Agro News

MBRF registra volume histórico e maior EBITDA do ano no 3T2025 e inicia captura de sinergias da fusão

Publicado

A MBRF (MBRF3), uma das maiores empresas globais de alimentos e líder mundial em produção de hambúrgueres e frango Halal, divulgou seus resultados financeiros do terceiro trimestre de 2025. O balanço revela crescimento expressivo em volume e receita, além do maior EBITDA consolidado do ano, reforçando sua estratégia de expansão global e eficiência operacional.

Receita e EBITDA batem recorde

No 3T2025, a MBRF registrou receita líquida de R$ 41,8 bilhões, crescimento de 9,2% em relação ao 3T24. O EBITDA consolidado atingiu R$ 3,5 bilhões, aumento de 15,3% em relação ao trimestre anterior, enquanto o lucro líquido foi de R$ 94 milhões.

A geração de caixa operacional alcançou R$ 3,3 bilhões, um avanço de 9% sobre o trimestre passado, demonstrando a solidez financeira da companhia e sua capacidade de manter investimentos contínuos.

“Este trimestre reforça a trajetória sólida da MBRF, marcada por expansão global, crescimento em todas as frentes do negócio e execução comercial de excelência”, afirma Marcos Molina, Chairman da MBRF.

Crescimento histórico de volume de vendas

O desempenho do trimestre também se refletiu no volume de vendas, atingindo o maior patamar histórico da companhia, impulsionado pela diversificação geográfica e margens maiores em produtos processados e com marcas fortes.

“Seguimos focados em construir uma empresa integrada, resiliente e rentável, com resultados consistentes para nossos acionistas”, comenta Miguel Gularte, CEO da MBRF.

Desempenho das operações regionais
América do Norte – National Beef

A operação de bovinos manteve desempenho sólido, com gestão eficiente do ciclo pecuário e estabilidade de margens, mesmo diante de menor oferta de gado. Apesar da queda no abate, o aumento do peso médio das carcaças contribuiu para a receita líquida de US$ 3,6 bilhões, alta de 12,2% em relação ao 3T24.

Leia mais:  Agrotrês deve movimentar negócios em leite, grãos e café
América do Sul – Operações de bovinos

Na América do Sul, o trimestre apresentou crescimento de capacidade de abate e desossa, além de aumento de volume devido a investimentos em otimização industrial. A receita líquida foi de R$ 5,7 bilhões, aumento de 18,1%, com crescimento de 17,6% no volume de vendas.

BRF – Mercado interno e externo

A operação de alimentos processados registrou volume histórico de vendas, crescendo 5% a/a, com receita líquida de R$ 16,3 bilhões, alta de 5,4%. No mercado interno, o avanço se deu pela ampliação dos canais de distribuição, alcançando 340 mil pontos de venda.

No mercado externo, a diversificação geográfica permitiu 16 novas habilitações para exportação, totalizando 214 desde 2022. A retomada das exportações para a China, anunciada em 7 de novembro, representa oportunidade estratégica para aumentar a lucratividade da empresa, especialmente com a fábrica de processados em Henan pronta para receber matéria-prima brasileira.

Expansão global e investimentos no Oriente Médio

A MBRF ampliou sua joint venture com a Halal Products Development Company (HPDC), criando a Sadia Halal, considerada a maior empresa de frango halal do mundo, incorporando ativos avaliados em US$ 2,07 bilhões. A operação prepara a empresa para um futuro IPO na Bolsa de Riade, aumentando o potencial de geração de valor.

Leia mais:  Banco do Brasil destina R$ 230 bilhões para a safra 2025/26

Além disso, a empresa investe na expansão da fábrica de processados em Kezad, nos Emirados Árabes, aumentando a capacidade de 75 mil para 90 mil toneladas/ano, com foco em produtos empanados e marinados. Outra planta em construção em Jeddah terá investimento de US$ 160 milhões, elevando a produção local de 17 mil para 57 mil toneladas/ano.

Eficiência operacional e captura de sinergias

O programa de eficiência da companhia gerou R$ 355 milhões no trimestre por meio de melhorias em processos industriais e gestão de custos. A metodologia está sendo expandida para toda a organização sob o programa MBRF+.

Com a fusão, o processo de captura de sinergias já começou, com R$ 1 bilhão mapeado, dos quais 60% devem ser entregues já no primeiro ano. Os ganhos estimados incluem:

  • R$ 231 milhões em otimização corporativa
  • R$ 470 milhões em supply
  • R$ 230 milhões em comerciais e logística
  • R$ 73 milhões em outras iniciativas
Conclusão

O 3T2025 marca um período histórico para a MBRF, com crescimento em volume, receita e EBITDA, expansão global e início da captura de sinergias da fusão. A empresa reforça seu posicionamento como líder mundial no segmento de proteínas, com forte presença em mercados estratégicos e contínuo investimento em inovação e eficiência operacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

Publicado

As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

Leia mais:  Farsul propõe securitização de R$ 171 bilhões da dívida rural com juros limitados e prazo de 15 anos
Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

Leia mais:  Agrotrês deve movimentar negócios em leite, grãos e café

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana