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Mata Atlântica registra menor desmatamento em 40 anos e impulsiona nova economia baseada na restauração florestal

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A Mata Atlântica chega ao Dia Nacional da Mata Atlântica, celebrado em 27 de maio, em um cenário histórico de avanço ambiental e econômico. O bioma registrou, em 2025, o menor índice de desmatamento dos últimos 40 anos e consolida uma nova agenda voltada à restauração produtiva, unindo conservação ambiental, geração de renda, mercado de carbono e desenvolvimento sustentável.

Além de ser um dos biomas mais importantes do planeta, a Mata Atlântica abriga cerca de 70% da população brasileira e passa a ocupar posição estratégica na chamada economia da restauração, baseada na recuperação da vegetação nativa com viabilidade econômica para produtores rurais, empresas e comunidades locais.

Desmatamento da Mata Atlântica cai 40% em quatro décadas

Dados do monitoramento realizado pela SOS Mata Atlântica em parceria com o Inpe mostram que o desmatamento no bioma caiu 40% desde o início da série histórica, em 1985. A área desmatada passou de 14.366 hectares para 8.658 hectares em 2025, consolidando o menor nível já registrado.

O resultado reforça os avanços das políticas públicas ambientais, iniciativas de conservação e projetos de restauração desenvolvidos nos últimos anos.

Desde 2022, a Mata Atlântica também é reconhecida pela ONU e pela FAO como uma das dez Iniciativas de Referência Mundial da Década da Restauração de Ecossistemas (2021-2030), destacando o bioma como modelo internacional de integração entre conservação, produção sustentável e desenvolvimento econômico.

Mercado de carbono avança com restauração florestal

O crescimento da agenda de restauração já começa a movimentar novos mercados no Brasil. Um dos marcos recentes foi a primeira comercialização de créditos de carbono provenientes da restauração da vegetação nativa na região sul da Bahia, realizada pela iniciativa privada.

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Segundo especialistas do setor, a Mata Atlântica reúne condições favoráveis para se consolidar como referência em Soluções baseadas na Natureza (SbN), especialmente devido à governança territorial já estruturada entre setor público, empresas, universidades e organizações da sociedade civil.

A expansão do mercado de carbono, porém, ainda depende do avanço da regulamentação, mecanismos de monitoramento e maior transparência sobre os projetos de restauração.

Sistemas agroflorestais ampliam renda e fortalecem bioeconomia

A restauração produtiva também abre espaço para novos modelos de bioeconomia no campo. Sistemas Agroflorestais (SAFs) e modelos silvipastoris vêm ganhando destaque ao integrar espécies nativas com atividades agrícolas e pecuárias.

Na Mata Atlântica, consórcios produtivos envolvendo café, cacau e árvores nativas despontam como alternativas sustentáveis para produtores rurais em áreas fragmentadas do bioma.

Além de contribuir para a recuperação ambiental, esses sistemas proporcionam benefícios econômicos ao favorecer serviços ecossistêmicos naturais, como polinização, regulação climática e controle biológico de pragas, reduzindo custos de produção e aumentando a qualidade dos produtos agrícolas.

Silvicultura de espécies nativas atrai investimentos milionários

Outro segmento em expansão é a silvicultura de espécies nativas. Estudos já identificaram ao menos 15 espécies florestais com elevado potencial econômico para produção sustentável de madeira e outros produtos florestais.

O avanço desse mercado ganhou reforço com o lançamento do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Silvicultura de Espécies Nativas (PP&D-SEN), que contará com investimento de R$ 24,9 milhões do BNDES ao longo dos próximos cinco anos.

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A iniciativa busca acelerar pesquisas, ampliar a produção sustentável e fortalecer a conexão entre produtores e compradores nos mercados nacional e internacional.

Regeneração natural ainda enfrenta desafios de conservação

Apesar dos avanços, especialistas alertam para a necessidade de fortalecer mecanismos de proteção das áreas em regeneração natural.

Dados do MapBiomas apontam que a Mata Atlântica ganha, em média, 155 mil hectares de florestas jovens por ano. Entretanto, parte significativa dessas áreas acaba sendo novamente perdida devido à pressão por uso do solo.

Entre 2011 e 2021, mais de 2 milhões de hectares foram regenerados no bioma, mas cerca de 30% dessa vegetação secundária foi desmatada no mesmo período.

Para especialistas, mecanismos como Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), crédito rural sustentável e incentivos financeiros são fundamentais para garantir a permanência das áreas restauradas.

Mata Atlântica lidera restauração ambiental no Brasil

Atualmente, a Mata Atlântica concentra 64% de toda a área em processo de restauração monitorada no país, segundo dados do Observatório da Restauração.

São cerca de 131,2 mil hectares em recuperação no bioma, de um total nacional de 204,2 mil hectares acompanhados pela plataforma.

O cenário reforça o protagonismo da Mata Atlântica na transição para uma economia verde, baseada na recuperação ambiental, geração de empregos, fortalecimento da agricultura sustentável e valorização dos ativos naturais brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%

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O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.

Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.

Compradores aguardam maior oferta da safrinha

Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.

A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.

Clima segue no radar dos agentes do mercado

As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.

O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.

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Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.

Relatório do USDA influencia expectativas globais

No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.

A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.

Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam

Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.

A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.

Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:

  • Alta de 57,9% na receita média diária;
  • Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
  • Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.

O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.

Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.

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Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:

  • Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
  • Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
  • Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
  • Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
  • Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.

A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.

Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses

O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.

Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.

Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.

Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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