Mato Grosso é o Estado que apresentou o maior crescimento percentual no número de empresas abertas no primeiro quadrimestre de 2024, conforme os dados do Mapa das Empresas, do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. De janeiro a abril deste ano, foram abertas 33.595 empresas, o que representa crescimento de 33,7% em relação ao último quadrimestre de 2023, além de aumento de 8,7% em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado.
O Estado também se destaca com um dos mais ágeis para abrir uma empresa. O tempo médio desse processo é de 1 hora e 30 minutos, na Junta Comercial de Mato Grosso (Jucemat), o que coloca Mato Grosso como o 5º mais ágil do Brasil, atrás da Bahia, Piauí, Pará e Amazonas. Esses números podem ser tornar ainda melhores, com a maior participação dos municípios.
As informações foram apresentadas na 2º Congresso de Registro Empresarial de Mato Grosso, cuja abertura foi realizada na noite de quarta-feira (26.06), no Centro de Eventos do Pantanal. O evento segue nesta quinta-feira (27.06) com palestras sobre holding familiar, mudanças no Código Civil, registro empresarial, recuperação judicial, licenciamento de negócios e empreendedorismo.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, destacou que a pasta tem incentivado o empreendedorismo no Estado, principalmente dos micros e pequenos empresários. Além de tornar a Jucemat mais ágil, o Governo tem buscado facilitar o acesso ao crédito.
“Com linhas de crédito, através da nossa agência de desenvolvimento, a Desenvolve MT, temos várias linhas de crédito, praticamente a juro zero, para incentivar o empreendedorismo. Temos um trabalho de capacitação de pequenos empreendedores junto com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), onde o pequeno empreendedor é capacitado e sai no final do curso com um plano de negócio. Depois é acompanhado durante 90 dias para que ele possa atingir o objetivo dele. Nós temos o Fundo de Aval Garantidor, o MT Garante, em que o empreendedor apresenta a proposta de financiamento e se não tiver a garantia real, o Governo do Estado avaliza o seu empréstimo. Isso não existe em lugar nenhum do Brasil, é uma inovação deste Governo para apoiar o empreendedor”, enfatizou.
Conforme o presidente da Jucemat, Manoel Lourenço, atualmente, quase 100% da Redesim está implantada, faltando apenas um município emancipado recentemente.
“Hoje os serviços da Jucemat é 100% virtual. Ninguém sai do seu ambiente de trabalho para encaminhar o processo para registro. O agendamento é online, a média de abertura é de 1h30, e fizemos 488.905 atendimentos via chat. Um dos principais objetivos do Congresso e do Prêmio de Excelência e Integração é o de incentivar os municípios a melhorar esse tempo, porque isso impacta diretamente no desempenho do estado de Mato Grosso no Mapa de Empresas, que é o principal relatório sobre abertura de empresas do país”, comentou o presidente da autarquia.
A adesão ao Balcão Único Jucemat -Empresas Instantâneas pode reduzir tanto o tempo de registro quando o tempo de viabilidade, porém apenas 6 municípios aderiram. Cada empresa registrada na plataforma reduz o tempo em minutos, porque está tudo automático.
Durante a abertura do 2º Congresso de Registro Empresarial de Mato Grosso, os municípios de Diamantino e de Lucas do Rio Verde assinaram adesão ao Balcão Único.
Ainda na abertura do evento foi realizada a premiação “Excelência em Integração e Simplificação” para premiar os municípios envolvidos na Redesimples. Foram três categorias premiadas: Viabilidade, Licenciamento e Viabilidade + Licenciamento e entregue cinco placas de premiação por categoria.
Várzea Grande recebeu premiação nas três categorias. Também foram premiadas as cidades de Cuiabá, Sapezal, Nova Mutum, Alto Garças, Guarantã do Norte, Alta Floresta, Barra do Garças, Primavera do Leste e Paranatinga.
Atualmente, Mato Grosso tem 454.345 empresas ativas no Estado, sendo 386.009 microempresas. Cuiabá, Rondonópolis e Várzea Grande são as três cidades que concentram o maior contingente de empresas.
No Estado, lojas de roupas e acessórios tem o maior contingente de empreendedores; seguido por obras de alvenaria; cabeleireiros, manicure e pedicure; transporte rodoviário de cargas; promoção de vendas; e lanchonetes e similares.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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