Cuiabá

Maysa Leão cobra entrega da cooperativa prometida a catadores do antigo lixão de Cuiabá

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Ana Cláudia Fortes – assessoria vereadora Maysa Leão&nbsp

Durante a sessão desta quinta-feira (15), a vereadora Maysa Leão (Republicanos) reforçou seu compromisso com os agentes ambientais que atuavam no antigo lixão de Cuiabá e cobrou uma solução definitiva para a entrega da sede da cooperativa prometida pela prefeitura. A sessão contou com a presença de representantes da categoria, que ocuparam a tribuna e as galerias da Câmara Municipal, aplaudindo os discursos e reivindicando o direito de voltar a trabalhar com dignidade.
Maysa lembrou que mais de 300 famílias foram diretamente afetadas pelo fechamento do lixão, após 26 anos de funcionamento. “Essas pessoas não viviam de assistência, mas do próprio trabalho. O auxílio de 24 meses foi um reconhecimento mínimo pelos serviços ambientais prestados durante décadas. A promessa era a transição para uma cooperativa legalizada, mas o Executivo, à época, não cumpriu sua parte”, destacou.
A vereadora ressaltou que todos os demais envolvidos – Ministério Público, Defensoria Pública, UFMT e os próprios catadores – cumpriram o que foi acordado, com capacitações, reuniões técnicas e estruturação jurídica da cooperativa. “Hoje, a Coopervida está pronta e tem como presidente a senhora Valquíria Arruda. Falta apenas a entrega da sede e os equipamentos prometidos para que possam retomar suas atividades”, afirmou.
Durante sua fala na tribuna, a cooperada Jéssica da Silva fez um apelo emocionado: “Não queremos viver de auxílio. Queremos voltar a trabalhar. Fomos retirados do lixão com a promessa de uma cooperativa funcionando. Acreditamos, nos capacitamos, fizemos cursos, mas a estrutura nunca chegou. O auxílio acabou, e muitas famílias estão passando fome. Somos mães, pais, avós. Somos trabalhadores do meio ambiente. Não pedimos esmola. Pedimos a chance de continuar nossa missão: reciclar e cuidar do planeta.”
Visivelmente emocionada, a presidente da Coopervida, Valquíria Arruda, reforçou o pedido por atenção e respeito. “Tínhamos nosso sustento com dignidade. Cumprimos tudo o que nos foi pedido, mas a promessa da cooperativa não foi cumprida. Hoje, muitos dos nossos companheiros mal têm o que comer. Só queremos trabalhar. O meio ambiente agradece, e nossas famílias também.”
A iniciativa da vereadora Maysa Leão recebeu apoio de todos os parlamentares presentes. Nomes como Dra. Mara, Cel. Dias, Baixinha Geraldelli, Samantha Iris, Ilde Taques, Gustavo Padilha e Eduardo Magalhães reconheceram a legitimidade da demanda e se colocaram à disposição para contribuir com a construção de alternativas junto ao Executivo Municipal.
Maysa enfatizou que a solução depende apenas da ação do Executivo: “O projeto está pronto e nas mãos do secretário Marcelo Bussiki. Falta a formalização do novo comitê interinstitucional para viabilizar os trabalhos de acompanhamento e fiscalização da entrega da estrutura.”
O prefeito Abílio Brunini, que esteve na Casa de Leis durante a sessão, sinalizou abertura para o diálogo, demonstrando disposição em encontrar uma solução responsável e definitiva para a pauta dos catadores.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Prefeitura aplica R$ 37,6 mil em multas e inicia limpeza em condomínio abandonado

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A Prefeitura de Cuiabá deu continuidade, nesta segunda-feira (8), à Operação Escudo Urbano, que interditou preventivamente um condomínio de casas abandonadas localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. A ação integrada envolveu a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), a Defesa Civil, a Vigilância em Saúde Ambiental, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e a Energisa Mato Grosso.

Durante a fiscalização, foram lavrados autos de infração que somam R$ 37,6 mil em razão das irregularidades encontradas no imóvel. As equipes também iniciaram os serviços de limpeza e remoção de resíduos acumulados no local. Os custos das intervenções serão cobrados dos proprietários do condomínio.

A Energisa Mato Grosso realizou a retirada de cabos e fiações em desuso, além do desligamento de pontos de energia existentes nas edificações, como medida de segurança e para eliminar riscos decorrentes do abandono do empreendimento.

A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, explicou que a ação foi motivada pelas condições críticas encontradas no condomínio e pelos riscos à saúde pública e à segurança da população. “Trata-se de um imóvel cuja estrutura está bastante comprometida. A Defesa Civil já havia elaborado um laudo anterior condenando a edificação e, agora, com o acesso ao condomínio, constatamos que a situação é ainda mais urgente. Encontramos focos e condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, além da presença de morcegos, pombos e escorpiões. Estamos atuando no momento adequado para evitar que o local se transforme em um problema ainda maior para a saúde pública”, afirmou.

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A secretária reforçou que a responsabilidade pela conservação do imóvel é dos proprietários. “Estamos promovendo a limpeza e adotando medidas emergenciais para proteger a população. No entanto, trata-se de uma propriedade privada, e o dever de manutenção é dos proprietários, que serão responsabilizados pelos custos de toda essa operação. Também vamos encaminhar o caso à Procuradoria-Geral do Município para avaliação de medidas judiciais, porque ações pontuais não resolvem definitivamente o problema se não houver manutenção contínua”, acrescentou.

O diretor da Defesa Civil, capitão do CBMMT Marcelo Cerqueira, informou que o primeiro relatório técnico sobre o condomínio foi elaborado em dezembro de 2025. Na ocasião, as equipes não conseguiram acessar o interior do imóvel porque o local estava fechado. “Agora conseguimos entrar e verificamos uma situação preocupante. O condomínio possui 30 imóveis, e vários deles apresentam estruturas avariadas, além de grande acúmulo de lixo. A Limpurb já iniciou uma intervenção para melhorar as condições do ambiente, e vamos concluir o relatório técnico para subsidiar as providências necessárias por parte dos órgãos competentes”, explicou.

A Vigilância em Saúde Ambiental também participou da operação para identificar fatores que favorecem a presença de vetores de doenças e animais sinantrópicos. Segundo o biólogo Jesse Martins, a principal medida recomendada para o local é o manejo ambiental. “O controle químico não é indicado para esse tipo de situação. O mais eficaz é a eliminação dos abrigos e focos que favorecem a permanência desses animais. Encontramos vestígios de morcegos e também algumas larvas, que serão encaminhadas para análise laboratorial e identificação”, informou.

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Durante a vistoria, a Secretaria Municipal de Ordem Pública lavrou dois autos de infração com base na Lei Complementar nº 589/2025. O primeiro, no valor de R$ 10,4 mil, foi aplicado por lote não limpo, existência de criadouros de vetores e abandono do imóvel, com prazo de 30 dias para regularização. Já o segundo auto de infração, no valor de R$ 27,2 mil, foi emitido em razão da existência de criadouros de vetores, abandono do imóvel, risco estrutural grave e utilização do espaço de forma a gerar insegurança pública. Nesse caso, o prazo concedido para regularização é de 90 dias.

Ao longo de 2025, a Secretaria realizou três ações fiscais no local para notificar o responsável pelo imóvel a realizar a limpeza e a manutenção da área. Como as tentativas de contato não tiveram resultado, foi necessária a adoção da interdição preventiva, medida amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal de sexta-feira (5). A norma regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos com risco iminente, previsto na Lei Complementar nº 589/2025.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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