bancos serão forçados a recalibrar suas carteiras de risco. O efeito prático disso pode ser uma maior seletividade na concessão de crédito, com exigências mais rigorosas de garantias, ou até mesmo um aumento nas taxas de juros para compensar a possibilidade de, em caso de quebra de safra, o pagamento ser alongado judicialmente por uma década.

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O caso segue para as instâncias superiores, já que a Caixa Econômica Federal deve recorrer da decisão. Até que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) pacifique o tema, o cenário será de insegurança jurídica, com produtores buscando amparo nos tribunais federais para garantir a viabilidade das lavouras em anos de insucesso climático.

Fonte: Pensar Agro

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