Política Nacional

Marcio Bittar questiona reportagens sobre obras na Amazônia

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O senador Marcio Bittar (PL-AC), em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (13), afirmou que há uma campanha com o objetivo de enfraquecer a soberania brasileira sobre a Amazônia, patrocinada pela Rainforest Investigations Network (Rede de Investigações sobre a Floresta Tropical, em português) em parceria com o jornal Folha de S.Paulo

O parlamentar lamentou que reportagens divulgadas “responsabilizam o Brasil por uma suposta devastação ambiental”, desconsiderando que grande parte do bioma está preservada. Para ele, a iniciativa fortalece pressões internacionais que dificultam a implementação de obras de infraestrutura e o uso de recursos naturais.

— É interessante, porque o bioma amazônico tem 86% preservado. Não sei onde essa ONG [a Rainforest Investigations Network, do Pulitzer Center] está vendo devastação. Devastação, talvez, ocorra na Noruega, que é um país milionário, mas que vive da exploração de petróleo e gás — disse, informando que a rede é financiada pelo governo norueguês.

Bittar questionou reportagem sobre a construção de uma estrada ligando Porto Walter a Cruzeiro do Sul (ambos no Acre) pela prefeitura do primeiro município. Criticando o material jornalístico, o senador relatou as dificuldades enfrentadas por comunidades isoladas do estado, como Porto Walter e Thaumaturgo, que dependem do transporte fluvial para acesso a mercadorias e serviços básicos. E afirmou que o isolamento encarece alimentos e combustíveis, além de afetar a oferta de serviços de saúde e educação na região.

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— Alguém faz ideia de como é que se leva a saúde pública a um município isolado da Amazônia, que não tem estrada, em que o rio seca? Alguém faz ideia de como é que se levam educação pública, merenda, professor? As crianças andam horas e horas, às vezes mais de meio dia, a pé, no meio da Floresta Amazônica, para chegar ao posto de saúde, para chegar a uma escola! Isso, para a Folha de S.Paulo, vendida para o capital externo, não interessa nada ao Brasil — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Em sessão especial, representantes da maçonaria destacam papel da instituição

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Em sessão especial nesta sexta-feira (28) em homenagem ao Dia do Maçom, comemorado anualmente em 20 de agosto, representantes de organizações maçônicas de vários estados brasileiros lembraram o papel da instituição na história do país e defenderam a aproximação entre as diversas vertentes da maçonaria.

O dia 20 de agosto refere-se à fundação do Grande Oriente do Brasil (GOB), com a fusão das lojas Esperança, Comércio e Artes, União e Tranquilidade, no Rio de Janeiro, em 1822. Naquela ocasião, o maçom Joaquim Gonçalves Ledo defendeu a urgência da independência do Brasil, proclamada por Dom Pedro I semanas depois.

— A comemoração do dia de hoje se dá principalmente por ter sido a Proclamação da Independência o resultado incansável do trabalho de maçons que iniciaram um movimento liberal – afirmou o senador Izalci Lucas (PL-DF), um dos autores do requerimento para a realização da sessão.

Entidades maçônicas

Participaram da sessão lideranças das diferentes vertentes da maçonaria no Brasil, como o Grande Oriente do Brasil, a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) e a Confederação Maçônica do Brasil (Comab). Secretário-geral da CMSB, Armando Assumpção defendeu um fortalecimento da relação entre as três, ressalvando que cada uma tem plena autonomia e sua própria história e estrutura.

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O grão-mestre geral do GOB, Ademir Cândido da Silva, destacou o papel histórico da maçonaria.

— Há instituições que atravessam a história, e há instituições que ajudam a história a encontrar o seu caminho – afirmou.

Secretário-geral da Comab, Cassiano Moreno afirmou que a maçonaria atual deve “honrar o legado” das gerações anteriores, atuando em um Brasil “cheio de desafios, que ainda convive com desigualdades, violência, intolerância, corrupção, pobreza e a dificuldade de convivermos com quem pensa diferente de nós”.

Adalberto Alízio Eyng, grão-mestre geral adjunto do GOB, afirmou que ser maçom é “ser amante da virtude, da sabedoria e da justiça, é estender a mão a quem sofre, é ser voz diante da injustiça, cultivar a harmonia das famílias e, em especial, promover a concórdia entre os homens”. Presidente da CMSB e grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal, Cassiano Teixeira de Morais saudou a união dos representantes da maçonaria brasileira e disse que a instituição está associada não só a grandes transformações sociais, mas também individuais.

O requerimento para a realização da sessão foi assinado também pelos senadores Confúcio Moura (MDB-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Lucas Barreto (PSD-AP) e pelas senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Professora Dorinha Seabra (União-TO).

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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