Política Nacional

Marcos Rogério diz que STF viola Estado de direito

Publicado

Em pronunciamento no Plenário do Senado nesta quarta-feira (20), o senador Marcos Rogério (PL-RO) criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que o Brasil enfrenta uma crise institucional com rompimento de princípios do Estado democrático de direito. O parlamentar apontou o que considerou violações processuais e questionou investigações e decisões do tribunal, entre elas as relacionadas ao pastor Silas Malafaia.

— O devido processo legal não é um adorno constitucional, é a espinha dorsal do sistema de Justiça. É ele que assegura a cada cidadão o direito de ser julgado por um juiz imparcial, com respeito à ampla defesa e ao contraditório. Não é isso o que vemos, e o mundo está a observar — acusou.

Marcos Rogério declarou que há concentração de competências no STF, como a instauração de inquérito, investigação, denúncia, julgamento e execução de penas, tudo feito por um mesmo ministro. Também mencionou a aplicação de penas que considera desproporcionais a réus relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023 e alegou ausência de individualização de condutas. Em sua avaliação, essas práticas comprometem garantias constitucionais.

Leia mais:  Comissão aprova tipificação do crime de homicídio vicário, quando se mata o filho para atingir a mãe

O senador defendeu que o Congresso Nacional exerça seu papel constitucional de fiscalização e equilíbrio entre os Poderes, especialmente em situações que envolvam possível violação de direitos e garantias fundamentais. Segundo ele, é responsabilidade do Parlamento zelar pelo cumprimento da Constituição e preservar a legitimidade das instituições democráticas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Comentários Facebook
publicidade

Política Nacional

Procurador que denunciou fraude em PE é incluído no Livro dos Heróis da Pátria

Publicado

O procurador da República Pedro Jorge de Melo e Silva, assassinado em 1982 após denunciar a fraude conhecida como Escândalo da Mandioca, terá o nome inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. É o que prevê a Lei 15.446, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada em edição extra do Diário Oficial da União na última terça-feira (30).

A iniciativa é resultado do projeto de lei (PL) 3.663/2023, da senadora Teresa Leitão (PT-PE). O Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria está depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília.

Pedro Jorge de Melo e Silva foi assassinado no dia 3 de março de 1982, ao sair de uma padaria em Olinda (PE). Três meses antes, ele havia oferecido denúncia contra oficiais da Polícia Militar de Pernambuco, um deputado estadual e outras 21 pessoas envolvidas na fraude.

Os denunciados se passavam por produtores rurais e conseguiam empréstimos no Banco do Brasil para plantação de mandioca. Em seguida, alegavam que a seca havia destruído a plantação e recebiam o seguro agrícola. Pedro Jorge recebeu o inquérito e, mesmo ameaçado, denunciou os envolvidos.

Leia mais:  Projeto do governo propõe criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana