Agro News

Máquinas agrícolas incorporam inovações para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas

Publicado

Desafios climáticos exigem adaptação no campo

Com janelas de plantio e colheita cada vez menores, os produtores precisam de soluções rápidas e práticas. De acordo com Breno Cavalcanti, diretor de marketing da Massey Ferguson, as mudanças climáticas intensificam a imprevisibilidade no campo, exigindo equipamentos mais resistentes e adaptados a condições extremas, como secas prolongadas e chuvas intensas.

Simplicidade operacional e menor custo de manutenção

Um dos principais avanços do setor é a busca por máquinas de operação simplificada. Essa característica facilita ajustes, diagnósticos e manutenções, especialmente em períodos críticos. Além disso, o baixo custo de manutenção permite a retomada rápida das atividades, reduzindo perdas provocadas por intempéries.

Resistência em condições extremas

A nova geração de máquinas agrícolas é desenvolvida para suportar ambientes desafiadores. Componentes eletrônicos blindados, cabos e conectores protegidos aumentam a durabilidade dos equipamentos. Já a tecnologia embarcada proporciona diagnósticos eficientes, identificando falhas elétricas, mecânicas ou hidráulicas antes que comprometam a operação.

Telemetria como aliada da produtividade

O uso da telemetria vem ganhando destaque ao possibilitar o monitoramento em tempo real. Por meio dessa ferramenta, é possível detectar problemas de forma precoce e até corrigi-los remotamente, prolongando a vida útil das máquinas e evitando danos mais graves.

Leia mais:  Oferta elevada pressiona mercado de frango vivo e mantém preços estáveis no atacado
Apoio técnico para melhor desempenho

Além da tecnologia, o suporte técnico oferecido pelas fabricantes desempenha papel essencial. Orientações em campo e materiais educativos ajudam o produtor a adotar boas práticas de manutenção, prevenindo riscos e garantindo maior eficiência na utilização dos equipamentos.

Agricultura mais sustentável e eficiente

Essas inovações representam uma resposta direta às demandas impostas pelas mudanças climáticas. Com máquinas mais robustas, tecnológicas e preparadas para cenários adversos, os agricultores têm melhores condições de preservar a produtividade e assegurar a sustentabilidade de suas operações no longo prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

Publicado

As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

Leia mais:  Com 40,9% do rebanho de búfalos do Brasil, estado se consolida como potência do agronegócio

Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

Leia mais:  Agronegócio puxa crescimento e redesenha ranking das economias estaduais em 2025

Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana